quinta-feira, 10 de maio de 2018

Pelos Caminhos de Portugal: Grândola

Grândola é uma vila alentejana, sede dum município do distrito de  Setúbal, do qual fazem parte  as freguesias de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, Carvalhal, Santa Margarida da Serra e Melides.



A região foi habitada desde tempos remotos, pois vários vestígios megalíticos ali foram encontrados.
Os romanos  ocuparam também esta zona e deixaram marcas da sua permanência em diversos locais, nomeadamente   no Cerrado do Castelo, na barragem do Pego da Moura, nas minas da Caveira e no lugar de S. Barnabé.
No início da nacionalidade, a região  pertencia, na sua maioria, à Ordem Militar de Santiago. 
Em 1380 foi criada a comenda de Grândola e,  de acordo com a política de povoamento do país, foram distribuídas terras, construídas igrejas e formaram-se alguns pequenos povoados. Assim surgiu  a aldeia de Grândola, que foi aumentando de população, ao longo dos tempos.  Para isso, muito contribuiu a  igreja dedicada a Nossa Senhora da Abendada ter passado a paróquia.
Em 1544, recebeu a Carta de Foral, sendo elevada a Vila e Concelho, com todas as suas funções. A povoação foi dotada de  paços do concelho, cadeia, pelourinho, hospital, Santa Casa da Misericórdia e celeiro da comenda.
Os habitantes da vila dedicavam-se ao cultivo de cereais, produção de vinho, criação de animais e pequenas indústrias.


Durante o século XIX, surgiram as indústrias mineira  e corticeira, mas foi durante o século XX, que Grândola registou a maior alteração demográfica. No início registou-se um grande aumento populacional que, mais tarde, se viria a inverter, devido a uma grave crise  que provocou a diminuição da produção de cereais.
Para além da crise, a repressão política e a guerra colonial conduziram uma parte da população a migrar para outros locais ou países, provocando o consequente despovoamento  das zonas rurais e  abalando a  economia do concelho.


Com a revolução de  25 de Abril de 1974, iniciou-se uma nova fase na história de Grândola e o Turismo surgiu e vindo a ganhar destaque na povoação e região envolvente.  

A padroeira de Grândola é Nossa Senhora da Penha de França, situada numa elevação dos arredores da vila, mas a Igreja Matriz era, originalmente, dedicada  a Nossa Senhora da Abendada, passando depois para Nossa Senhora da Assunção.



Construída  antes do século XVI, foi alvo de obras ao longo dos tempos. Tem planta longitudinal, com nave única,  capela-mor e quatro capelas laterais.  
Destacam-se os azulejos seiscentistas, as capelas laterais com revestimento cerâmico e os retábulos de talha dourada. 


Existem outros templos religiosos: 


- Igreja de Nossa Senhora da Penha 


Como atrás referi, fica situada no cimo duma elevação fora da povoação, no local onde foram encontrados vestígios  romanos. 
No interior,  destacam-se os painéis de azulejos.



- Igreja de São Pedro



Esta Igreja tem planta longitudinal, com uma só nave. 
Na fachada lateral, existe adossada, uma construção com forma de  torre circular.  


Capela de São Sebastião


Capela erguida em 1578, de arquitectura simples.  O  interior é constituído pela antiga nave, a que foi acrescentado o espaço da  sacristia.
Na década de 80, foi adaptada para servir de capela mortuária.
A partir de 2011, passou a ser utilizada como espaço museológico dedicado  à Arte Sacra, onde podem ser apreciadas várias peças arte religiosa, recolhidas nas diversas igrejas do concelho.

Outro Património:

Barragem romana do Pego da Moura




Esta  barragem construída na época da ocupação romana do território português,  fica localizada numa pequena ribeira, no local de Pêgo da Moura, junto à estrada que liga Grândola a Santiago do Cacém.


Estação Romana do Cerrado do Castelo


A estação romana do Cerrado do Castelo pensa-se ter sido  uma villa romana. Parte  foi destruída devido à construção de estradas e edifícios. O que resta encontra-se  no recinto da Escola do 1º Ciclo de Grândola e os  vestígios encontrados encontram-se expostos no  Museu Nacional de Arqueologia.


Antigos Paços do Concelho


Construído no século XVIII, é  um dos edifícios históricos mais importantes de Grândola. Ali  funcionaram os serviços do Município, o tribunal, a cadeia e o registo civil. O edifício tem  dois pisos e um campanário com pináculo,  relógio e  sino.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




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