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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Laranjeira



A natureza não faz milagres; faz revelações.
( Autor Desconhecido)


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É sabido de todos os sobralmagrenses, que o local onde se encontra a minha casa no Sobral Magro, se chama a Laranjeira.
Ainda me lembro daquele local, antes de ser adquirido pelos meus pais. Uma casa inacabada encimava três cômbaros. Ali havia árvores de fruta entre as quais algumas laranjeiras.
Com a passagem da estrada que atravessou o quintal, algumas árvores foram cortadas. No entanto, ainda hoje existe no local uma laranjeira. Já esteve quase seca queimada pela geada, já quase foi arrancada por um temporal, mas permanece ali apesar de tudo.


- A laranjeira do meu quintal -

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Aniversário da Comissão de Melhoramentos de Sobral Magro

Faça o que pode, com o que tem, onde estiver.
(Roosevelt)

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Hoje, já com todas as indicações disponíveis, aqui deixo o Programa das comemorações do aniversário da Comissão de Melhoramentos de Sobral Magro.




A organização conta com a presença de todos os sobralmgrenses e amigos e solicita que façam as suas marcações até ao dia 28 de Fevereiro.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mau Tempo no Açor

As nuvens mudam sempre de posição, mas são sempre nuvens no céu.
(Autor Desconhecido)



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Tal com escrevi no meu post de ontem, tive que me deslocar de emergência ao Sobral Magro, no último fim de semana.
Apesar das previsões meteorológicas serem de mau tempo, a viagem decorreu toda sem chuva. Mas, já perto da aldeia, o vento começou a fazer-se sentir e deu para perceber que o estado do tempo se iria agravar.
E assim foi. O vento começou a soprar cada vez mais forte e a chuva apareceu também. Primeiro mais fraca, depois tal como o vento, aumentando de intensidade.
Foi uma noite de grande vendaval na região mas, de manhã, tanto o vento como a chuva desapareceram dando lugar a um sol radioso. Não sei se assim se manteve ao longo do dia, pois regressei cedo a Lisboa. Ao passar junto da ribeira reparei no seu forte caudal e, em Avô, tirei a foto que vos deixo.




- A Ribeira de Pomares, em Avô -

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Aniversáro do Meu Sogro


O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.
(Vergílio Ferreira)


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Mais um aniversário na família, mais 85 anos para festejar. Desta vez foi o meu sogro que completou mais um ano de vida.
O fim de semana começou com um susto, mas conseguimos resolver tudo a tempo de hoje estarmos com ele a comemorar o seu aniversário.
No Sábado, o meu pai deu entrada nas Urgências do Hospital da Universidade, por ter havido uma falha nas máquinas que fazem os electrocardiogramas das Urgências de Oliveira do Hospital.
Claro que deixei tudo para trás e segui, de imediato, para Coimbra.
Afinal, e ainda bem, foi mesmo só um susto e, quando lá cheguei, já ela tinha alta para seguirmos para o Sobral Magro.
Hoje, após uma noite de temporal, regressámos para almoçar com os sogros, filhos e neta.
Aqui deixo um registo do momento em que o meu sogro e a Leonor apagaram as velas do bolo de aniversário.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Artesanato III


Temperamento artístico é uma doença que ataca os amadores.
(Chesterton)


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Continuando no tópico de artesanato, vou mostrar mais alguns trabalhos. Hoje é o caso de outro natural de Sobral Magro.
José Augusto Quaresma, fez o seu percurso profissional ao serviço da Marinha e, nas horas vagas, começou a fazer trabalhos onde aplicava vários tipos de nós de marinheiro.
De entre eles, ofereceu um quadro à Comissão de Melhoramentos da sua terra natal, que se encontra exposto na Casa de Convívio .

