quinta-feira, 27 de julho de 2017

Festa no Monte Frio

Mais uma aldeia em festa no primeiro fim de semana de Agosto. Eis o Programa:




Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Piódão Aqui Tão Perto

Quando venho "à terra", aproveito para dar uns passeios pela  Serra do Açor. Há locais que privilegio e o Piódão é um deles.
Na região, quase todas as aldeias eram semelhantes. As  casas com a mesma arquitectura, construídas com xisto, a rocha que abundava na região, pois era muito difícil ali chegarem outros materiais, devido à falta de vias de comunicação.
Após a construção de estradas e influenciados pelas culturas de outras regiões, para onde os naturais da serra migravam, em busca de melhores condições de vida, o aspecto das habitações modificou-se e as aldeias perderam a sua identidade. Hoje em dia, se visitarmos cada uma delas, não reconheceremos uma povoação da serra do Açor, pois são semelhantes às que existem em qualquer parte do país.
Salvou-se o Piódão.
E é ali, que muitas vezes recordo a minha aldeia de outrora: as paredes com pedra à vista, os telhados de lajes, as calçadas e escadinhas, todos construídos com xisto.
Hoje partilho algumas imagens fotográficas da minha última passagem por aquela bonita aldeia.
   










Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Festa na Fórnea

A Fórnea, uma aldeia da freguesia do Piódão, vai estar em festa de 14 a 19 de Agosto.
Eis o Programa dos festejos:




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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Encontro de Gerações no Auditório da Biblioteca Municipal Miguel Torga

O Conselho Local de Acção Social de Arganil em colaboração com o Centro Social e Paroquial de Coja vão realizar um encontro de gerações, no âmbito do Dia dos Avós.
A iniciativa terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Miguel Torga, no próximo dia 26 de Julho.


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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Praia Fluvial da Barriosa

Hoje fui com a família dar uma voltinha pela serra e acabamos  por ir almoçar ao restaurante Guarda-Rios, situado numa das margens do rio Alvoco,  junto à aldeia da Barriosa.
O restaurante era um antigo lagar e encontra-se rodeado por moinhos junto ao poço da Broca.
Embora já tenha sido tema dum post aqui no Açor,  deixo mais algumas  fotos  deste local paradisíaco. 










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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Festa nas Corgas

Mais uma povoação que vai estar em festa na freguesia de Pomares, durante o primeiro fim de semana de Agosto. Desta vez as Corgas.




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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Poetas da Serra

Uma amiga do Facebook, nascida numa das muitas aldeias da serra do Açor,  vê desta forma a nossa serra.
 

A NOSSA SERRA
Nos ensombrados da nossa serra majestosa
De eólicas como horizontes…
Com serpenteados pela encosta
E estradas atravessando os montes
Serra de linhas rendilhadas…
Cobertas de cores sons e magia
De percursos trilhos e estradas
Processo de harmoniosa sintonia…
O verão trás regresso de vida…
Trás crianças como pássaros a esvoaçar
Quebrando o silêncio que existia
Com gente a rir, colorir, e povoar
Os riachos esses continuam na sua calma
Percorrendo os mesmos socalcos entre outeiros
Sufocados por aquele insistente abraço
De giestas, silvas, juncos e sabugueiros
As represas são memórias…
Já não se regam os lameiros
Hoje contam-se as histórias…
Dos currais, bardos e palheiros.
Recordações que diluídas no tempo
Não perderam conteúdo e cor
Como a saída de um rebento
Quando o sol lhe empresta calor
Pena não ter mais personagens…
Para espalhar mais vida e encanto
E de sentidas e emocionadas imagens
De lágrimas de alegria, se fizesse pranto
São Pereira

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Carteiras para telemóvel e óculos


Hoje, ao arrumar o espaço onde me dedico ao artesanato, encontrei algumas sobras de tecidos. Eram pequenos retalhinhos que não dariam para grandes trabalhos. 
Pensei então em os aproveitar para fazer peças mais pequenas.
Eis o resultado: 




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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Festa de Porto Silvado

Estão a chegar as festas de Verão. Aos poucos as pequenas aldeias, quase desertas, começam a ganhar vida. Apesar de temporária, é uma época em que os seus filhos regressam "ao ninho" para dar graças por mais um ano junto do seu patrono.


