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segunda-feira, 9 de maio de 2016

ODE À PRIMAVERA



A vida anda possessa de Poesia!
Anda prenha de mosto!
Ou é da luz do dia,
Ou é da cor do rosto,
Ou então quer abrir-se, neste gosto
De pão com todo o sal que lhe cabia!

Tem narcisos de amor no coração,
Folhas de acanto nos sentidos!
E carícias na mão
A espreitar dos tendões adormecidos!

Toca-se numa pedra, e ela treme!
Murmura-se uma prece, e a boca grita!
A rabiça do arado é como um leme
Sobre a terra que ondula e ressuscita!
Quem avoluma a sombra, ou quem a teme?
Cada presença é um hino que palpita!
E se na estrada alguém discorda e geme,
Ninguém que vai no sonho o acredita!

Serás tu, Primavera?
Tu, com frutos na rama do futuro,
Com sementes nos pés
E flores inúteis sobre cada muro,
Contentes só da graça que tu és!

Miguel Torga



Obrigada pela sua presença. Volte sempre.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Porque é fim de semana: Janeiro de Baixo

Porque é fim de semana, vamos iniciar o périplo pelas aldeias  da freguesia de Janeiro de Baixo. Começamos  pela sede de freguesia. 
Janeiro de Baixo é uma povoação envolta pelos  meandros   do rio Zêzere, num local onde romanos e árabes desenvolveram, no passado, intensa exploração mineira.


A primeira alusão à povoação apareceu num arrolamento  das igrejas e mosteiros de Portugal,  (1320-1321), mas ainda  não era  freguesia. 


A sua igreja dedicada a São Domingos fica situada à entrada da povoação e, para além do altar-mor tem mais dois, o de  Santa Ana e o de São Caetano, sendo todos de talha de madeira, dos sécs. XVII-XVIII.
Existem ainda na aldeia, as Capelas do Santo Cristo e  de S. Sebastião. Junto a esta última é tradição realizar-se anualmente, um Bodo  no dia 20 de Janeiro. 
Há  uns anos atrás, Janeiro de Baixo foi inserido  na rede das Aldeias de Xisto, o que veio ajudar a incrementar o turismo na região.
Ali, nas margens do Zêzere, o turista pode usufruir dum parque de campismo e duma  praia fluvial com um extenso areal.

 
Obrigada pela sua presença. Volte sempre.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Artesanato: Organizador de Mala

Mais um trabalho concluído.
A minha mala transporta uma grande panóplia de pertences: chaves, carteira, documentos, telemóvel, lenços e tudo o mais que me vai fazendo falta e que coloco lá dentro . Creio que acontece o mesmo com uma grande parte das mulheres. Quando chega a hora de mudar de mala, há que mudar tudo duma para por na outra. 
Foi assim que, ao ver um video na net ensinando a fazer um organizador para  malas, resolvi fazer um para mim.
 Ei-lo:

Agora, quando trocar de mala, vai tudo dentro do organizador, que serve em todas elas.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





quarta-feira, 4 de maio de 2016

Festa no Colcurinho





Aproxima-se a data duma das romarias mais antigas da serra do Açor - a romaria de Nossa Senhora das Necessidades, no Monte do Colcurinho (Cabeço). 
Esta festa realiza-se todos os anos no domingo do Espírito Santo e, este ano, acontece no próximo dia  15 de Maio.


De tarde, a festa terá   continuidade com  a componente profana, no Vale de Maceira, no recinto do Santuário de Nª Sª das Preces.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







terça-feira, 3 de maio de 2016

Bolo de Laranja

 


Ingredientes:
2 xícaras e meia de chá de suco de laranja
1 xícara de chá de óleo
3 ovos (as claras em neve)
1 xícara de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa fermento para bolo
1 colher de sopa de raspas de laranja
Cobertura:
1 xícara de suco de laranja
1 lata de leite condensado.

Modo de preparo:
Bater as 3 gemas com 1 xícara de açúcar.
Colocar o açúcar aos pouquinhos, formando um creme, adicionar o óleo pouco a pouco, incorporando ao creme.
Adicionar lentamente o suco de laranja, o trigo e o fermento.
Por último as claras em neve e as raspas de laranja.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





segunda-feira, 2 de maio de 2016

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Porque É Fim de Semana: Freguesia de Janeiro de Baixo

Porque é fim de semana, vamos partir à descoberta duma nova freguesia do concelho da Pampilhosa da Serra, integrada na serra do Açor. É a vez da freguesia de Janeiro de Baixo.
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/10261995.jpg
Esta freguesia está situada, numa das margens  do  rio Zêzere, na parte sul do concelho e dela fazem parte as seguintes localidades:
Brejo de Baixo, Brejo de Cima, Casal da Lapa, Esteiro, Janeiro de Baixo, Machialinho, Porto de Vacas, Safra, Souto do Brejo e Vale de Abutre.

