segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Poetas da Serra: Luísa Brás Pacheco

Serra do Açor

Faltam-me as palavras
Que queria escrever
Envoltas nas mágoas
Que ainda estão a arder

Neste silêncio sepulcral
Há gritos de dor e solidão
Como se lamina de punhal
Lhe trespassasse o coração

Mudam-se os tempos
Conforme as vontades
Só não mudam os ventos
Que sopram incontrolados.

E ao sabor desse vento
A serra vai renascer
No seu ritmo indiferente
Se há ou não gente a ver

Vai vestir fato de festa
Com renovadas cores
É a esperança que nos resta
Ver desabrochar novas flores.


Luísa Pacheco 


Foto: Teresa Neves



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