sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Porque é fim de semana: Freguesia de Mata de Lobos

Porque é fim de semana,  continuamos a  descobrir mais algumas povoações   do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e vamos conhecer Mata de Lobos, sede duma freguesia  situada a 5 km  da sede do município.
De povoamento muito antigo, foram descobertos achados do tempo dos romanos que atestam a passagem deste povo pela região.
A freguesia já aparece referida num documento de 1165, nas doações feitas por Fernando II de Leão, ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar.


Em 7 de Julho de 1644, travou-se nas imediações desta povoação,  a Batalha da Salgadela, que opôs as tropas espanholas comandadas pelo Duque de Ossuma, ao exército português, chefiados pelo general Pedro Jacques de Magalhães.
No local foi mandado construir um cruzeiro, o Padrão de Pedro Jacques de Magalhães, a perpetuar o acontecimento.

O orago de Mata de Lobos é Santa Marinha.

Do património religioso de Mata de Lobos constam vários templos:

- Primeira igreja paroquial

De invocação de Santa Marinha,  já existia em 1321. 
O reitor Paulo Antunes Alonso nas “Memórias Paroquiais” de 1758 escreveu “… a sua igreja paroquial consta ser Igreja e mosteiro dos templários que bem o mostram as suas ruínas, por se achar no adro della muitas sepulturas com letreyros nas suas campas que declarão ser de seos cavaleiros…”.
É de estilo românico e foi alvo de obras de reparação ao longo dos séculos. 
O templo esteve ligado à Ordem de Cristo, herdeira dos bens dos Templários quando esta foi extinta em 1312.
Actualmente é uma  capela e apresenta vestígios de um arco quebrado emparedado, que envolve o portal principal de arco perfeito. Realce também para o óculo trilobado, no topo, e as peças escultóricas antropomórficas da fachada sul.

- Actual igreja paroquial



Situada no centro da aldeia, a primitiva Capela de São Sebastião,  foi ampliada em 1759, dando origem à actual Igreja Paroquial.  
Apresenta como particularidade a separação da torre sineira do corpo do templo.


- Capela de Santo Antão




Este edifício, em avançado estado de degradação, era a antiga capela de Santo Antão.
Actualmente desactivada, tendo já  servido  de estábulo.

- Capela de Santo Cristo e Calvário



Na povoação, existe ainda outro património não religioso como são os casos:

- Padrão de Pedro Jacques de Magalhães



Este monumento fica situado no lugar da Salgadela, no local que  foi cenário de umas das mais importantes batalhas da guerra da Restauração.  Referenciada na história por “Batalha de Castelo Rodrigo”, na região é conhecida por “Batalha da Salgadela”.

- Sepulturas antropomórficas
Existem  sete sepulturas antropomórficas,  espalhadas nos arredores de Mata de Lobos.

- Chafariz e os lagares.








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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Bolo de bolacha com mousse de chocolate cremosa

Ingredientes:


200 gr de chocolate
400 ml de natas(2 pacotes)
2 dl de café forte
4 gemas
3 claras
40 gr de açúcar
1 pacote de bolacha Maria


Modo de preparo:
Parte-se o chocolate me pedaços e deita-se numa tigela de alumínio.
Junta-se o café e 4 c.(sopa) de natas.
Coloca-se em banho Maria para que o chocolate derreta,sem que a tigela toque na água.
Depois de derretido retira-se e reserva-se.
Noutra tigela colocam-se as gemas com o açúcar e vai a banho Maria mexendo sempre até que a mistura engrosse.
Retira-se e junta-se ao chocolate.
Batem-se as natas bem firmes.
Batem-se as claras em castelo firme.
Juntam-se as natas no creme de chocolate misturando bem.
De seguida envolvem-se as claras muito bem.
Deita-se um pouco deste creme numa forma de aro e coloca-se sobre o creme bolachas.
Fazem-se camadas alternadas de creme e bolacha,acabando com creme.
Vai ao frio até solidificar, deixo sempre dum dia para o outro.
No momento de servir desenforma-se e decora-se com pepitas de chocolate e frutos vermelhos.






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Artesanato de Natal

Em plena época natalícia, vou ocupando os meus tempos livres fazendo pequenas lembranças para oferecer às minhas amigas.
Após a conclusão dos anjinhos inspirados no site "Le Pigottine di Vanda" que já aqui foram alvo dum post, estou a terminar árvores de Natal estilizadas, tendo como base um cone de esferovite cobertos com  restinhos de tecidos, com motivos de Natal.


