terça-feira, 18 de novembro de 2014

Arganil: O Castelo de Arganil

Depois da destruição da célebre cidade Argus, pelos muçulmanos, o local ficou abandonado e os povos fixaram-se um pouco mais em  baixo, na planície onde atualmente assenta a Vila de Arganil.
Mas,a povoação era pequenina, apenas uma fortaleza no local a que atualmente chamamos de Paço.

Foto: Paulo Santos
 O Castelo era semelhante aos de Coja e Avô e as casas localizavam-se no chamado Rossio, pertencendo as suas  terras à mitra de Coimbra, após doação por parte de D. Teresa. Em  1114, Arganil recebeu o primeiro foral dado pelo bispo D. Gonçalo, mas passou novamente, por escambo, para a posse da coroa.
Em 1175, as terras do termo de Arganil pertenciam já a uns fidalgos de apelido Uzbertes.
Com o passar dos anos, as lutas e  perigos diminuiram  e  edificaram-se casas nos arrabaldes do castelo.
No século XIII-XIV o castelo foi remodelado e transformado em Paço pertencendo aos senhores de Arganil, Dom Fernão Rodrigues Redondo e sua Esposa Dona Marinha Afonso que, sem descendentes, abandonaram Arganil, fixando residência em Santarém. Por morte destes,  as terras de Arganil passaram para a posse do rei D. Afonso IV.
Desabitado, o Paço foi caindo em ruínas e, na informação paroquial de 1758, é afirmado que restam duas paredes com toda a sua altura e o terreiro ou rossio era medido  a varas de craveira.
Nos finais do século XIX ainda existiam as ruínas  e, satisfazendo o pedido dos habitantes da vila, a coroa cedeu o espaço para construir um cemitério. No entanto, este viria a ser construído perto da igreja matriz. A Plataforma onde assentava parte do Paço foi destruída e rasgada para abrir a rua do Paço, mais tarde rua 5 de outubro.
Recordando o passado , ainda hoje são usadas  as designações de Paço Grande e Paço Pequeno.

Fonte: Facebook de Paulo Santos e Concelho de Arganil de Regina Anacleto
 

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