As terras da freguesia foram  comenda da Ordem de Cristo e pertenceram às comendas do padroado real. Pertenceram à diocese da Guarda até 1882, ano em passaram  para a diocese de Coimbra. Integraram o  concelho de Fajão até 1885 passando então para o da Pampilhosa da Serra.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







quinta-feira, 28 de abril de 2016

Lisboa: Convento da Madre de Deus IV

A minha partilha da visita feita ao Convento da Madre de Deus termina hoje, com mais algumas imagens.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lisboa: Convento da Madre de Deus III

Actualmente, uma grande parte do Convento da  Madre de Deus é utilizado como um dos mais importantes espaços museológicos portugueses -  o Museu Nacional do Azulejo.

Ao longo dos tempos, o Convento foi alvo de vários melhoramentos nomeadamente a colocação de painéis de azulejos adornando grande parte das suas paredes.

Mais tarde, o Convento recebeu vários painéis de azulejo, provenientes doutros edifícios, para serem integrados na decoração  do edifício. No entanto, isso  só viria a acontecer, na altura das comemorações dos 500 anos do nascimento da Rainha D. Leonor. 


Em 1958, o Convento passou a ser utilizado como  Museu  do Azulejo, sob a alçada do Museu Nacional de Arte Antiga e, em 1980, tornou-se  independente passando a  Museu Nacional.

Actualmente, integra uma vasta colecção de azulejos portugueses, espanhóis e holandeses, que vai do séc. XV à actualidade.
Eis mais alguns exemplos:






E, para terminar, a "jóia da coroa" do Museu, patente na  sala de exposição do terceiro andar. É um exemplar único, representando  Lisboa antes  do terramoto de 1755, que  pertenceu ao Palácio dos Condes de Tentúgal. A representação mostra a capital do país de Xabregas a Algés  e pensa-se ser datado de 1700.


Por tudo o que atrás descrevi, este é um local lisboeta de visita obrigatória, onde para além de toda a imponência do Convento, podemos ficar a conhecer a história da azulejaria através dos tempos . 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





terça-feira, 26 de abril de 2016

Convento da Madre de Deus II

Concluindo a componente religiosa da visita ao Convento da Madre de Deus, destaco alguns aspectos que contribuem para a sua magnificência.
O Púlpito de talha dourada em estilo rococó, ladeado por painéis de azulejos e telas pintadas com molduras de talha.


Na capela-mor surge um espectacular retábulo de talha dourada e planta côncava,um trono de sete degraus, tendo na base um sacrário embutido. O Altar é de cantaria de calcário branco e vermelho.

O tecto é formado por  com caixotões pintados.


Num dos altares laterais, encontram-se as relíquias de Santa Auta, uma das Onze Mil Virgens, massacradas pelos hunos, que foram oferecidas pelo imperador Maximiliano da Áustria, primo da rainha D. Leonor e um dos mecenas do convento.


A Capela Árabe situa-se  num piso inferior à igreja e se pensa-se ter sido o oratório de D. Leonor, que viveu no Convento durante alguns anos.


 
No primeiro andar do Convento situa-se a  Capela de Santo António, decorada por ordem de Dom João V.





Nesta capela,em frente ao altar, encontra-se o célebre presépio da Madre de Deus.


Depois da Capela de Santo António fica o Coro Alto  (ou Sala do Tesouro) que era o lugar de reunião das freiras e foi construído durante o reinado de Dom João III. O soalho marchetado  é de madeiras originárias do Brasil. Nas vitrinas  sobre as cadeiras pode observar-se um grande número  de relicários de santos.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






segunda-feira, 25 de abril de 2016

Lisboa: Convento da Madre de Deus I



No último fim de semana, na companhia de excelentes amigos fizemos uma visita fantástica ao Convento da Madre de Deus. Ali visitámos a igreja, claustros e as salas que albergam o Museu Nacional do Azulejo.


O Convento da Madre de Deus fica situado em Xabregas, na zona oriental de Lisboa.
Foi mandado construir pela Rainha D. Leonor, mulher do Rei D. João II, em 1509,  em estilo manuelino,  para acolher um pequeno grupo de freiras Franciscanas Descalças da primeira Regra de Santa Clara, vindas de Setúbal. 


A  entrada da Igreja  é  um bonito Portal Manuelino com os brasões do rei D. João II e de D. Leonor e pensa-se ter pertencido à traça primitiva.
Quando D. Leonor morreu, a igreja ainda não estava completa e o espaço era demasiado pequeno para as necessidades.
Em 1550, D. João III mandou terminar as obras da igreja e  coro, recebendo  influência renascentista. 



No reinado de D. Pedro II e D. João V, o  convento foi alvo de obras de remodelação, recebendo decoração barroca, patente nos painéis de azulejos,  altares de talha dourada, pinturas,...Com o terramoto de 1755, o convento ficou bastante danificado mas, o Rei D. José mandou proceder às obras de restauro.


Com a extinção das Ordens Religiosas o Convento começou a ser preparado para permitir  a instalação do Asilo D. Maria Pia. 

Durante o século XX, ali foi armazenado um grande espólio de azulejos que, a par da grande quantidade de painéis que cobrem as paredes do edifício, deram origem ao Museu Nacional do Azulejo.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.