sábado, 11 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO V

A sabedoria não nos é dada. É preciso descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós.
(Marcel Proust)

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Acordámos em Edfú, após uma noite dormida a correr.
Saímos cedo do navio e deparámos com uma grande quantidade de carroças, prontas para nos levarem ao templo de Edfú, dedicado ao Deus Horus.
Atravessámos a cidade, numa corrida desenfreada, que nos deu para constatar que até as carroças os egípcios conduzem de forma desastrosa.

- As carroças em autênticas corridas -

Chegados ao templo saímos e fomos, de novo, bombardeados pelos vendedores ambulantes.
Enquanto alguns turistas cediam e acabavam por comprar alguma coisa, regateando afincadamente o preço dos objectos, outros tentavam fugir para não caírem na tentação das compras.
Quando conseguimos furar a muralha de vendedores, lá fomos visitar aquele que é o mais bem conservado de todos os templos do antigo Egipto. Isto deve-se ao facto de ter estado enterrado até finais do séc. XIX.


- O Templo de Edfú -


Regressámos ao barco na mesma corrida da viagem que nos levara até ao templo e iniciámos o percurso até Esna, onde se encontra a famosa eclusa do rio Nilo.
Enquanto observávamos o funcionamento da eclusa, íamos contemplando aquela cidade essencialmente agrícola.
Passada a eclusa, iniciámos a rota até até à cidade seguinte: Luxor (Tebas, a antiga capital do Egipto).
Iniciámos então as visitas programadas para esta região com os templos de Karnak e de Luxor.

- O templo de Karnak -

O templo de Karnak, o maior do antigo Egipto, destinado a Amon-Ra ( deus Sol) possui um corredor cheio de esfinges com cabeça de carneiro, vários pátios, grandes estátuas, colunas colossais, o mais alto obelisco do Egipto (memorial a Hatshepsut) e um lago (o lago sagrado) junto do qual existe um grande escaravelho de granito que era um dos símbolos de Amon (o deus-sol ) e representava o seu renascimento em cada manhã.
Antigamente, o templo de Karnak estava ligado ao templo de Luxor, que visitámos em seguida, por uma estrada ladeada de esfinges em pedra, com cabeça de bode.
Chegámos já de noite ao templo de Luxor. Construído em honra da Tríade Tebana: Amon Ra(deus Sol), Mut (a mãe) e a Khonsu(o filho) este templo tem à entrada duas estátuas colossais do faraó Ramsés II e um obelisco em granito rosa com 25 metros.
- O templo de Luxor iluminado -

Originalmente havia um par de obeliscos gémeos, mas um deles foi oferecido ao governo francês, e encontra-se actualmente na Place de La Concorde, no centro de Paris. Isto foi feito em troca dum relógio que se encontra na mesquita de alabastro no Cairo e que funcionou durante muito pouco tempo. ( E dizem que os árabes têm jeito para o negócio...)
O templo possui várias capelas dedicadas aos diversos faraós que governaram durante a sua construção, estátuas gigantescas, alas de enormes colunas e alamedas entre esfinges. Neste templo encontram-se ainda vestígios da sua utilização como igreja, pelos cristãos e também como mesquita, pelos muçulmanos.
De regresso ao navio, mais uma agradável refeição e mais uma partida nos esperava no camarote.
Por fim, o descanso merecido após um dia que tinha sido bastante violento e antevendo que o seguinte seria da mesma maneira.

1 comentário:

Anónimo disse...

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