segunda-feira, 30 de abril de 2018

Cadoiço e Ponte de Juncais

Da actual União das Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão fazem ainda parte as povoações de Cadoiço e Ponte de Juncais. Vamos então conhecer um pouco destes dois lugares.

Cadoiço

Esta povoação situada entre o rio Mondego e a serra da Estrela,  é atravessada pela Ribeira de Linhares, onde actualmente existe uma agradável praia fluvial.



Pertenceu à freguesia de Mesquitela e ao concelho de Linhares.

Em  1855, extinto o concelho de Linhares passou a  para o de Celorico da Beira.
Em 1898, administrativamente, trocou  da freguesia da Mesquitela para a  de Juncais e do concelho de Celorico da Beira para  o de Fornos de Algodres. Curiosamente, a nível de Paróquia, continua a fazer parte da de Nossa Senhora do Rosário da Mesquitela.



O orago de Cadoiço é Nossa Senhora das Preces.
A sua  capela construída em cantaria, datará do século XVII ou XVIII. 
Na  fachada destacam-se uma vieira sobre a porta e algumas cruzes da Ordem de Malta, gravadas no Campanário.

Ponte de Juncais




Este pequeno lugar é atravessado pelo rio Mondego. Sobre ele, foi construída uma ponte de tipologoa romana, com cinco arcos.
Em 1810, para impedir a progressão da tropas napoleónicas, foi bastante danificada e,  em 1842 deram-se início às obras de reconstrução ficando apenas com dois arcos.











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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Porque É Fim de Semana: União das Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do concelho  de  Fornos de Algodres e conhecer um pouco da União das Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão.

Juncais

Juncais é uma localidade que foi sede de freguesia até 2013, ano em que a reforma administrativa nacional, a extinguiu,  para, em conjunto com Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão, da qual é a sede.
Esta povoação que em 1527 se denominava por Jumcães, fez parte do concelho de Linhares, extinto em 1855, passando então para o concelho de Celorico da Beira. Em 1898, foi integrada no município de Fornos de Algodres, do qual faz parte actualmente.


O orago de Juncais é Santiago.
A igreja de Juncais possuía casa de residência paroquial, com magníficos e extensos passais anexos.


Na aldeia existe uma antigo solar do séc. XVI, construído em granito, com o brasão dos  seus proprietários,  Família Barata Veloso.

O Solar tem  capela, dois pátios interiores e um jardim com fonte de excelente água. Está classificado como imóvel de interesse público e actualmente é um  Alojamento de Turismo Rural.

Desta antiga freguesia faziam parte também as aldeias de Cadoiço e Ponte de Juncais.

Vila Ruiva



Vila Ruiva fez, igualmente, parte do concelho de Linhares, mais tarde do concelho de Gouveia e, finalmente, do  de Fornos de Algodres.
Foi também sede de freguesia extinta em 2013.
Na região onde se localiza esta povoação, existe uma  Necrópole Medieval formada por 22 sepulturas escavadas na rocha.


O Orago de Vila Ruiva é  Nossa Senhora da Graça. 
No interior destaca-se a imagem muito antiga da sua padroeira.
Durante as guerras napoleónicas a igreja foi bastante vandalizada, sendo destruídos os seus  altares de talha dourada. 

Vila Soeiro do Chão




Esta  é a terceira antiga freguesia a fazer parte da União de Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão.
O  povoamento nesta localidade aponta para o século XII ou seguinte e teve origem numa das aldeias do termo de Linhares. 
O topónimo poderá advir  dum povoador ou talvez dum fidalgo mas, nas Inquirições de D. Dinis,  não constava  entre as povoações pertencentes a fidalgos.
Segundo consta no "Cadastro da População do Reino", de 1527, Vila Soeiro do Chão teria pertencido a Mesquitela, apresentando o nome de "Vila Soeyra do Chaom".


O Orago da aldeia é  Nossa Senhora da Saúde que é venerada  numa bonita igreja, situada no centro da povoação.

Fonte: Wikipédia e blogues de Algodres
Fotos da Internet






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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Imagens Que Falam Por Si



Bobadela


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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Setúbal: Igreja do Antigo Convento de Jesus

Num passeio por Setúbal, a minha actual sede de município, chamou-me a atenção a Igreja do Antigo Convento de Jesus.



Este  que é um dos grandes tesouros da região, encontrava-se em avançado estado de degradação, pelo que foi adquirido pela Câmara Municipal, encontrando-se desde 2012, a ser alvo de obras de requalificação que possam devolver a este Monumento Nacional, a  sumptuosidade dum dos principais monumentos do estilo Manuelino em Portugal. 
Este Convento foi fundado por Justa Rodrigues Pereira, ama do rei D. Manuel I, em 1490. 