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Artesanato II

A vida bate e estraçalha a alma e a arte nos lembra que você tem uma.
(Stella Adler)

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Deambulando pela net, encontrei no hi5 algumas fotografias da Ana Lopes que, tal como eu, está ligada a duas aldeias da freguesia de Pomares: o Sobral Magro e o Porto Silvado.
Como há tempos iniciei o tópico do artesanato, foram muito oportunas as fotos. Assim, já posso dar a conhecer o trabalho dum outro artesão de Sobral Magro que, só quando me deslocasse de novo àquela povoação , eu teria oportunidade de obter.
São do Manuel Quaresma, as seguintes peças esculpidas em madeira:


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Aniversário da Comissão de Melhoramentos de Sobral Magro

A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita.
(Mahatma Gandhi)


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No âmbito das comemorações do seu 57 º aniversário, a Comissão de Melhoramentos de Sobral Magro vai realizar um jantar e noite de fados, no próximo dia 14 de Março, no Restaurante d' O Pastelinho de Benfica.
Oportunamente será dada a informação do preço e da Ementa seleccionada para o efeito.
Até lá marque o dia na sua agenda.
A Comissão conta consigo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pastor do Monte

A imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein)

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- O pastor -
(Imagem da Net)


Pastor do Monte, Tão Longe de Mim


Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhas
Que felicidade é essa que pareces ter — a tua ou a minha?
A paz que sinto quando te vejo, pertence-me, ou pertence-te?
Não, nem a ti nem a mim, pastor.
Pertence só à felicidade e à paz.
Nem tu a tens, porque não sabes que a tens.
Nem eu a tenho, porque sei que a tenho.
Ela é ela só, e cai sobre nós como o sol,
Que te bate nas costas e te aquece, e tu pensas
noutra cousa indiferentemente,
E me bate na cara e me ofusca. e eu só penso no sol.


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"




- Não é pastor e nem sequer pastora. Era eu que brincava aos pastores -




segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

85 Anos

Nos olhos do jovem arde a chama. Nos do velho brilha a luz.
(Victor Hugo)

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Hoje foi o dia de aniversário da minha sogra. 85 anos de trabalho intenso vividos no Porto Silvado. Ali se casou e viu partir o marido para Lisboa, em busca de emprego que lhe garantisse melhores condições de vida para a família. Ali criou os seus três filhos até à idade de os mandar também para Lisboa, para se fazerem uns "homens" à medida que se acabavam de se criar.
Foi uma vida de grande sofrimento físico e psicológico, quer calcorreando as veredas íngremes das encostas montanhosas quer desbravando os terrenos que, por vezes, produziam pouco mais que nada, sempre separada dos seus familiares mais queridos.
Foi uma vida dura. Era a vida da maior parte das mulheres da serra.

E agora, chegada aos 85 anos, já sem forças e carregada dos sofrimentos próprios da idade, passa a vida a queixar-se das dores que não a deixam trabalhar.
Abençoados 85 anos, pois à minha volta vejo muita gente nova que procura a melhor maneira de não fazer nada, enquanto o que ela desejava era apenas poder trabalhar...



domingo, 25 de janeiro de 2009

Música da Serra do Açor



Existem muitas maneiras de fazer música. Eu prefiro todas.
(Gilberto Gil)


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Ao iniciar O Açor, pretendi dar a conhecer um pouco de mim, das minhas opiniões, dos meus gostos e ao mesmo tempo não perder hábitos de leitura e de escrita, que teria tendência a descurar após a minha aposentação.
Actualmente, com a Leonor a preencher a maior parte dos meus dias, só à noite, bastante tarde consigo sentar-me calmamente, para dar asas a este vício que tomou conta de mim.
Hoje, Domingo, aproveitei algum tempo livre, para programar a semana do blog, em especial no que se refere à música.
Durante a passada semana, consegui alguns temas de dois grupos da nossa freguesia e coloquei-os para ilustrar musicalmente os posts.
A música irá variar, sempre que possível, de acordo com os tópicos, mas sempre fiel à essência do blog - aquilo de que gosto.
Para a próxima semana, escolhi ainda temas tradicionais da serra do Açor, neste caso do vizinho concelho da Pampilhosa da Serra, em tudo semelhantes aos do nosso concelho.
Espero que apreciem.



