quinta-feira, 29 de junho de 2017

São Martinho do Porto

Saindo  da Nazaré, seguimos para   São Martinho do Porto, mais uma vila costeira portuguesa que se situa  a 19 Km da sede de concelho, Alcobaça. 



Dona duma excelente praia,  em forma de baía, conhecida por  concha de São Martinho teve origem, provavelmente, num pequeno grupo de casas  de pescadores. Pertencia Coutos de Alcobaça e em 1153 D. Afonso Henriques doou estas terras  à Ordem de Cister que ali fundou a Granja de São Martinho.
Na baía, foi construído um porto por onde eram escoados os produtos produzidos nas terras dos Coutos de Alcobaça. Paralelamente, prosperou, também, a pesca e a construção naval.
O seu porto veio alterar o seu topónimo para São Martinho do Porto.
Em 1257, Frei Estevão Martins, 12º abade do convento de Alcobaça  concedeu o primeiro foral   a São Martinho do Porto, o segundo foral foi-lhe dado em 1495, pelo Cardeal D. Afonso, filho do rei D. Manuel I. Em 1518, o próprio D. Manuel I concededu-lhe um terceiro foral, dando-lhe honras de vila e sede de concelho. 



Recebeu ainda,um quarto foral em 1527, concedido por D. João III.
Com a chegada de mais população,  a localidade foi-se desenvolvendo e por possuir um porto de mar  a povoação passou a chamar-se São Martinho do Porto.
Em 1854, atravessando uma fase de declínio, o concelho foi extinto, passando a freguesia que passou a integrar o de Alcobaça.Em 1895, a freguesia passou para o concelho de Caldas da Rainha até que em 1898, regressou finalmente ao concelho de Alcobaça.



Anos mais tarde, a zona baixa da povoação recebeu novo ânimo. A sua baía, com uma das belas praias portuguesas, com águas limpas e calmas, começou a ser frequentada pela nobreza e burguesia da época, que para ali se deslocavam na época balnear.



Referindo-se a São Martinho do Porto, El-Rei D. Carlos disse as seguintes palavras: 
“Tenho viajado muito em Portugal e no Estrangeiro, mas não conheço nada mais lindo do que São Martinho do Porto”.
Durante o século XX,  o interesse pela praia tornou-se transversal a todas as classes e  a vila tornou-se num grande polo turístico da região. 



O padroeiro da povoação  é  São Martinho.
A Igreja Matriz, situada na zona alta da povoação, data do século XVIII.
No seu interior, de nave única destaca-se na capela - mor, por detrás do altar, uma tela de grandes dimensões, pintada a óleo, com a imagem do milagre de São Martinho. 
Para além da Igreja Matriz, fazem também parte do património religioso desta localidade: 




- Capela de Santo António 
Este pequeno templo situa-se no alto dum morro sobranceiro   à praia de Santo António e, no exterior estaca-se um painel de azulejos azuis e brancos, representando a lenda do milagre da formação do "lago".
No interior existem  duas imagens: a do padroeiro e a da Virgem. 







Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



1 comentário:

Elvira Carvalho disse...

Um local de que gosto muito.
Um abraço e bom fim de semana