terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Lisboa: Igreja de Santa Catarina

A Igreja de Santa Catarina situava-se no Alto de Santa Catarina até à sua destruição na altura do terramoto de 1755.
A partir de então, passou a ocupar o espaço da igreja   do Convento dos Paulistas da Serra de Ossa.

Rodeada de prédios, destaca-se pela sua  magnífica fachada com um portão de entrada ladeado por duas imponentes torres sineiras. Passando  o portão, entra-se  num espaçoso átrio que dá acesso à igreja e ao que resta do convento.


O seu interior é duma beleza   e duma riqueza impressionantes, como o comprova a profusão de  talha dourada nos seus vários altares, nos púlpitos, no órgão monumental setecentista, em pormenores decorativos  e nas molduras das pinturas a óleo sobre tela, representando santos da ordem de São Paulo da Serra de Ossa. 
 

De todos os altares, o realce vai para   o altar-mor, considerado o mais belo exemplar da arte da talha, durante o reinado de D. João V . Nele se podem apreciar também, as esculturas de Santa Catarina, de São Paulo e de Santo Antão de origem flamenga. 
O tecto é uma maravilhosa obra de arte de estuque rococó, da autoria  de Giovanni Grossi.
  
Na minha opinião, esta é uma das igrejas mais bonitas de Lisboa, mas sou suspeita, pois  foi aqui o meu local de encontro com Deus,    durante os meus primeiros trinta anos de vida. Foi ali que fiz a primeira comunhão, o Crisma e a comunhão Solene e até iniciei um curso de catequistas.
Pena é o local onde está inserida, circundada de edifícios, que faz com que passe despercebida no meio da descida da Calçada do Combro.






Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



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