quarta-feira, 21 de março de 2018

Linha de Cascais: Oeiras

Remonta à Pré-Histórica a ocupação humana da região do concelho de Oeiras, nomeadamente na Gruta da Laje, na Gruta do Carrascal e no castro de Leceia( no local onde, actualmente, se situa Barcarena).



Com o decorrer dos anos, fundaram-se outros povoados de que são exemplos o Povoado do Alto das Cabeças (Leião) e o Povoado da Outurela.
Da colonização romana, também existem alguns vestígios da sua passagem pela região, destacando-se o Mosaico Romano na Rua das Alcássimas, no Centro Histórico de Oeiras, e a Ponte Romana.
Só  em 1147,  surgiu um povoado chamado Oeiras.
Numa região fértil, era inevitável que a actividade agrícola tivesse uma importância preponderante, tornando-se  no celeiro de Lisboa. 



Entretanto, começaram  a surgir as quintas com palácios , destinados ao recreio e à exploração agrícola. 
Num documento de 1448 é concedido estatuto de Reguengo aos habitantes de Oeiras, Aljez e Barquerena.
Paralelamente, desenvolveram-se também o comércio e a industria.
Os  monarcas portugueses não descuraram a defesa da capital,  nem o movimento de navios na entrada da Barra do Tejo e mandaram construir alguns fortes, ao longo da costa  .
Em 1759, o Rei D. José I elevou Oeiras a vila  e doou-a  a Sebastião José de Carvalho e Melo, que recebeu o título de Conde de Oeiras. 
Em 1760,  concedeu Carta de Foral à vila, elevando-a a concelho. 



Durante o século XIX, a agricultura entrou em declínio e a indústria assumiu preponderância nas actividades da região. Várias fábricas entraram em funcionamento.
Aos poucos,  Oeiras e as povoações da linha  eram procuradas pela  elite portuguesa, que procurava nas praias um novo tipo de lazer. 
Em 1889, foi inaugurada linha de caminho de ferro  de Cascais, facilitando a mobilidade entre as localidades situadas entre Lisboa e Cascais.



Durante o século XX, Oeiras sofreu uma grande explosão demográfica e uma pacata vila  tornou-se numa zona urbana dos subúrbios de Lisboa.


O orago de Oeiras é Nossa Senhora da Purificação
A Igreja Matriz original era um pequeno templo que existia já no reinado de D. Dinis. Com o aumento de população foi-se tornando exígua para as necessidades e, por isso,  um novo templo foi inaugurado em 1744.
No interior da Igreja Matriz de Oeiras existem elementos que se destacam pela sua beleza, como são os casos da pia batismal, do lavatório da sacristia, dos púlpitos e das  pinturas que decoram a igreja.

Em Oeiras existem outros templos religiosos:
- Igreja de São Julião da Barra

- Igreja de Santo António de Nova Oeiras




- Capela de Santo Amaro




Esta capela é muito antiga e foi edificada  pela Irmandade da Conceição.
Durante o terramoto de 1755, ficou bastante destruída e foi reconstruída durante o XVIII.
O interior é formado por uma só nave e capela-mor. Os altares têm retábulos do final do séc. XVIII.

Do património não religioso destaco:
- Forte de São Lourenço do Bugio 


Esta fortificação encontra-se à entrada da barra do Tejo em frente a Santo Amaro, sobre um banco  de areia denominado Cabeça Seca.
A sua construção teve início no século XVI.
Neste espaço  existe ainda uma capela e um farol.

- Forte de São Julião da Barra


Não se conhece ao certo a data de construção desta fortaleza, uma das mais importantes construções militares do país, mas pensa-se que tenha sido durante o século XVI. 
A partir de 1951 deixou de ter funções militares e passou  a assumir funções de estado e de recepção de eventos políticos.
Actualmente é residência oficial do Ministro da Defesa.

- Forte de Catalazete


Também conhecido  por Forte Novo das Mercês foi construído em 1762.
Foi desativado em finais do século XIX e passou a ser ocupado por particulares.
Em 1977 passou para a posse da Associação Portuguesa da Juventude, funcionando actualmente como Pousada da Juventude.

- Palácio do Egipto


Localizado junto à Igreja Matriz, este palácio foi mandado construir pela família Rebello de Andrade, durante o séc. XVIII. Era o edifício mais importante desta localidade,  até à construção do Palácio do Marquês de Pombal.
Actualmente é propriedade da Câmara Municipal de Oeiras e ali funciona o Centro Cultural Palácio do Egipto, que integra uma sala de exposições temporárias, uma livraria / loja municipal e três espaços de restauração.

- Palácio do Marquês de Pombal 


Este palácio foi mandado construir, durante o século XVIII, por Sebastião José de Carvalho e Melo, para sua residência oficial. É um  belo edifício com magníficos jardins que se tornou a principal casa nobre de Oeiras, suplantando  o Palácio do Egipto.
Em 1953, o Palácio, jardins e Casa da Pesca  foram classificados como Monumento Nacional .

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

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