terça-feira, 1 de maio de 2012

Foral de Avô

Grande parte da serra do Açor foi outrora parte das terras de Avô que pertenciam a  D. Afonso Henriques.
Em 1187, seu filho D. Sancho I cedeu a povoação  e respectivo castelo a sua irmã natural D. Urraca Afonso, casada com D. Pedro Afonso Viegas, filho de Egas Moniz, em troca  da antiga vila de Aveiro. Nomeou o cunhado, alcaide-mor de Avô sendo este o primeiro a ocupar este  cargo.
 No dia 1 de Maio desse mesmo ano, concedeu-lhe  carta do foral.


Em nome de Deus Esta é a carta de foral que eu, Rei D. Sancho, juntamente com minha mulher, Rainha D. Dulce, e com os meus filhos, Rei D. Afonso e Rei D. Henrique, e as minhas filhas, Rainha D. Teresa e Rainha D. Sancha, faço aos habitantes presentes e futuros de Avô.
E assim damos para que nesse lugar tenhais por foro que cada jugo de bois deis um moio do qual uma terça parte seja de trigo, outra de centeio e outra terça de milho E de um boi, dois quartos, terçados do mesmo modo e deis esse pão tal qual para vós tomardes Do vinho deis a dízima E quem trabalhar o linho dê um manípulo. E de morada do monte, de quatro coelhos e mais, deis um coelho Do caçador de baraça um lombo Do porco duas costeletas De modo de cera, de dois arredes e mais, deis um arredei E quem cometer Homicídio voluntariamente pague 10 maravedis; de rousso 10 maravedis, de merda na boca (calúnia) 10 maravedis; componha o fundo de haveres ou gado com «coisas» novas Quem sair com armas contra um bando perde-as. Quem ferir com lança, ou com gládio, ou com cutel ou com espora pague 3 maravedis ao dono da terra e 1 maravedil ao ferido.
O homem de Avô não seja, senão por expressa vontade, mordomo ou serviçal O homem de Avô nada pague a outro, melhor do que acima está escrito nesta carta O homem de Avô que quiser vender a sua herdade, venda-a a tal homem que faça dela seu foral e do preço dê a dízima ao palácio.
Carta feita no mês de Maio, era milesima ducentesima vigesima quinta (Maio 1187).
Nós, reis, acima nomeados que mandamos fazer esta carta no concelho de Avô, pelas nossas próprias mãos assinamos E assinada confirmamos.
Quem quer que observar este nosso feito seja bendito Quem o infringir seja maldito.






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

1 comentário:

Anónimo disse...

Linda esta lição senhora professora,gostei

Cumprimentos

Voz do Goulinho