- Gralhas do Concelho da Pampilhosa da Serra (donde é originário um ramo da minha família paterna) -
-Foto do site http://gralhasonline.no.sapo.pt/ -






sábado, 24 de janeiro de 2009

Beautiful Blogger Award



A palavra foi dada ao comum dos mortais para comunicar os seus pensamentos e aos sábios para os disfarçar .
(Robert South)


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Foi com imenso prazer que recebi este prémio, concedido pela amiga blogueira Dulce
http://em-prosa-e-verso.blogspot.com/

Vou partilhar este prémio com dois dos blogs que sigo, aprecio e recomendo:

http://vozdogoulinho.blogs.sapo.pt/

http://opombalinho.blogspot.com/

Muitos outros blogs mereceriam, da minha parte, esta distinção. No entanto, com as minhas desculpas a todos os outros, escolhi estes dois por, tal como eu, pretenderem divulgar recantos do nosso Portugal, que tanto aprecio.
Um é da serra do Açor (doutra freguesia) e o outro duma região de planície, mais próxima dos grandes centros urbanos, mas também ele carregado de história do ambiente rural.


À Dulce, agradeço a distinção.

Na impossibilidade se lha oferecer pessoalmente, deixo-lhe aqui uma das flores do meu jardim.







sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Torga e a Beira

A beleza ideal está na simplicidade calma e serena.
(Johann Goethe)



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Hoje vou terminar o meu olhar pelo livro de Torga, que ando a ler.
Em relação à Beira ele escreve:



... Também lhe não acena uma paisagem límpida e aberta. A não ser nos boqueirões e nos píncaros da Estrela, onde se desce ao inferno e se toca o céu, enrugada e morena, a natureza beiroa só de quando em quando se espraia e alegra. Dir-se-ia que uma limitação de tamanho e de posses limita também o arco-íris do cenário. É quase preciso cair inesperadamente sobre certos recantos para os surpreender na intimidade nua das suas horas felizes. Alguns trechos do Alva, pedaços do vale do Zêzere, curvas do Mondego — são imagens para não esquecer pela vida fora.





- O vale do Alva em Coja -
(Foto tirada da Net)


E até caprichosos arranjos de casario, aqui e além, se não conseguem o pitoresco e a graça de bonitas aldeias escaroladas e gaiteiras do país, são duma rusticidade tão tocante que comovem por isso.



- Aldeias na serra: Monte Frio, Luadas e Pai das Donas -

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Torga e o Beirão III

Quanto maior a dificuldade, tanto maior o mérito em superá-la.
(H. W. Beecher)


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Mais um excerto que Miguel Torga dedicou ao beirão no seu livro PORTUGAL.


Pouco sensível à estética, o beirão não cuida da beleza dos seus burgos. Mas ela surge-lhe mesmo sem ele querer, como os coelhinhos brancos nas leis mendelianas. E temos Avô, Coja e Celorico, por exemplo.




- Avô -


Dessa pobreza artística que o marca, e da ingratidão dos materiais de que dispõe — nas zonas de xisto a inventiva pára automaticamente —, sofrem os monumentos as consequências. A pobreza do solo, a aspereza do clima e a configuração moral e mental do habitante não consentiram nunca nem os vagares da criação gratuita, nem os ócios da sua fruição. E é das coisas desconsoladas verificar que não aparece nas feiras da região um barro colorido, uma canga entalhada, um avental bordado.
Tudo é neutro como as pedras da serra, a que é preciso descobrir beleza na coesão dos átomos e na serenidade com que assentam no chão.



- Peça de barro mais usado na região -



Sendo uma região bastante pobre, o beirão lutava para matar a fome e punha de parte o conceito estético, mais acentuado noutras regiões do país. Devido ao isolamento a que estavam votados, utilizavam nas construções os materiais endógenos (tão apreciados nos dias de hoje).


- O xisto e o Piódão -


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Torga e o Beirão II



Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.
(Confúcio)

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Vou continuar a servir-me de pequenos trechos do livro PORTUGAL, em que Miguel Torga escreveu sobre o Homem da nossa região e que vou ilustrar com algumas das minhas fotos.

