quinta-feira, 20 de maio de 2010

Giestas



 Giestas


D'entre a paz que há na terra
Quando a noite flutua
Brilha a giesta na serra
À luz branca da lua

 

Sobre a serra sem lamentos
A giesta vive só
Sacudida pelos ventos
E coberta pelo pó

 

É bravia mas encerra
No seu todo de humildade
A modéstia desta terra
do amor e da saudade

Mesmo quando já não presta
E o inverno é de tremer
Aproveitam-se as giestas
P'ros velhinhos aquecer

E as fagulhas crepitando
Na braseira incendiada
Ainda estão como evocando
Da giesta a flor doirada




Foto: Ana Teresa

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

3 comentários:

direitinho disse...

Poema muito bonito e natural.
Recordo que a minha sogra nos dias de Inverno usava as giestas para espevitar a fogueira.
Parecia que levavam petroleo.

poetaeusou . . . disse...

*
Giestas
uma das minhas canções
preferidas, cantada por,
Maria de Lurdes Resende.
,
recordei, obrigado,
,
conchinhas,
,
*

Flora Maria disse...

Giestas me fazem lembrar da minha mãe, que falava muito delas.
Eu nunca tinha visto ate vir morar em São Lourenço, pois elas nascem espontaneamente, num trecho ao longo da via férrea.

Mais lembranças...
Beijo