Aproveitando também sobras de rendinhas e um cone mais pequeno, fiz uma outra que coloquei sobre um cálice para lhe dar um pouco mais de altura.




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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Localidades Homónimas: Vimieiro

Mais um topónimo que se repete em várias localidades ao longo do país. Desta vez é Vimieiro.
Partimos da região Centro, do distrito de Coimbra onde uma das localidades com o nome  Vimieiro pertence ao concelho de Vila Nova de Poiares freguesia de Santo André.



Ainda na zona centro existe outro Vimieiro que faz parte da União de Freguesias de Ovoa e Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão e distrito de Viseu.


Seguimos mais para o Norte e vamos encontrar outra aldeia com este topónimo, que  faz parte da União das Freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro, do concelho e distrito de Braga.
Foi vila e sede de concelho com foral próprio, passado em Lisboa por D. Manuel I, a 4 de Setembro de 1517 até ao início do século XIX.


Ainda na região Norte, existe outra aldeia com o  nome Vimieiro. Faz parte da União de Freguesia de Avantes e Romeu,  concelho de Mirandela e distrito de Bragança. 


Agora vamos mais para Sul, para encontrar  mais uma povoação com o mesmo topónimo, que é uma freguesia  do concelho de Arraiolos e distrito de Évora.








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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Chafariz da Junqueira


O chafariz da Junqueira, como o nome indica situa-se Rua da Junqueira em Lisboa e é também conhecido por Chafariz da Cordoaria.
Construído em 1821, em pedra de lioz, apresenta a seguinte inscrição: "AGOAS LIVRES / ANNO DE 1821". Na parte superior destaca-se  um  frontão, com as armas de Portugal: o escudo nacional sobre esfera armilar, coroada. 
Tem duas bicas  sobre um tanque curvilíneo e recortado.
Durante o século XX, as paredes envolventes foram revestidas com azulejos da Fábrica da Viúva Lamego.




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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

De Convento a Estação Ferroviária

Fundado em 1662 por D. Isabel da Madre de Deus, com o apoio dos reis portugueses,no local onde se encontrava uma pequena ermida, o Convento de Santa Apolónia foi ocupado  por um grupo de clarissas pertencentes à Ordem dos Frades Menores.
Após a extinção das Ordens Religiosas, o convento e respectivos  bens passaram a fazer parte da Fazenda Nacional.
Mais tarde, o edifício foi usado como residência de alunos da Real Casa Pia de Lisboa e como colégio de aprendizes e oficina pirotécnica do Arsenal do Exército.
Finalmente, em 1852, foi adquirido para servir  de  estação ferroviária, passando para a alçada   da   Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.




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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Porque é fim de semana: União das Freguesias de Freixeda do Torrão, Quintã de Pêro Martins e Penha de Águia 3

Porque é fim de semana,  vamos para Penha de Águia uma das povoações   do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo que formam a União das Freguesias de Freixeda do Torrão, Quintã de Pêro Martins e Penha de Águia.


Esta localidade fica situada na Serra de São Marcos e a sua  igreja aparece mencionada em 1395 no “Tombo da eira”.
Não se conhece a origem do seu topónimo, mas segundo  a tradição popular, vem duma lapa esguia que domina a terra e o extenso vale, que ao longe se transforma aos nossos olhos numa águia pousada num penhasco.


Penha de Águia tem como orago Nossa Senhora das Candeias.
A Igreja Matriz de estilo gótico e barroco, foi provavelmente construída  no século XIV. Tem planta longitudinal composta por  nave de três tramos, uma capela-mor seiscentista mais estreita e uma sacristia e uma capela adossadas às fachadas laterais
Apresenta uma fachada principal em empena recta rasgada por um portal de arco apontado, encimada por sineira dupla
No interior, tem coro-alto, baptistério no lado da Epístola e púlpito circular no oposto. Destacam-se  o retábulo-mor e o retábulo lateral, de talha dourada de estilo nacional.




Do património da povoação destacam-se ainda  as sepulturas cavadas na rocha, as várias fontes, a fraga da torre do castelo e o barroco com a forma de águia.



Fonte e Fotos da Internet.




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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Localidades Homónimas: Alcaide


Uma vez mais volto ao tema das aldeias portuguesas com  designações comuns. Desta vez  o topónimo é  Alcaide.
Vamos encontrar uma povoação conhecida por  Alcaide, no distrito de Coimbra, concelho da Lousã e freguesia de Serpins. 