Quase nada. Algum remendo de centeio nas quebradas, meia dúzia de belgas de milho nos nateiros dos rios, quatro azeitonas, uns tonéis de vinho do Dão, a lã, o leite e a carne duns centos de ovelhas, um rebanho de cabras, duas trutas e um punhado de maçãs.



- A pesca de trutas na ribeira do Sobral -


Mas tudo isso o beirão multiplica com o seu amor. Do caldo de couves faz um manjar, do azeite uma tibornada, da lã churra um cobertor de papa, e da carne de cabra uma chanfana de endoidecer.


- Um pastor com o seu rebanho de cabras -


Faz estes milagres sem grande imaginação, pouco poeta e pouco artista, mas hábil, engenhoso e prático. Duma agricultura sem grandeza consegue uma abundância regrada, saborosa, com tigelada no fim.




- A saborosa tigelada beirã -

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Torga e o Beirão I


No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade.
(Albert Einstein)

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Continuando no livro PORTUGAL, de Miguel Torga, mais um excerto em que se refere ao Homem da beira.


A' oliveira da serra
O vento leva a flor...
À parda e doméstica árvore do Horto da Agonia foi o beirão buscar o símbolo de uma evasão que o transporte e lhe respeite a inércia da raiz. A flor que vá, mas a tancha que fique.

Ó ai, ó linda, só a mim ninguém me leva,
Ó ai, ó linda, para o pé do meu amor!...

Sim, nem mesmo para junto da namorada. A natureza humana é fraca, e o Demo tem artes de perder um homem de mil maneiras. Por isso, o mais seguro é deixar-se estar, enquanto as pétalas aladas levam o queixume de uma solidão que, sendo um sofrimento da alma, é um gosto do corpo. Amoroso dos valeiros que fabrica com seixos e suor em cada barroca onde passa um fio de água, neles pega de estaca e viceja.



- Trabalhando nos cômbaros que construiu -


Mas o instinto de conservação pode mais do que as amarras que o seguram. E, se a fome aperta, que remédio senão abalar! Em colónias, que é o grande tipo de emigração beiroa, o irmão a chamar o primo e o primo a chamar o amigo, não há sítio no mundo onde não chegue o seu braço. Qualquer trabalho lhe serve. Os duma povoação são varredores, os da povoação vizinha engraxadores, os da seguinte barbeiros.




- Colónia da freguesia de Pomares em Lisboa (Caminhos de Ferro) -


Nada de aventuras sem garantia. O avô foi leiteiro na Califórnia, o filho herda-lhe o ofício e transmite-o ao neto. Saem já com o destino talhado. E ainda com a condição de terem a retirada coberta. Essa prudência, aliada a um bairrismo descabelado, tornam o beirão capaz de uma tal ubiquidade humana, que ao mesmo tempo que moureja na América colabora activamente na construção do fontanário da sua terra. Há juntas de melhoramentos duma aldeola que têm o presidente e os sócios a milhares de quilómetros, noutro continente. E que riquezas o chamam à consciência terrunha, além da lição original e absorvente da serra ?



- Fonte construída pela Comissão de Melhoramentos de Sobral Gordo -



domingo, 18 de janeiro de 2009

Torga e o Beirão



Não há melhor fragata que um livro para nos levar a terras distantes.
(Emily Dickinson)

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No seu livro PORTUGAL, Miguel Torga define, como ninguém, os beirões.
Hoje, deixo aqui um excerto desse livro, em que ele se refere em especial ao Homem do Açor.


… Não há casal, dos inúmeros que se espalham pela serra fora como pequenos rebanhos de ovelhas, onde não tenha nascido um desses homens sem brilho, apagados e humildes, que começam a tocar pífaro sobre uma lapa, e que às duas por três estão no Terreiro do Paço de aguilhada na mão.
Mas o beirão mais castiço e simpático não é esse ambicioso de poder e mando, quase sempre tão limitado psicologicamente como os seus nativos horizontes. É o que fica agarrado às berças, sepultado nos abismos do seu Piódão neolítico, e que todos os anos sobe ao Colcorinho para cantar na Senhora das Necessidades a canção do seu destino, íngreme como as encostas onde cultiva a esperança.
Toada que em nada lembra a que embala a Senhora do Almurtão, ou a que desperta o S. Bento da Porta Aberta — a Virgem insofrida das praganas da planície, e o Santo entorpecido da longa hibernação da montanha. Não. A Senhora das Necessidades ouve uma canção singela, nem muito quente nem muito fria, moderada e discreta como a da fé do romeiro.



