quinta-feira, 5 de março de 2009

O Avarento



Não podemos escolher como vamos morrer. Ou quando. Podemos somente decidir como vamos viver.
(Joan Baez)

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Escrevendo sobre medicina popular, lembrei-me duma poesia a que sempre achei quase tanta graça como às anedotas do seu autor:Bocage.

O AVARENTO

Levando um velho avarento
Uma pedrada num olho,
Pôs-se-lhe no mesmo instante
Tamanho como um repolho.

Certo doutor, não das dúzias,
Mas sim médico perfeito,
Dez moedas lhe pedia
Para o livrar do defeito.

"Dez moedas! (diz o avaro)
Meu sangue não desperdiço:
Dez moedas por um olho!
O outro dou eu por isso."


Bocage




- Imagem retirada da net -




Obrigada pela visita. Volte sempre que eu volto no Domingo.

3 comentários:

Dulce disse...

Perfeito esse poema...rs... Há mesmo gente que prefere ficar cega a perder seu rico dinheirinho... rs.
Tão pequenas essas almas...
Beijos

Dulce disse...

Lourdes
Passei para desejar bom dia e saber se está tudo bem, porque faz tempo que não a vejo por aqui.
bjs

Dulce disse...

Lourdes
No dia dedicado a nós, mulheres de todo o mundo, venho trazer-lhe meu abraço e desear a vocè e às mulheres de sua família, um domingo feliz, cheinho de alegrias.
bjs