quarta-feira, 30 de abril de 2008

A SERRA DO AÇOR - VEGETAÇÃO 1: AS GIESTAS



A cultura ajuda um povo a lutar com as palavras, em vez de o fazer com as armas.(Glugiermo Ferrero)


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Quem passar pela serra do Açor, depara com uma enorme mancha amarela.
Isto acontece, devido à abundância de giestas que proliferaram, após o último incêndio, e que desabrocharam agora, dando-lhe esta cor.
No entanto, se caminharmos um pouco pelas veredas das suas encostas, é-nos permitido descortinar uma panóplia de espécies vegetais, que floriram com a chegada da Primavera.
A natureza dotou a nossa região com espécies diversificadas e, qual delas a mais bonita.
Desde a simples flor da urze à medicinal da carqueja , muitas são as plantas espontâneas que podemos observar na nossa serra.
Vou escrever sobre algumas delas e hoje, como é o dia em que em muitas zonas do país se preparam as Maias, vou destacar as giestas.


- A giesta de flor amarela-

As giestas(Cytisus) , conhecidas também, na nossa região, por giesteiras são plantas arbustivas lenhosas. Consideradas como plantas invasivas, podem atingir 3m de altura e formar extensos giestais. São arbustos com ramos verdes e angulosos, apresentando na parte superior , flores solitárias parecidas com as de ervilhas. O fruto é uma vagem avermelhada e peluda. Toda a planta é tóxica.
Há várias espécies de giestas tendo na sua maioria flores amarelas. Na nossa região aparecem também as de flores brancas. Existem ainda espécies com outras cores, mas apenas cultivadas em viveiros ou em locais onde sejam alvo de cuidados especiais.
Depois de secas à sombra, as giestas também podem ser utilizadas para preparar uma água com propriedades diuréticas e tónicas cardíacas. No entanto, devido à sua alta toxicidade, é melhor não tentar usar esta planta para fins medicinais. É preferível utilizá-la para varrer, tal como se fazia antigamente no Sobral Magro.
 

 
 

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