Em  1494, D. João II mandou ampliar o convento que, em 1496, já era  ocupado pelas Freiras Clarissas.
Em 1888, após a extinção das ordens religiosas, o edifício foi convertido no Hospital da Misericórdia, que ali funcionou até 1959.
Desde 1961, funciona no Convento, o Museu de Setúbal, onde podem ser apreciados  os principais tesouros artísticos da cidade.


A Igreja, de estilo gótico, tem um magnífico interior, onde se destacam belas colunas torsas feitas em pedra típica da Serra da Arrábida, que  suportam as três naves abobadadas. 



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Poetas da Serra

Conhheci, no Facebook, Suma amiga com uma grande sensibilidade para a poesia, com a qual logo me identifiquei. Eis um dos seus poemas.

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Sentires


Há palavras… sorrisos…
Silenciosos abraços
Cheios de palavras 
Afetivas transparências
Pelos olhos passadas 
São turbulências
No meu íntimo a emergir…
Me envolvem na emoção
E eu me deixo seduzir…
Perco a noção dos passos
Deslizo sob nuvens de algodão
E chego a ver flores 
Flores… nas pedras do chão…
Respiro aromas…imagino cores… 
Qual borboleta… levanta asas…
Em planares sedutores
E eu!
Olhando-a…
Sem sair do mesmo lugar
Não tenho dúvidas
Também eu… me sinto voar…
São Pereira




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terça-feira, 24 de abril de 2018

BOLO DE BACON

Ingredientes:
200 gr de bacon
150 gr de farinha de trigo
100 gr de mozarella light ou outro queijo ralado a gosto 
3 ovos 
1 cebola média/grande 
1 dl de azeite 
1,2 dl de leite 
1 colher de chá de fermento em pó 
Sal e pimenta qb
Preparação:

Unte uma forma de bolo inglês e pré-aqueça o forno a 180º. Corte a cebola em gomos (meias lulas) e cozinhe-a em metade do azeite até amolecer e começar a ficar transparente. Depois adicione o bacon em cubinhos e deixar cozinhar e libertar sabor por uns minutos, sem nunca deixar queimar. Depois de pronto, deixe arrefecer completamente. Depois de frio junte a farinha, o fermento, os ovos inteiros e vá misturando bem. Adicione o leite, o restante azeite e o queijo ralado. Tempere com sal e pimenta moída, volte a envolver toda a massa e deite na forma. Leve ao forno por 45 minutos. Quando cozido, desenforme e sirva em fatias num lanche ou como refeição principal, acompanhado de uma salada.

Foto de Elvira Nobre.


‎Fonte: Elvira Nobre em "Os Beirões no Facebook"





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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Forcadas e Fonte Fria

Continuamos na freguesia de Matança e vamos conhecer alguns pormenores de duas aldeias que fazem parte desta freguesia.
São elas: Forcadas e Fonte Fria.
Forcadas é uma localidade de que não existe documentação sobre a sua origem, anterior ao 
século XVII, pelo que se pensa que tenha surgido a partir duma das quintas que abundavam na região.



No entanto, a existência duma necrópole medieval de sepulturas escavadas na rocha, conduz-nos à certeza de ter havido habitantes naquele local, por volta dos séculos IX ou X. Mas, mais antiga ainda, é a teoria de, nas proximidades, ter havido uma povoação do tempo dos romanos,  como comprovam  as várias peças de cerâmica de construção, ali descobertas.

Esta aldeia, como outras na região, foi também local de fixação dos judeus convertidos como testemunham as marcas daquele povo, em algumas das suas habitações.
Existe também um "nicho-oratório" que possivelmente datará do século XVIII. 




Seguimos agora a caminho da aldeia de Fonte Fria e vamos deparar com  a bonita capela barroca de São Miguel.


À entrada da Fonte Fria encontramos uma outra capela dedicada a Santa Eufemia, de estilo romano-gótico, que deve datar da época da  primeira dinastia. É uma capela  com um portal ogival e cachorrada com figuras animalescas na capela-mor.




Fontes: Wikipédia e Blogues de Algodres
Fotos da Internet






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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque é fim de semana: Matança


Porque é fim de semana, vamos continuar na descoberta  das  freguesias  do concelho  de  Fornos de Algodres e conhecer um pouco da freguesia de Matança.  




