domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial Da Poesia e da Floresta

Somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro.
(Autor Desconhecido)



                                              

No Dia Mundial da Poesia e da Floresta, o meu post tem que ser dedicado a estes dois temas. Desta vez, a poesia é da autoria de  Florbela Espanca.

Árvores do Alentejo

 
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

 

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca

 
 

 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





3 comentários:

Fernanda disse...

Minha querida amiga,

Não podias ter escolhido melhor !
Parabéns!

Amo Florbela Espanca e este poema tem tudo a ver com a Floresta.
É um dois em um perfeito.

Beijinhos

Dulce disse...

Bom dia, minha amiga

E quem melhor que Florbela Espanca para simbolizar a poesia, para lembrar que existe um dia mundial dedicado a ela?
Lindo poema.
Beijos

Fernanda disse...

Olá Lourdes, amiga!


Passa lá pelos Rau que tens prendas.
Espero que gostes.

Beijinhos