As duas fotos que se seguem referem-se a romeiros de Sobral Magro, no alto do Monte do Colcurinho.



Da esquerda para a direita estão Maria Marques e filha Cidalina Marques, Maria Adelaide e filha Maria do Céu, Isaura Marques, Américo Cordeiro e Isilda Custódio (todos já falecidos).



Também pela mesma ordem, com a serra da Estrela como fundo, podemos ver José Coisinha, Ernesto Lopes e José Quaresma ( os dois últimos já falecidos).






sábado, 17 de janeiro de 2009

Miguel Torga

Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada.
(Fernando Pessoa)



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No ano de 1995, morreu Adolfo Correia da Rocha, poeta, ficcionista e ensaísta português mais conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga.

Nascido em S. Martinho da Anta (Trás os Montes), frequentou durante algum tempo o seminário. Emigrou para o Brasil onde trabalhou na fazenda dum tio que lhe pagou os estudos. Regressou a Portugal e frequentou a Faculdade de Medicina de Coimbra. Ainda estudante, publicou os seus primeiros livros, contando para tal com a ajuda financeira do tio.
Oponente ao regime a época, viveu sempre uma vida conturbada.
Em 1948, atravessou um período difícil da sua carreira e, a convite do Dr. Fernando Vale, passou a exercer o cargo de especialista em otorrinolaringologia no Hospital de Arganil.
Miguel Torga nunca esqueceu esta fase da sua vida e, como reconhecimento, no final da sua carreira doou o equipamento do seu consultório de Coimbra, à Santa Casa da Misericórdia de Arganil que, com ele, montou um pequeno museu no átrio do velho edifício do Hospital.
Pelo contributo e amor ue dedicou à região, a Câmara Municipal de Arganil, a Junta de Freguesia e a Assembleia de Compartes do Piódão associaram-se à Editorial Moura Pinto e, no ano do centenário do nascimento do médico/escritor, inauguraram um memorial em sua honra, junto aos Penedos Altos (na serra do Açor) tendo à vista o Piódão.


- Memorial a Miguel Torga, nos Penedos Altos -



Como já se devem ter apercebido os visitantes deste blogue, Miguel Torga é um dos meus autores de eleição.
Não podia deixar passar a data , sem lhe prestar também a minha singela homenagem.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Artesanato I



Nunca devemos esquecer que arte não é uma forma de propaganda, é uma forma de verdade. (John Kennedy)


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Hoje vou divulgar alguns dos trabalhos de arte sacra executados pelo meu pai.
Para além daquele que mostrei no passado dia 12, são muitas as peças que tem esculpido em madeira, das quais destaco as seguintes:




- Baixo Relevo (Menino Jesus de Praga)




- Crucifíxos vários -



- Santa Teresinha e Santo António -





- Tríptico -

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Texto Curioso


O poeta é uma mentira que sempre diz a verdade
(Jean Cocteau)


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Nas minhas habituais pesquisas na Internet, encontrei um texto poético escrito duma forma pouco usual.
Fica aqui para quem não conhece. Leia-o de cima para abaixo e depois leia de baixo para cima.




Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...



(Clarice Lispector)






quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Leonor

A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.
(Oscar Wilde)
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A Leonor fez ontem dois aninhos. Agradeço a todos quantos me enviaram os Parabéns pela data.
Penso que este foi o primeiro ano, em que ela percebeu que a festa era dela. Esteve sempre bastante entusiasmada e delirava cada vez que abria um presente.
Aqui está ela junto ao bolo que fiz, no momento em que lhe cantámos os Parabéns a Você. Bem tentámos que apagasse a vela, mas teve que ser a mãe a fazê-lo, pois ela achava graça à vela acesa.