segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lisboa: Santa Catarina I

Santa Catarina é  um  bairro situado numa das sete colinas de Lisboa.
Esta zona da cidade  começou a desenvolver-se, desde que D. Manuel I decidiu mudar a corte  do castelo de São Jorge para o  Paço da Ribeira. 
A alta burguesia seguiu-o mandando construir os seus palácios na encosta do antigo Monte ou Pico de Belver,  misturando-se com o povo ligado ao mar.

No Alto de Santa Catarina, antigo Pico de Belver, situa-se o Miradouro de Santa Catarina, um  local onde se pode usufruir duma vista deslumbrante sobre  o rio Tejo, a zona ribeirinha da cidade e a "outra banda".
Contam os antigos, que nos séculos  XVI, XVII e XVIII era comum as pessoas ali se deslocarem,   para observarem  os navios que atravessavam, partiam e chegavam ao Tejo, dando origem à expressão "Ver navios no Alto de Santa Catarina".


A característica que mais se destaca neste bonito miradouro é a estátua do Adamastor , mandada construir pela   Câmara Municipal de Lisboa e inaugurada em  1927, representando o monstro imaginado por Luís de Camões, que o descreveu nos Lusíadas, simbolizando as dificuldades enfrentadas pelos navegadores para passarem o Cabo das Tormentas.

Actualmente, este  Miradouro  é  muito procurado tanto  por lisboetas como por turistas, que ali se deslocam para admirarem a bela paisagem  ali podem desfrutar, para beberem uma bebida na esplanada ou simplesmente para passarem uns agradáveis momentos de descanso.
Bem pertinho do Miradouro, existem dois edifícios que se destacam. São eles: 

- O Palácio de Verride ou Palácio de Santa Catarina.


Foi construído  no século XVIII, para  habitação  do  Conde de Verride e, em 2003, foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa.
Actualmente, este palácio está destinado para uma unidade hoteleira de cinco estrelas.

- O Palácio da Associação Nacional das Farmácias


Este palácio foi construído no século XIX pelo proprietário da "Metalúrgica Vulcano e Colares", no local onde, antes do terramoto de 1755, existia a primitiva igreja de Santa Catarina. 
Mais tarde, foi adquirido pelo industrial Alfredo da Silva, funcionando durante algum tempo, como habitação da família.
Após o 25 de Abril, o palácio passou a exercer  outras funções. Foi  redacção do Jornal Novo e, mais tarde   sede de candidatura de Freitas do Amaral à Presidência da República.
No final do séc. XX,  foi adquirido pela Associação Nacional de Farmácias, que o recuperou para ali  instalar os seus serviços e  o Museu da Farmácia.




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