sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Porque é fim de semana: Castelo Bom

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das  localidades portuguesas do concelho de  Almeida,  indo para a freguesia de Castelo Bom.


Esta é mais uma localidade de que se desconhece a origem no que se refere à ocupação humana, mas sabe-se que foi habitada durante a proto-história.  
Situada na zona fronteiriça, durante os séculos XII e XIII foi muitas vezes alvo das escaramuças entre  Portugal e o reino de Leão  disputando a posse daquele território.
Durante essa época, Castelo Bom foi  guarda avançada do rei leonês. 
Em 1282, a povoação foi conquistada por D. Dinis,  que mandou proceder ao reforço  do seu sistema defensivo, e lhe concedeu carta de foral, dando-lhe honras de vila e sede de concelho.


Em 1297, com o Tratado de Alcanizes, Castelo Bom passou a pertencer  definitivamente ao reino de Portugal, tornando-se bastante importante na defesa da fronteira.
Em 1510, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo e ordenou a reparação do castelo e cerca da povoação.
Durante a Guerra da Restauração, o castelo serviu de refúgio aos governadores da Beira, pensando-se que o Poço d'El Rei e o Poço da Escada sejam desta época.
Durante a Guerra dos Sete Anos, a povoação foi cercada e conquistada.
Durante as Invasões Francesas, foi invadida pelas tropas napoleónicas que destruíram grande parte do  castelo.

Em 1834, o concelho de Castelo Bom foi extinto, passando a integrar o concelho de Almeida, como sede duma freguesia de que faz parte também a Aldeia de S. Sebastião.
O orago de Castelo Bom é Nossa Senhora da Assunção.


A Igreja Matriz actual foi construída no local onde se situava a anterior, medieval, entre os séculos XIII e XVII.
No interior, destacam-se a nave de cinco tramos com cobertura de madeira, o púlpito também de madeira, os retábulos de talha dourada do estilo nacional e o baptistério. 
Para além da Igreja Matriz, existe outro  património importante nesta localidade, destacando-se, entre outros:

- Capela de São Martinho
Esta capela data do século XIX;

- Castelo
O castelo primitivo foi construído sobre um antigo castro da Idade do bronze. Dele apenas  resta  a torre e uma porta gótica;

- Restos do Pelourinho


Datado do século XVI;

- Antigos Paços do Concelho
Situado intramuros, data do século XVI/XVII;

- Porta da Vila, Cisterna, Poço da Escada e Poço d' El Rei
Datam do século XIII/XIV, possivelmente  da época da Guerra da Restauração;

- Casa do Fidalgo


Situada também intramuros, na  Rua dos Quartéis, data do século XVI;

- Paiol ou Revelim
Data do século XVII/XVIII;

- Sepulturas Antropomórficas
Situadas junto à Igreja de São Martinho;



- Castro
Povoado da Idade do Bronze;... 





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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Festas de Verão: Sobral Magro




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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Localidades Homónimas: São Martinho

Uma vez mais, volto ao tema das aldeias portuguesas com designações comuns.
Desta vez o topónimo é São Martinho que vamos encontrar em algumas aldeias das quais destaco: 

- No distrito de Coimbra, concelho e freguesia de Góis existe uma aldeia com este topónimo que tem como padroeiro o santo que lhe deu o nome.
A sua capela é recente e data de 1990. 



- No distrito da Guarda, concelho de Seia existe outra povoação, sede de freguesia denominada por São Martinho.
A igreja matriz dedicada ao seu orago, S. Martinho, é bastante antiga, datando de 1516.  


- No distrito de Viseu, concelho de Tabuaço, existe ainda outra povoação com o nome de São Martinho, na freguesia de Adoringo.
Pensa-se que São Martinho terá sido a sede ou o núcleo primitivo do povoamento local de Adorigo. Segundo a tradição oral, existiria como lugar desde a Idade Média.
A Capela que abriga o seu padroeiro, apenas foi construída apenas no séc. XVII.
O local funciona como miradouro sobre o vale do Douro, em zona de interesse paisagístico.




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Festas de Verão: Vale do Torno


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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Festas de Verão: Casarias


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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Porque É Fim de Semana: Freguesia de Vilar Formoso

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das  localidades portuguesas do concelho de  Almeida,  indo para a freguesia de Vilar Formoso.

O povoamento humano da freguesia é bastante  antigo, como comprovam as sepulturas abertas na rocha, consideradas protocristãs, ou mesmo mais antigas.
A povoação sede da freguesia, deve ter tido origem num local junto da  Capela de Nossa Senhora da Paz, onde  foram  encontrados vestígios de construções antigas.
Esta localidade foi uma abadia da Mitra e do Papa, tendo o abade uma renda que rondava os 600 mil réis.
A freguesia e paróquia  pertenceu ao termo da vila de Castelo Bom. 
Transitou para a Diocese da Guarda aquando da extinção da Diocese de Pinhel.
Ao longo dos tempos, a povoação foi-se desenvolvendo nas duas margens da  ribeira de Tourões. A zona sul desenvolveu-se apenas a partir do século XIX, com a construção  do caminho de ferro, que vai da Figueira da Foz até à fronteira. 
A partir da década de 80, esta vila sofreu um elevado crescimento a todos os níveis, beneficiando do facto de se situar numa zona fronteiriça e o escudo ter desvalorizado face à peseta.
Devido à sua localização fronteiriça, Vilar Formoso foi alvo de várias lutas, cercos e destruições, de que se destacam as lutas durante a Guerra Peninsular. Em 1811, o local denominado Chão dos Mortos, foi palco da famosa batalha de Fuentes de Oñoro,   entre Massena e o exército anglo-luso. 
Foi em Vilar Formoso que Lorde Wellington estabeleceu o seu quartel general, centro das evoluções estratégicas de Riba-Côa.

O orago de Vilar Formoso é São João Baptista.
A sua igreja paroquial é anterior ao século XII, sendo obra dos Templários. No arrolamento de 1320aparece citada e taxada (15 libras).

Nesta igreja destaca-se a capela-mor coberta por um tecto mudéjar bem conservado, policromo e de elegante ornato. Os altares são barrocos. Conserva ainda uma pia Batismal monolítica. 
Do Património de Vilar Formoso destacam-se ainda:

- Capela de Nossa Senhora da Paz

Tal como a igreja paroquial, este templo é da mesma época e também obra dos Templários.


- Capela do Santo Cristo

Esta Capela data do século XIX.

- Capela de Santa Bárbara

Data também do século XIX.

- Capela de N. Sr.ª da Conceição

Capela construída em meados do século XX. 

- Estação Ferroviária


Este bonito edifício é um bom exemplar da arquitectura do século passado, com admiráveis azulejos e uma velha locomotiva a vapor.

- Casa da Rua da Amoreirinha 
Datada do  século XVI de estilo Manuelino.

- Sepulturas medievais do Caminho dos Galhegos 

- Sepulturas medievais da Pedra Libreira 


Fonte e fotos da Internet




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