terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quinta da Fidalga

Numa das caminhadas que costumo fazer com o meu marido, aproveitámos para visitar a Quinta da Fidalga, situada à beira da Baía do Seixal.


Esta  quinta, inicialmente conhecida por Quinta do Vale do Grou,  foi fundada no século XV e  a ela ficou ligado Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama , que ali se instalou para coordenar a construção das caravelas.
Só no decorrer do século XIX, a quinta mudou  o nome para Quinta da Fidalga,  em virtude ali ter estado enclausurada D. Maria Bernardina da Gama Lobo de Saldanha e Sousa, impedida de casar com um oficial de tendências políticas contrárias à sua.

Durante a sua existência, a Quinta foi utilizada para produção agrícola e para lazer dos seus proprietários e, no século XVIII, destacava-se pelos excelentes pomares de citrinos, dos quais  ainda hoje conserva uma parte.

 
Até 2001, foi propriedade da família Gama Lobo Salema, sendo depois adquirida  pela Câmara Municipal do  Seixal que tem feito um esforço para manter e dinamizar tudo o que dela chegou aos nossos dias.



Merecem uma visita os seus jardins, por onde se pode passear calmamente, desfrutando de belos passeios  por ruas cobertas de plantas e parreiras em latadas. 

De vez em quando, somos surpreendidos por bonitos recantos decorados com fontes, poços e pomares.
Aqui e além, bonitos bancos revestidos a azulejos, oferecem o descanso a quem por eles passa.
Existe também uma capela forrada com conchas e seixos,  painéis de azulejos,do século XVII,  mas o destaque vai para um lago de maré, e uma fonte trazida da Índia por Vasco da Gama.


O solar tem uma Capela datada do século XX, construída para substituir a que ali existia anteriormente.

De referir que, actualmente, está instalado numa das zonas da Quinta, o Museu Cargaleiro, num edifício de arquitectuta que nada tem a ver com o espaço envolvente duma quinta tradicional.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre.




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