Nos próximos dias 4, 5 e 6 de Agosto é o Porto Silvado que vai estar em festa, homenageando a sua padroeira >Nossa Senhora do Carmo.
O Programa é o seguinte:


Sexta-Feira

20 horas - arruada; 
23 horas - Karaoke com Olavo.
Sábado 
09.30 horas - Chegada da Filarmónica Fidelidade de Aldeia das Dez
10 horas -  Missa campal; 
11 horas - Procissão; 
12 horas -  Leilão de ofertas; 
16 horas -  Leilão de ofertas à Comissão de Melhoramentos; 
21 horas - Baile abrilhantado por Ana e Luís Vicente.
Domingo 
10 horas - Inauguração de melhoramentos em Porto Silvado; 
13 horas -  Almoço convívio servido pelo restaurante “A Saborosa”.


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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Vila Franca da Beira

Hoje vamos até à outra   localidade que, com Ervedal, forma a União de Freguesias de Ervedal e  Vila Franca da Beira.



Situada a 2,5 Km de Ervedal, seguindo pela ER 231-2, vamos encontrar esta localidade, também ela com sinais de vida desde tempos da pré-história. 
Crê-se ter origem num castro, como o comprovam  algumas casas de pedra rústica, com uma única entrada, virada para um  pátio comum a várias outras casas, de forma a, em conjunto, se defenderem dos lobos, que frequentemente atacavam a população.



Devido à proximidade com o Ervedal,  a história das duas povoações seguiu um rumo idêntico. Também Vila Franca da Beira foi doada pela rainha D. Dulce às mesmas instituições e incluída na " Honra do Couto do Ervedal ",  nos séculos XIII/XIV.
Ao longo dos tempos, esta localidade foi recebendo topónimos diferentes. Até ao Concílio de Trento (1545-1563) era o Vigário que atribuía o nome às povoações sem seguir qualquer regra, pelo que muitas mudavam frequentemente de nome.



Pensa-se ter sido o que se passou com Vila Franca da Beira que, no Censo da População do Reino de 1527, aparecia com o topónimo Urrais. Em 1682, passou a ser  referida apenas por Vila Franca. Mais tarde, devido à proximidade de Ervedal, passou a ser conhecida por Vila Franca do Ervedal, até que em 1978, por vontade dos seus habitantes, passou a ser tratada por Vila Franca da Beira.



Em 1988, a povoação foi  elevada à categoria de freguesia libertando-se, do Ervedal.
A reorganização administrativa de 2012/2013 extinguiu a freguesia e juntou-a, de novo, com a antiga freguesia de Ervedal, criando a União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira. 


A padroeira desta localidade é Santa Margarida, desconhecendo-se a data de construção da capela erigida em sua honra no local onde, mais tarde, foi reigido um cruzeiro. 
Entretanto, a capela tornou-se  pequena para a população que aumentara e  construiu-se uma maior, consagrada a  Nossa Senhora da Conceição, que ficou concluída em 1891. Na nova capela , foi colocada uma imagem da padroeira, Santa Margarida, que foi roubada, bem como as esmolas da Capela.   


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ervedal

No concelho de Oliveira do Hospital existe uma outra freguesia, ou antes União de Freguesias cuja origem é bastante remota: A União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira.
Hoje o tema do post é a povoação do Ervedal, que foi talvez a sede de concelho mais antiga da região. 



Mas, vamos ainda mais atrás na história desta vila.
Na região fixaram-se os vários povos que invadiram a Península Ibérica, dos quais se encontraram vestígios arqueológicos importantes nos arredores desta povoação, dos quais uma ponte romana,  algumas sepulturas de forma antropomórfica, cavadas na rocha, que comprovam a existência duma povoação naquele lugar, em tempos bastante remotos.



Assim, não admira que em 1193, quando a rainha D. Dulce, esposa  de  D. Sancho I, doou estas terras ao convento de São Romão de Seia, Ervedal já tivesse  foro de vila.
Em 1196,  o senhorio de Ervedal passou para a posse do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e em 1198 para a albergaria de Poiares.




Em 1249, D. Teresa, filha de D. Sancho I, concedeu  o   primeiro foral à vila do Ervedal, atestando-se neste documento que a vila era já sede de concelho, e posteriormente couto real. 
Em  1514, Ervedal recebeu foral novo concedido pelo rei D. Manuel I.
O concelho foi extinto em 1855, sendo então integrado no concelho de Oliveira do Hospital.



