segunda-feira, 19 de março de 2018

Linha de Cascais: Caxias

Após o fim de semana, voltamos aos arredores de Lisboa e vamos para  Caxias. 



Pensa-se que esta localidade teve a sua origem  em Laveiras, hoje um dos bairros de Caxias, onde em 1594, foi doada uma quinta por Dona Simoa Godinho  para a construção de um convento. Mais tarde,  Filipe II doou-o aos Frades Cartuxos de S. Bruno. 
Na época da construção do convento, o local era praticamente despovoado, o que servia as pretensões dos frades para viverem em recolhimento.  
Na altura  da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa,  D. João IV ordenou a construção do Forte de S. Bruno.
Em 1712, havia em Laveiras  uma capela ( de Santo António), o Forte de São Bruno e da parte do Nascente ficava o Convento da Cartuxa de Laveiras. 



No inicio do século XVIII, o Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II, mandou construir uma  Quinta de Recreio nos terrenos de antigas quintas a sul do Convento da Cartuxa, para veraneio,  sendo o único paço real situado à beira-mar. 
A partir da sua conclusão, a Quinta  passou a ser um  local bastante frequentado pela elite 

Antes de fixar residência no Palácio da Ajuda, D. Luís I usou este palácio como residência oficial. Mais tarde mandou edificar o Forte-prisão de Caxias (Forte Rei D. Luís), com vista a construir o Campo Entrincheirado de Lisboa. 


Durante o Estado Novo Português, parte do Forte de D. Luís passou a ser utilizado como prisão política, sendo   desativaçda em 1974.
Entretanto a povoação foi alastrando em grande parte devido à alta sociedade lisboeta se fixar  à volta da Quinta Real de Caxias. 
Caxias foi elevada a vila em 1997 e a freguesia em 2011. Em 2013 passou a integrar a União de Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, com sede em Oeiras.



O orago desta localidade é Nossa Senhora das Dores

Durante o século XVIII, foi edificada uma capela dedicada a  Nossa Senhora das Dores em Laveiras, construída pelo povo e patrocinada pela Casa Real.


Do património de Caxias destacam-se:


- Quinta Real de Caxias 

Esta quinta é   um agradável espaço, 
classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1953.
Ao contrário do Jardim, o Palácio tem uma arquitectura sóbria e pouco elaborada, não fazendo lembrar a vida elitista do século XVIII.
Nas paredes, bem como no interior existem belos painéis de azulejos mas que se encontram bastante degradados.  
O edifício é propriedade do Estado Maior do Exército.

- Convento da Cartuxa

Este  templo, é inspirado na Igreja da Cartuxa de Évora, ambas semelhantes à  de Santa Cecilia  em Roma.

Tem uma bela fachada em pedra calcária tendo no local mais alto  a imagem da Virgem com o Menino.
O interior da igreja é sóbrio e despido.
Desde 1903 aqui funciona o Instituto Padre António de Oliveira. 
O Convento é propriedade do Ministério da Justiça. Não se encontra aberto ao público, apenas sendo visível do exterior.

- Forte de São Bruno de Caxias


Este Forte situa-se sobre um afloramento rochoso na margem  do Tejo e foi mandado construir após  a Guerra da Restauração da independência portuguesa, por determinação do Conselho de Guerra de D. João IV. 
Fez parte da 1ª linha de fortificações marítimas e fluviais, erguidas  entre o Cabo da Roca e a Torre de Belém, para defesa da cidade de Lisboa.
Actualmente, as suas instalações funcionam como  sede de honra da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.

- Farol da Gibalta



Este farol situa-se  junto à estrada marginal de Caxias. É uma estrutura com 21 m de altura com  forma de  torre cilíndrica branca, com listas  vermelhas, construída em 1954, depois da destruição do farol original por    um desabamento de terras.  







Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

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