No distrito de Castelo Branco, concelho do  Fundão existe uma freguesia com o mesmo topónimo, que foi vila e sede de concelho,  até ao início do século XIX.
São Pedro é o orago desta povoação célebre pelo seu festival do míscaro.





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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Lisboa-Segundo Eugénio de Andrade



Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus e degraus até ao rio.
Eu sei.
E tu, sabias?


Eugénio de Andrade (1923-2005)


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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Só Imagens: Sete Rios


 





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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Cheesecake de chocolate

Ingredientes

250g de queijo creme (usei Philadelphia)
250ml de natas
1 chávena (chá) de açúcar
1 colherinha (chá) de essência de baunilha
1 pacote de bolacha Maria
200g de chocolate para culinária
2 colheres de manteiga
5 folhas de gelatina

Preparação

Prepare a base: 
Esmague a bolacha Maria. Derreta 150g de chocolate com as 2 colheres de manteiga. Ponha essa mistura na bolacha esmagada e amasse muito bem até ficar homogéneo. Pressione essa massa numa forma de fundo removível e leve a geleira por no mínimo 30 minutos. 
Molhe a gelatina, escorra e reserve. Bata muito bem o queijo com o açúcar e a essência de baunilha. Incorpore muito bem a gelatina e as natas batidas ( bata mais um pouco).
Retire a forma da geleira, despeje a mistura de queijo por cima e leve à geleira por no mínimo 4 horas (até ganhar consistência).

3. Rale o chocolate que sobrou. 
Desenforme o cheesecake e espalhe o chocolate ralado por cima.


Fonte: http://vamosacozinha.blogspot.com






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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Porque é fim de semana: União das Freguesias de Freixeda do Torrão, Quintã de Pêro Martins e Penha de Águia 2


Porque é fim de semana,  continuamos a  descobrir mais algumas povoações   do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e vamos conhecer a Quintã de Pêro Martins, uma das povoações  que formam a União das Freguesias de Freixeda do Torrão, Quintã de Pêro Martins e Penha de Águia.


Esta povoação  faz parte dum  território que foi habitado por povos pré e proto-históricos. São disso testemunho os vestígios que aparecem nas muitas cimalhas de elevações e em inúmeros artefactos de pedra polida.
Os romanos também por aqui habitaram pois há vestígios de minas, provavelmente de ouro,  em Telhões e noutros pontos do povoado.



A quintã que deu origem à actual aldeia, deverá ter sido fundada por um  Pêro Martins, que dividida pelos seus sucessores, de geração em geração acabou por originar uma povoação.


O orago da Quintã de Pero Martins é o Divino Espírito Santo.



A igreja paroquial tem planta longitudinal composta por uma nave de quatro tramos e  capela-mor. Tem ainda o baptistério e uma sacristia adossados. Apresenta características de arquitetura gótica, maneirista e barroca. Foi provavelmente construída em 1551, segundo data no arco triunfal.

Do  património construído desta localidade destacam-se ainda:
-  A Capela de São Sebastião



Capela maneirista erguida em 1676, como confirma a inscrição na verga da porta. O destaque, da fachada principal, vai  para o portal de lintel recto e para a sineira.
Tem planta longitudinal simples, com nave única e com cobertura de madeira de duas águas. 
No interior, destaca-se o retábulo maneirista.

- O  lagar e as casas de arquitectura tradicional. 





 





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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Pintura em Tecido

Hoje partilho no blog o último trabalho artesanal que completei há dias. 
É uma pintura em tecido, que se destina a fazer um saco para o pão. 



Já tenho outras pinturas em andamento para oferecer e, desta forma, substituir sacos de plástico.  
Mais tarde, partilhá-los-ei também.



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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Chafariz da Praça da Armada


Construído entre 1845 e 1846, é alimentado pelo Aqueduto das Águas Livres, através de uma derivação feita a partir do Chafariz das Necessidades, que se encontra  encostado à cerca do convento oratoriano. 
Composto por plataforma, a que se adossam dois tanques num nível inferior, interrompidos por escadas de acesso aos tanques superiores, num esquema semelhante ao utilizado no Chafariz das Janelas Verdes , que sustenta um pedestal paralelepipédico, com bicas em forma de carrancas, que vertem para quatro tanques , um em cada face. 
O conjunto é rematado por um pedestal troncopiramidal encimado por escultura de Neptuno, que chegou a ter um tridente de bronze.
Ostenta ainda duas tabelas, uma com as armas da cidade e a outra com a seguinte inscrição: “N.10/CAMARA MUNICIPAL/1845”. 


 
Fonte: C.M. de Lisboa e Direcção Geral do património Cultural






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