domingo, 11 de abril de 2010

Domingo Com Mário Quintana

Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira. 
( Cecília Meireles )

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.


Mario Quintana




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

3 comentários:

Osvaldo disse...

Lourdes;
Mário Quintana, só ele para poetizar, brincando.
Este tipo de literatura, em que Quintana foi Mestre, foi reconhecida pela Academia Brasileira de Letras como da mais genuína da literatura Gaúcha.
*Gaúchos, naturais do Rio Grande do Sul.

bjs, Lourdes.
Osvaldo

Marli disse...

Olá amada!
Estou dando aquela espiadinha básica.
E encontrei um belo poema.
Obrigado por compartilhar.
Beijinhos e boa semana.
Marli

Fernanda disse...

Olá querida amiga Lourdes,

As minhas também já voltaram...mas desta vez o José não as deixou fazer ninho dentro da garagem :(((

Pois foi...eu também fiquei um pouco triste, mas a verdade é que elas sujavam os carros todos e até a roupa que secava.

Estão no alpendre, também estão muito bem lá e o meu gato, o Malato, não tem como lá chegar.

São uma alegria.

Sabe que as andorinhas, bem como os patos e muitas espécies na natureza são fiéis até à morte aos seus pares???

Por isso, não é só Mário Quintana que é fiel à sua Maria,não!

Beijinhos