terça-feira, 21 de março de 2017

Tábua

Tábua é uma vila sede de concelho formada por onze freguesias.

O seu topónimo, possivelmente , está ligado à existência de uma antiga ponte  sobre o rio Mondego, feita de tábuas  e que, actualmente, está submersa nas águas da barragem da Aguieira. 

O povoamento da região onde o concelho está implantado, tem origens ancestrais, como o comprovam os vestígios arqueológicos das épocas pré-históricas e romanas.
No século XII, Tábua era honra e julgado dos Cunhas que lhe foi conferido por D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques, sem que nunca lhe tenha sido atribuído qualquer foral. 
Em 1853, após a extinção do concelho de Midões, passou a sede de concelho.

Tem como orago Santa Maria Maior.
A Igreja Matriz data do  século XIX e veio substituir a anterior, que ruíra.
O exterior, sem grande interesse arquitectónico, destaca-se  a fachada ladeada por duas torres sineiras.
No interior, o retábulo-mor  e alguns  laterais são recentes, mas  dois dos altares laterais são dos séculos XVII-XVIII. À entrada, encontra-se pia baptismal,  antiga  e com formato octogonal.
O destaque deste templo vai para duas imagens escultóricas: a da padroeira Santa Maria Maior e a da Virgem com o Menino que estão na igreja e outra de Santo André que se encontra na sacristia.
 


Capela do Senhor dos Milagres
Em frente à igreja matriz, fica situada a capela do Senhor dos Milagres, datada do século XVIII, com uma arquitectura dividida em duas partes, uma  octogonal ocupada pelo corpo central do templo e outra rectangular, correspondente à Sacristia e altar-mor.
No interior,   destacam-se o retábulo da capela-mor em talha dourada com a imagem do Senhor dos Milagres  e os dois altares laterais dedicados a São José e Nª Sª da Piedade.

Numa região de muitos solares  brasonados, em Tábua destacam-se:



Casa da Família Soares de Albergaria 
Esta casa brasonada data Actualmente, é propriedade da  Santa Casa da Misericórdia.



Casa dos Milagres –


Casa da Família Caeiro da Matta 

Construída em 1743, situa-se em frente aos Paços do Concelho. Em bom estado de conservação, ostenta na fachada duas escadas em sentidos opostos e as típicas janelas rectangulares.


Em Tábua existem ainda outros locais de interesse. Entre outros, destaco:


Arco da Vila



Antiga Cadeia e Tribunal

Este edifício inicialmente foi tribunal, cadeia, paços do concelho e grémio da lavoura. Actualmente nele funciona a biblioteca municipal.
Pelourinho

Paços do Concelho



Fontanário








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segunda-feira, 20 de março de 2017

Midões

Midões é uma bonita e antiga povoação situada na região do Pinhal Interior Norte.
Em 969, Midões foi doada, com todo o seu território, ao Mosteiro do Lorvão.  D. Afonso Henriques coutou os terrenos do Lorvão e a abadessa do mosteiro concedeu foral a Midões, em 1257.


D. Manuel I concedeu-lhe foral novo   em 1514, dando-lhe honras de vila e sede de concelho. Este  só viria a ser extinto pela reforma administrativa de 1853, passando a sede de freguesia integrada no concelho de Tábua.
Em 1837, D. Maria II concedeu o título de Visconde de Midões  a Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco, devido ao seu envolvimento nas lutas pelas causas liberais. 

Sob o ponto de vista religioso,  a  antiga freguesia de Nª. Sr.ª das Neves de Midões pertenceu à  Mitra de Coimbra.
Da primitiva  igreja matriz já só existe o cruzeiro pois, em 1822, foi substituída pela actual Igreja Matriz, construída por acção do Vigário José de Araújo Nogueira.
No interior  existem  três retábulos e duas esculturas em madeira de Nª Sª das Neves,  do século XIX e de S. Pedro, do século XVIII. Existem também esculturas em pedra de Santo Estêvão do século XVI e uma Piedade  do século XV .
Para além de capelas particulares, em  Midões existe também  a Capela de Nossa Senhora das Dores, datada do século XVII, onde se destaca
uma escultura da Piedade do século XVIII.

Do vasto património arquitectónico de Midões destaco ainda:

- O Pelourinho 


- Palácio das Quatro Estações


Este palácio  foi mandado construir pelo 2.º Visconde de Midões, César Ribeiro de Abranches Castelo Branco, no século XIX. Tem esta  designação devido às  esculturas  das estações do ano, na fachada principal. 









- Solar dos Sousas Machados

Este  casa solarenga foi construída em finais do século XVII e foi  ampliada no século XVIII. Sobre a porta principal, sobressai o escudoda família.

- Casa do Ribeirinho

Esta casa pertenceu ao 1º Visconde de Midões, Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco. 
Foi construída no século XVIII sendo alvo de obras ao longo dos anos. Tem

- Palácio de Valverde

Casa  solarenga com inscrição de 1907, localizada   no centro de Midões, num  largo  conhecido como Valverde.

