quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Aqueduto das Águas Livres

Durante a ocupação romana, foi construída uma barragem e um aqueduto para aproveitar as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas, visando o abastecimento de água à cidade de Lisboa, então conhecida por Olisipo.
Ao longo  dos tempos, Lisboa foi-se expandindo e aumentando a carência em relação ao abastecimento de água, que nem sempre acompanhava o crescimento demográfico.
Durante o século XVIII, o Rei D. João V, mandou construir o Aqueduto das Águas Livres, uma estrutura monumental, destinada a conduzir água potável suficiente para suprir as necessidades   da capital do país.


Esta obra foi integralmente custeada pelos impostos pagos pelo  povo, pelo que D. João V mandou colocar, no Arco da Rua das Amoreiras,  uma placa escrita  em latim, que dizia: 
"No ano de 1748, reinando o piedoso, feliz e magnânimo Rei João V, o Senado e povo de Lisboa, à custa do mesmo povo e com grande satisfação dele, introduziu na cidade as Águas Livres desejadas por espaço de dois séculos, e isto por meio de aturado trabalho de vinte anos a arrasar e perfurar outeiros na extensão de nove mil passos".
Mais tarde,  o Marquês de Pombal mandou-a  substituir por outra omitindo a referência ao pagamento feito pelo povo.

Desta gigantesca obra   de captação e transporte de água, destaca-se o conjunto de 35 arcos monumentais sobre o vale de Alcântara, que resistiram ao terramoto de 1755.
Este Aqueduto com  58 Km de comprimento, foi inaugurado em 1748. Tem o seu início na nascente das Águas Livres, em Belas e termina na Mãe de Água das Amoreiras, donde a água era   distribuída, primeiro pelos chafarizes públicos e, mais tarde,   pela  rede de distribuição de água ao domicílio.
Esta extraordinária obra de engenharia esteve em funcionamento até 1968 e foi totalmente  desactivada  em 1974.






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