quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Localidades Homónimas: Campelo

Uma vez mais vamos procurar no nosso país algumas povoações com o mesmo topónimo.
No distrito de Coimbra vamos encontrar uma aldeia com o nome Campelo.


Pertence à freguesia de Vila Nova de Ceira e ao concelho de Góis.
Existem ainda outras localidades com o mesmo nome:


No concelho de Baião existe outra povoação com o mesmo nome. Foi sede de freguesia até à reforma administrativa nacional de 2013, tendo sido agregada à freguesia de Ovil, para formar a União das Freguesias de Campelo e Ovil da qual é sede.


No concelho de Figueiró dos Vinhos vamos encontrar uma nova localidade com o mesmo topónimo.
Outrora denominada por Casal da Ponte, Campelo é  sede  de freguesia  que tem por orago Nossa Senhora da Graça.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Só Imagens




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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Cavaca

Da freguesia da Cortiçada, faz também parte a aldeia de Cavaca, situada no vale do Rio Coja, afluente do Dão.


Esta povoação é   conhecida pelas suas Termas, de água hipossalina sulfurosa, bicabornatada sódica, empregada no tratamento de doenças dos aparelhos respiratório e digestivo, reumáticas e músculo-esqueléticas.


O orago desta aldeia é Santo Amaro, venerado numa bonita capelinha de planta poligonal com nave e capela-mor.
Na zona das Termas, existe ainda outra capela dedicada a Nossa Senhora dos Remédios.




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Quando Um Homem Quiser-Ary dos Santos

Após uma semana em que me dediquei em exclusivo à minha casa, ficando o blog  para segundo plano, nada melhor que um poema de Ary dos Santos, nesta quadra natalícia.





Quando um Homem Quiser

Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Porque é fim de semana: Cortiçada

Porque é fim de semana, vamos uma vez mais para o concelho de Aguiar da Beira para descobrir mais uma freguesia.
Desta vez, vamos para a freguesia da Cortiçada.




A Freguesia de Cortiçada  situa-se  no centro do concelho e dela faz também parte  a aldeia de Cavaca.
Como muitas outras localidades da região não existem dados que fundamentem a origem do povoamento humano nesta freguesia. No entanto, a existência de sepulturas escavadas nas rochas atestam a ancestralidade da vida na região.
Esta aldeia recebeu também alguns membros da  comunidade  judaica, como comprovam as marcas cruciformes nas ombreiras de algumas das suas casas.



Cortiçada tem como orago o  Espírito Santo, venerado na sua igreja matriz.
Como património desta povoação destaco para além da Igreja Matriz:




- Capela de Santa Bárbara
Esta capela setecentista é alvo duma importante romaria na região.
- Sepulturas escavadas na rocha
- Lagar de torcularium (utilizado para fazer vinho)...


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




sábado, 1 de dezembro de 2018

Porque é fim de semana: Carapito

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta de mais algumas  localidades portuguesas do município de  Aguiar da Beira e vamos para a freguesia de Carapito.


Não se conhecendo a origem da ocupação humana na região, sabe-se que remonta, pelo menos, até ao IV milénio A. C., como comprova  o Dólmen de Carapito , um dos maiores da Península Ibérica.
Nos terrenos desta freguesia, com o ponto mais alto  na serra do Pisco, também conhecida por serra de Almançor, existem vestígios de um castelo ligado ao general mouro Almançor e que se pensa ter sido um castro,  onde se terá fundado a povoação inicial.
Em meados do século XII, já existia no local actual, a nova povoação. Tal como consta nas Inquirições de D. Afonso III de 1258, Carapito é referido como concelho, pertencendo a cavaleiros (villa de Carapito est de militibus), sendo servida por juízes régios,  o que nos leva a concluir que, ainda não ter recebido Carta  de Foral, já beneficiava  de privilégios comuns aos de um município.
O foral foi-lhe concedido por D. Manuel I, em 1514 e o concelho apenas foi extinto pela Reforma Administrativa Nacional de 1836, sendo  integrado no de Aguiar da Beira. 


O orago da povoação é Nossa Senhora da Purificação.
A Igreja Matriz encontra-se  no centro da aldeia.   
Construída na época medieval, sofreu obras remodelações ao longo dos tempos. 
No interior possui um valioso património religioso.
Na localidade, existe ainda outro  património religioso.
-  Capela de São Sebastião

- Capela de Santo António

- Capela de Santa Cruz

- Capela de Nossa Senhora do Rosário


Carapito possui outro património importante, espalhado por toda a freguesia.

- Pelourinho



Pelourinho em granito, construído no séc. XVI, situado no largo principal da aldeia, junto à igreja matriz. 
De estilo Manuelino, relativamente bem conservado, é considerado um dos mais belos da região, caracterizando-se por um remate em gaiola estilizada.
-  Dólmen de Carapito



Também conhecido por Casa da Moura, faz parte dum grupo  de  sepulcros megalíticos  que compõem o núcleo das Entre-Águas.

- Castro
Na Serra do Pisco, encontram-se  as ruínas de um antigo povoado que terá sido  o antigo Carapito.

- Aqueduto 
Encontram-se na região ruínas de um aqueduto de transporte de água.

- Solares 



Espalhados aldeia, encontram-se algumas casas senhoriais de famílias nobres dos quais  destaco o Solar dos Pêgos, o Solar dos Beltrões e o Solar dos Freire de Andrade.






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