- Solar do Esporão
Quinta com casa Agostinho Borges de Figueiredo e Castro,




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sexta-feira, 17 de março de 2017

Porque É Fim de Semana: Cabreira

Porque é fim de semana, vamos continuar a descobrir as aldeias do concelho de Góis.
Hoje vamos partir à descoberta da aldeia da Cabreira.

Esta povoação banhada pelo rio Ceira, pertence à União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.
Segundo a tradição oral,  a Cabreira localizava-se, inicialmente, na margem esquerda do rio. Os Mouros, que procediam à prospecção de ouro naquela região, chamavam-lhe "Velha Pastora", pois ali havia  abundância de gado.
O padroeiro da aldeia é Santo Amaro.
A Capela actual, de arquitectura moderna, foi construída no local onde existiu a capela original que, segundo data existente num missal, já existia em 1476.
A imagem do padroeiro é a antiga conseguiu resistir aos saques das tropas napoleónicas , porque os  os habitantes da aldeia o esconderam.

Na Cabreira existem  locais  interessantes que merecem uma visita:

- Ponte
   




Moinho da Cabreira


Este moinho de água, localizado junto ao lagar e à ponte velha, é ainda  usado em demonstrações turísticas.





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quinta-feira, 16 de março de 2017

Imagens Que Falam Por Si


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quarta-feira, 15 de março de 2017

Mouronho

Mouronho é uma sede de freguesia do concelho de Tábua,  situada na margem direita do rio Alva.
Não existem dados que atestem  a origem do povoamento na região,  nem a razão do  topónimo  Mouronho, que se atribui  ao  possível  dono da região de nome latino Mauronius. 
Foi priorado da apresentação da Mitra de Coimbra e recebeu  foral do Bispo D. Jorge, de Coimbra.  D. Manuel I, concedeu-lhe foral novo em 1514.

Fez parte do concelho de Coja e, após a sua extinção em 1853, passou a pertencer ao concelho de Arganil. Com o Decreto de 24 de Outubro de 1855,  foi integrado no concelho de Tábua. 

O orago da freguesia é São Julião. A sua igreja   foi restaurada e tem
um magnífico portal guarnecido. 
No interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada, e no lado da Epístola, uma nave constituída por sete arcos semicirculares, que  assentam em pilares e colunas dóridas.


Do património de Mouronho destacam-se ainda:

- Capela de Nossa Senhora da Conceição
com nave, capela-mor e sacristia,



- Capela do Senhor dos Passos


- Solar de Taborda e Capela de Nossa Senhora das Dores
Casa oitocentista conhecida por Casa do Desembargador Taborda, embora fosse propriedade  de sua mulher, a 12ª Morgada de Mouronho. 
Tem 3 andares e capela. O portal é rematado pelo brasão de armas da família proprietária da casa.
 
A Capela erigida em  1778 é  dedicada a Nossa Senhora das Dores e tem   ligação à habitação pelo balcão. O retábulo é de talha dourada. Tem   púlpito,  coro alto, e  pia de água benta. 
Este solar foi alvo de  obras de recuperação no século XIX.
 

- Cruzeiro de Mouronho



- Praia fluvial

A praia fluvial da Ronqueira, numa das margens do rio Alva, é um local aprazível, com uma magnífica e refrescante paisagem.
No local existe também um Parque de Merendas, com mesas, bancos de madeira e  churrasqueira,  onde se pode usufruir duma bela refeição ao ar livre, em contacto com uma natureza idílica.




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terça-feira, 14 de março de 2017

Meda de Mouros

Meda de Mouros é uma povoação muito antiga do concelho de Tábua que nem sempre teve este topónimo. Inicialmente, ter-se - à designado por Póvoa, passando depois a Póvoa de Meda de Mouros, São Sebastião de Meda de Mouros e, finalmente,  Meda de Mouros.
Há quem defenda  que, durante a ocupação árabe, este povo se tenha fixado nesta região para explorar ouro no rio Alva. 
A freguesia de Meda de Mouros fez parte do concelho de Coja até à sua extinção, em 31 de Dezembro de 1853, passando depois a integrar o de Arganil. Finalmente, em 1855, passou para o de Tábua. 
Em 2013, a freguesia foi extinta e, juntamente com Pinheiro de Coja, passaram a formar a União das Freguesias de Pinheiro de Coja e Meda de Mouros.

A antiga freguesia de São Sebastião de Meda Meda de Mouros pertenceu ao senhorio dos Bispos de Coimbra, Condes de Arganil e foi separado de Coja, em finais do século XVI.



A  i
É um edifício simples com torre do lado direito. Em frente,  sobressai um cruzeiro.
No interior, o retábulo principal é uma reconstituição  das talhas dos finais do séc. XVII e XVIII.
Para além da igreja, existem na povoação outros dois templos.

  • Capela de São Pedro 
  • Capela de São Marcos
Do património desta localidade destacam-se ainda:



  •  A Ponte "Romana"


    •  O Monumento ao Padeiro
    •  O Busto a José Borges de Carvalho






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