quarta-feira, 8 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO II

Quem pouco viu, muito se maravilha.
(Provérbio chinês)

No segundo dia que passámos no Cairo, acordámos bem cedo e logo após o pequeno almoço seguimos para o planalto de Gisé onde se encontram as famosas pirâmides e esfinge .
O calor já se fazia sentir bastante e do planalto víamos o Cairo envolto numa densa neblina, que era pronúncio dum dia de calor intenso.
Iniciámos então a visita. Ao sairmos da camioneta, fomos de imediato abalroados por vendedores ambulantes, que tentavam a todo o custo vender-nos algo.
Quando dei por mim estava em cima dum camelo a passear pelo planalto de Gisé, tendo atrás de mim as pirâmides e ao Cairo aos meus pés. O Fernando seguiu-me nesta experiência que considerámos bastante engraçada.

- Não sei quais são os camelos -


De seguida visitámos a pirâmide de Kefren e foi a desilusão. Percorremos um longo e estreito túnel quase de gatas, com um calor abrasador. A pingar, chegámos a uma sala onde havia...nada. Apenas um guarda que, quase não nos deixava olhar para o buraco onde antes estivera um sarcófago e nos apressava para sairmos dali para fora.
Quando saímos, dirigimo-nos para a esfinge e fomos de novo atacados pelos vendedores ambulantes.


- A esfinge com a pirâmide de Kefren -
Seguimos então para o Museu do Papiro, onde observámos o processo de feitura do papiro, aprendemos a distinguir um verdadeiro dum falso e onde pudémos ver uma mostra bastante interessante de papiros pintados.
Almoçámos num barco/restaurante no rio Nilo. A comida foi bastante agradável, o lugar tinha uma bonita vista sobre o Nilo e o ar condicionado ajudou-nos a descansar do extremo calor que se fazia sentir no exterior.


- Eu, o Fernando, o Hugo e a namorada após o almoço -

Após o almoço seguimos para o Museu Nacional do Cairo, onde o nosso guia nos deu uma verdadeira aula de história da antiguidade do Egipto, tentando mostrar-nos o máximo possível do património do Museu.
Quando saímos já era tarde e como estávamos em pleno Ramadão, a partir das seis horas encerravam os estabelecimentos. Por isso dirigimo-nos para um local, onde ainda podíamos comprar algumas recordações, o mercado de Khan El Khalili. Este local, é formado por algumas ruas com estabelecimentos e vendedores ambulantes que, mais uma vez, nos tentavam impingir toda a espécie de bugigangas. Havia também uma zona de cafés e esplanadas.


- O mercado de Khan El Khalili -

De repente as ruas encheram-se ainda de mais movimento. De todos os lados apareciam árabes. Uns seguiam para casa apressados, outros sentavam-se nas esplanadas, outros transportavam cestas com comida e sentavam-se no chão fazendo uma espécie de piquenique com as suas famílias. Na mesquita ecoava o convite à quarta oração das cinco que formam o Salat. Foi então que o guia nos explicou que no Ramadão os muçulmanos só podiam comer a partir do por do sol e daí aquele movimento todo.
 Regressámos ao hotel para nos prepararmos para partir de madrugada para a cidade de Assuão, onde iríamos continuar a visita ao Egipto, desta vez de barco, num mini cruzeiro.

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