terça-feira, 20 de março de 2018

Linha de Cascais: Paço d' Arcos

Seguindo na linha de Cascais, vamos passar em Paço de Arcos, uma localidade cujo topónimo dizem dever-se  ao palácio mandado edificar por Antão Martins Homem, durante o século XV e  que  tinha vários arcos a decorar a sua fachada.
D. Teresa Eufrásia de Meneses criou o  Morgadio de Paço de Arcos, no final do século XVII.
A Quinta de Paço de Arcos foi a primeira das quintas de recreio construída no concelho de Oeiras, tornando-se um dos mais importantes locais de veraneio da sociedade portuguesa.

Pensa-se que  foi dali que D. Manuel I viu a partida  das caravelas para  a Índia.
Actualmente, o Palácio dos Arcos aberga uma unidade hoteleira de luxo.

A 7 de Junho de 1759, foi criado o Concelho de Oeiras e D. José deu a  jurisdição destas terras ao Marquês de Pombal, que se tornou o 1ºConde de Oeiras.
Em 1926,  Paço de Arcos foi elevada a vila.
A freguesia de Paço de Arcos foi extinta em Janeiro de 2013 e foi agregada à freguesia de
Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias. 
Nesta localidade, existiram  em tempos, duas actividades que contribuíram para a economia da região. Uma delas eram as pedreiras, das quais  saíram as pedras para construir  o Arco da Rua Augusta. A outra eram   os Fornos da Cal, cuja menção mais antiga data  de 1582. 

O orago de Paço de Arcos é o Senhor Jesus dos Navegantes.
No século XVII, existia na povoação uma ermida dedicada ao Senhor Jesus dos Navegantes, propriedade de Dona Teresa Eufrázia de Menezes, que mais tarde  a doou à Companhia de Jesus.
Após a expulsão dos Jesuítas, passou para a posse do Hospital de Todos-os-Santos, atualmente, Hospital de São José.
Devido ao abandono a que esteve votada durante vários anos,  houve necessidade de ser reconstruída. 
A partir de então começaram a realizar-se, anualmente, grande festejos em honra do padroeiro. 
Com o passar dos anos, a capela tornou-se demasiado pequena para as exigências da população que aumentava rapidamente. Para suprir as necessidades dos habitantes da vila, o culto religioso celebrava-se em diversos locais de forma provisória.
Finalmente, em 1969,foi inaugurada a igreja da Sagrada Família.

Do património da vila destaco:
Palácio dos Arcos


Situado junto à Marginal, este Palácio tem uma arquitectura simples e é formado por 3 andares. 
Do edifício inicial, ainda conserva dois torreões unidos por uma varanda sustentada por três arcos e uma Capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
Juntamente com os  jardins, o palácio ocupa cerca de 2000 metros quadrados, da antiga quinta do morgadio de Paço de Arcos. 

Palácio Flor da Murta

O Palácio Flor da Murta tem a sua origem em 1549 e fazia parte da Quinta de Terrugem, propriedade da família Correia Barrém.
Mais tarde, pertenceu a D. Luísa Clara de Portugal, "Flor da Murta", favorita de D. João V.
O palácio tem de dois pisos, adega e capela. Destacam-se a  varanda sobre arcos e o silhar de azulejos mais antigos do concelho.
Na quinta ressaltam  ainda um relógio de sol, lagos e belos jardins.
Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo


O Forte de Nossa de Porto Salvo, também conhecido por Forte da Giribita ou Forte da Ponta do Guincho, foi mandado construir por D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede, no contexto da Guerra da Restauração, conforme consta na inscrição sobre o Portão de Armas:
"REINANDO EL REI NOSSO SNOR / DOM IOAO 4 SE FEZ ESTA OBRA / POR MANDADO DO CONDE D CAN / TANHEDE DOS SEVS CONSOS DO ESTA / DO E GVERRA VEEDOR DE SVA / FZDA NO ANNO DE / 1649"
Forte de São Pedro de Paço de Arcos



Existem várias teorias acerca da construção deste forte, do qual já pouco resta. Uma  defende que terá sido construído no início do século XIX, durante a Guerra Peninsular. A outra  que terá sido durante o século XVII, durante a Guerra da Restauração.



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