O padroeiro do Ervedal é Santo André.
A Igreja Matriz  construída no século XIV, ruiu no início do séc. XIX, sendo depois reconstruída.Da igreja primitiva, resta apenas uma base de sepulturas antropomórficas.
No interior existem várias imagens de valor como são os casos da Rainha Santa Isabel ( séc. XVII), a Senhora da Torre e de Santo André(séc. XV).

Do património do Ervedal existem ainda:
- Capela de Nossa Senhora da Piedade



Esta capela situada no Largo da Cadeia, data do séc. XVI.


- Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem



Esta capela data do século XVII. No interior o destaque vai para  um belo altar  em mármore branco e  em granito.

- Solar



O solar pertencente aos Viscondes de Ervedal, foi mandado construir por Diogo Brás Pinto, no início do século XVI, sendo  então conhecido por solar de Ervedal, ou  casa dos "fidalgos de Ervedal".
É formado  por três corpos, construídos em épocas diferentes: A parte da esquerda é a primitiva,  do século XVI ; a parte central foi reconstruída nos séculos XVII e XVIII; do lado direito, encontra-se a capela de Santo António, construída em 1680 por António Tavares Pinto. No interior, destaca-se o retábulo de talha com a imagem do santo padroeiro e a pedra tumular do fundador da capela e de sua esposa.  
Adossada ao corpo da capela, foi construída uma torre.
O solar, que continua na posse da mesma família, foi  restaurado e transformado numa unidade de turismo de habitação em 1992 .

- Cruzeiros



Existem ainda,espalhados por toda a vila, vários cruzeiros em granito.





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terça-feira, 11 de julho de 2017

Travanca de Lagos

Travanca de Lagos fica a  cerca de 10 quilómetros do concelho e comarca de Oliveira do Hospital.



Da história da povoação sabe-se que a região foi ocupada em épocas bastante remotas. Segundo consta na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira terá havido por aqui povoamento há cerca de 5.000 - 6.000 anos.
Durante a ocupação da Península Ibérica pelos romanos, eles estiveram na zona e deixaram vestígios que o comprovam, como os que se encontraram na vizinha freguesia da Bobadela.
O topónimo inicial era apenas Travanca.
A primeira referência conhecida desta povoação data do ano de 969, numa carta de testamento duma senhora que doou os  bens que possuía  entre o Mondego e o Alva, ao Mosteiro do Lorvão,  em especial, Midões, Touriz e Framiães  e onde era referido que Midões e Touriz confrontavam com a vila de rústica de Travanca.



Em 1180, a rainha D. Dulce de Aragão, esposa de D. Sancho I, comprou 19 casais em Travanca o que prova que esta povoação era já bastante conhecida.
Em 1258, nas Inquirições de D. Afonso III, Travanca pertencia à Coroa e tinha um celeiro real, para nele se depositarem os foros da coroa. 

No séc. XV e XVI,  recebeu uma comunidade de judeus convertidos, como o comprovam vários edifícios com as características das judearias.
Mais tarde, passaram a chamar-lhe Travanca de Lagos, para distinguir as diversas "Travancas" que existem no país.


O orago é S. Pedro.
A paróquia de S. Pedro de Travanca é anterior ao século XIII, mas não se conhece a data da construção da igreja primitiva. No entanto,
é possível que parte do templo atual, date do século XVI, pois o arco triunfal, com arco e fustes torsos, 
parecem ser da época manuelina.
Durante os  séculos XVII ou XVIII, a Igreja foi alvo de obras de melhoramentos 
O interior, tem nave única, com quatro pilares de cantaria.   Um arco triunfal dá acesso à capela-mor, onde sobressai um retábulo de talha.


Para além da igreja Matriz  existe ainda, em Travanca de Lagos, a  capela de Santo António. 
Esta  pequena capela, construída em cantaria de granito, tem a fachada principal a terminar em empena, com cornija, encimada por uma sineta. 
O interior, a precisar de algumas obras, tem o tecto em abóbada de madeira pintada. No interior, destaca-se o altar branco em talha com  pormenores dourados, ornado  com pinturas sacras  e o patrono  em madeira policromada.


Do património desta localidade fazem também parte algumas casas senhoriais, fontes,...



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