domingo, 2 de maio de 2010

Dia da Mãe

Se bem conhecessem as mães quanto valem as carícias maternas, quanto as apreciam os tenros corações de seus filhos, se elas as soubessem guardar e empregar sem capricho nem cegueira, nenhum meio mais forte e seguro para pena ou prémio teria a educação.
( Almeida Garrett )


Mãe que Levei à Terra


Mãe que levei à terra
como me trouxeste no ventre,
que farei destas tuas artérias?
Que medula, placenta,
que lágrimas unem aos teus
estes ossos? Em que difere
a minha da tua carne?

Mãe que levei à terra
como me acompanhaste à escola,
o que herdei de ti
além de móveis, pó, detritos
da tua e outras casas extintas?
Porque guardavas
o sopro de teus avós?

Mãe que levei à terra
como me trouxeste no ventre,
vejo os teus retratos,
seguro nos teus dezanove anos,
eu não existia, meu Pai já te amava.
Que fizeste do teu sangue,
como foi possível, onde estás?


António Osório, in 'A Ignorância da Morte'




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





3 comentários:

Ricardo Calmon disse...

Post esse em tributo ao dia das mães ,abriu semana essa,como se uma overture em sinfonia!

bzu mãos suas!

viva la vida

Marli disse...

Olá amada!
Vim especialmente te desejar uma linda semana.
Obrigado pelo carinho de sempre.
Abraços com carinho,
Marli

lili laranjo disse...

Minha amiga
O dia passou.
ontem tbm recebi o mimo das filha e dos netos...
Deixo um beijinho