Esta é uma das mais antigas povoações do concelho, devendo   remontar à época dos romanos.
Situada numa região onde o povoamento humano tem mais de 5000 anos, como comprova a existência dum monumento megalítico perto desta localidade, a Anta das Corgas, ou Casa da Orca das Corgas
Existem também vestígios da civilização romana, havendo quem afirme que passava por esta antiga vila, uma via que ligaria Viseu a Trancoso. À entrada da povoação, existem ainda  duas  pontes medievais, provavelmente de fundação romana e perto duma delas  existem restos de uma calçada romana.



Matança foi sede de concelho a partir de 1270, data em que recebeu o primeiro foral concedido por  D. Afonso III,  sendo confirmado por  foral novo, dado por D. Manuel I, no século XVI. 
Este concelho, que pertencia à Comarca de Trancoso, só foi extinto em 1836, pela reforma liberal, mas ainda conserva o seu pelourinho, antigo símbolo da autonomia municipal,  situado na praça onde outrora se encontrava o edifício municipal.



A padroeira de Matança é Santa Maria Madalena.
A sua Igreja Matriz tem data desconhecida, mas provavelmente  datará dos séculos XIII ou XIV. 
Esta igreja que era já importante no tempo do Rei D. Dinis, que a taxou para a guerra contra os mouros em 40 libras, sofreu várias alterações  no século XVIII.
No exterior,  conserva ainda o  portal românico e algumas pedras sigladas caraterísticas da época medieval.

Em Matança podem ser visitados outros locais de interesse patrimonial

- Dólmen de Matança




Anta de câmara poligonal de nove esteios, dois dos quais apresentam vestígios de gravuras rupestres. Foi construído, provavelmente, entre 2900 a.C. e 2640 a.C.

- Ponte romana 



Constituída por dois arcos, que fazia ligação à calçada romana.

- Pelourinho



O monumento manuelino, que se pensa datar  do século XVI. Construído em granito, é constituído por uma coluna octogonal assente em degraus, com remate em capitel de gaiola. 


Esta freguesia inclui, além da sede de freguesia, os lugares de Fonte Fria e Forcadas que serão alvo do próximo post do Açor.


Fonte Wikipédia e blogues de Algodres
Fotos da Internet


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Coimbra: Portugal dos Pequenitos

O Portugal dos Pequenitos, localiza-se junto ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e é um parque temático destinado às crianças, principalmente.


Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto  e inaugurado em  8 de junho de 1940. Desde 1959, integra o património da Fundação Bissaya Barreto.
Este espaço lúdico-pedagógico, constitui uma mostra em tamanho reduzido do património português construído no país e no Mundo.

A construção deste espaço desenvolveu-se em três etapas:
A primeira fase, é formada por um conjunto de casas típicas portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região do país bem como o conjunto de Coimbra, onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade. Foi construída  entre 1938 e 1940.


A segunda fase é formada  pelos monumentos mais representativos, do nosso país.

A terceira fase diz respeito à representação das antigas províncias ultramarinas portuguesas, concluída em finais da década de 1950.



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terça-feira, 17 de abril de 2018

Coimbra: Quinta das Lágrimas

Coimbra não é só monumentos. 
A cidade, que D. Afonso Henriques tornou capital do reino, tem muito mais para oferecer a quem a visita. Existem na cidade locais emblemáticos de visita obrigatória.
Um deles é a Quinta das Lágrimas.


Envolta num clima de romance e tragédia, esta quinta foi o palco da  história de amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro.  Era nos jardins da Quinta das Lágrimas, que D. Pedro se encontrava secretamente com D. Inês e  foi ali que terminou a história de amor dos dois amantes, quando os mercenários do rei  D. Afonso IV, assassinaram  D. Inês de Castro.



O jardim  é constituído por uma zona de mata, um autêntico museu vegetal, onde podem ser observadas  várias árvores vindas de diversos pontos do Mundo. Em tempos, era nesta mata que a família real caçava.
Mais tarde, o terreno passou para a posse da Universidade de Coimbra e de uma ordem religiosa.


Em 1730, a quinta foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, que mandou construir um palácio que foi destruído por um incêndio em 1879 e reconstruído no século seguinte, à semelhança dos antigos solares rurais portugueses, com biblioteca e capela.
Actualmente no palácio funciona uma unidade hoteleira.



Passeando pelo jardim, podemos encontrar a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas, o anfiteatro da Colina de Camões, o lago redondo rematado com pedra grossa, inspirado no lago das Lágrimas, que fica perto. 


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