quinta-feira, 4 de junho de 2009

Lourdes


Se os homens são tão maus com religião como seriam sem ela?
Benjamin Franklin)


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O segundo dia em Lourdes começou cedo. Logo após o pequeno almoço, seguimos em desfile, conjuntamente com os militares portugueses, até à igreja onde ia ser celebrada a Missa portuguesa.


- Desfile a caminho da Igreja -

Pelo caminho éramos ovacionados por emigrantes portugueses, que nos saudavam acenando com bandeiras e gritando o nome de Portugal. Para além dos representantes de todos os ramos das nossas Forças Armadas, estiveram presentes na Missa presidida pelo Bispo D. Januário Torgal Ferreira, muitos outros portugueses.




- O Sr. Bispo das Forças Armadas -

Depois da Missa, seguimos para junto da Basílica onde tirámos uma fotografia com toda a comitiva portguesa, após a qual seguimos para a Via Sacra. Foi um momento de intensa religiosidade e algum sacrifício. O percurso difícil, estende-se por uma íngreme encosta e, já perto do meio dia, o forte calor do Sol de trovoada incomodava, mas não nos demoveu. Sempre que havia uma paragem, refugiavamo-nos sob a sombra das árvores e ganhávamos ânimo para prosseguir.


- Parte do grupo durante a Via Sacra -
No final, regressámos ao hotel para o almoço. À tarde, o guia partiu um grupo à descoberta da cidade, tentando mostrar-nos o que de melhor ela tem no pouco tempo de que dispúnhamos.
A primeira visita foi ao Museu de Cera de que gostei bastante. No final, no último andar do edifício onde este se situa pudémos apreciar a beleza da paisagem local .




- Vista parcial da cidade, a partir do Museu -

Seguimos depois para o Cachot, uma antiga prisão que depois de desactivada passou a servir de habitação dos pobres. Foi aí, numa pequena divisão que habitou Bernardete com os pais e irmãos, numa época difícil de suas vidas.
Dali, partimos para uma curta visita à igreja paroquial, onde se encontra para além da pia baptismal onde Bernardete foi baptizada, uma espectacular colecção de vitrais.




- A Igreja paroquial de Lourdes e alguns dos seus vitrais -

Finalmente, dirigimo-nos para o castelo onde nos foi dado apreciar o Museu etnográfico e uma demonstração do folclore local.

- Grupo de folclore local -

Subimos ao ponto mais alto do castelo para ter uma panorâmica da cidade e arredores e, no percurso, apreciámos também, uma aldeia em miniatura, representando algumas das quintas mais famosas de França.
Já cansados iniciámos o caminho de regresso ao hotel, pois a hora do jantar aproximava-se e os franceses exigiam pontualidade.


- Miniatura duma das quintas construídas no interior do castelo-

Após o jantar, seguimos para o recinto onde iria começar a Procissão de Velas onde sofri a única desilusão desta peregrinação. O recinto era um mar de pessoas que se atropelavam para não se perderem dos seus grupos. Nós tínhamos combinado encontro após a procissão, para o caso de nos perdermos. No entanto devido às diferentes cores das fardas dos militares de cada país, mantivémo-nos sempre juntos. Por azar, o local destinado para os portugueses, era dos últimos a poder entrar na Procissão e, já ela regressara ao ponto de partida quando nos deram entrada. Mesmo sem sair do local, fizémos as nossas orações com a mesma devoção.


- O andor de Nossa Senhora no início da Procissão,
passando por entre a multidão de fiéis -

Antes do regresso ao hotel, fizémos uma ronda pelas ruas da cidade, que foram então invadidas por toda aquela multidão. Grupos de militares dos diferentes países desfilavam, outros paravam e tocavam fazendo as delícias de quem por eles passava. Alguns não resistiam a um pezinho de dança e iam buscar as pessoas que assistiam.
Foi uma noite de muita alegria, de muita animação e sobretudo, muita cerveja...


- Aspecto da multidão espalhada pelas ruas -



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

1 comentário:

Borboleta disse...

Olá Lourdes,
já ouvi falar muito bem desta pequena viagem por terras de França através de outras pessoas que a acompanharam !!!
Vinha também agradecer a mensagem que deixou no meu blogue. Obrigada e beijinhos a toda a família.