quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eu e a Serra do Açor IV


Metade do mundo não consegue compreender os prazeres na outra metade.
(Jane Austen)


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Não sendo saudosista, por vezes passam-me pela lembrança algumas vivências que tive oportunidade de sentir nas férias na serra e que gosto de recordar.
Lembro-me de como era bom acordar ao som do chilrear dos passarinhos nas árvores do meu quintal; ir à janela, sentir o vento suão roçar a minha face e respirar o ar puro da serra; saciar a sede com a água pura e fresca das nascentes e ribeiras; trepar às árvores, num desafio constante contra o perigo, até começar a ouvir o som dos troncos a esgalhar; colher os frutos nas árvores e degostá-los encavalitada nos seus frágeis ramos;...
E, quando me cansava de tanta paz, gostava de sair com a minha prima no meu mini, percorrendo as perigosas estradas (na altura de terra batida) e ir à descoberta de um pouco mais de bulício: uma festa, uma feira, um mergulho no rio Alva (em Avô), ou simplesmente uma conversa com amigos das aldeias das redondezas.
- Eu e o meu Mini, em Pomares -


Nunca me vou esquecer dos serões passados na minha casa, numa época em que não havia electricidade no Sobral Magro. Como a minha casa tinha energia proveniente dum gerador, só nós tínhamos televisão. Então, à noite quase todos os sobralmagrenses se juntavam num andar amplo que havia na habitação.
Ali tinham um banco para se sentarem e seroávamos todos em ambiente de grande animação.; mesmo quando os programas não tinham interesse, era uma maneira bem divertida de passarmos o início da noite.
Ests serões repetiam-se diariamente enquanto nós estávamos de férias e enquanto não começavam as debulhas.


- Em Avô, junto ao Alva e ao Picoto -


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