quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Poetas da Serra: A poesia de João António Silva

 

Arganil
 
Concelho de altas serras
De aldeias mortas, perdidas nelas.
De gente forte, em pequenas terras
De casas velhas, estreitas vielas!
...
Terras de sonho mas quão madrastas?
Dá-me tristeza tanto abandono.
De portas fechadas, soleiras gastas
Passam por elas, lembranças do dono!

Ressoam no silêncio das suas calçadas
Os passos de quem por lá se afoite
São sons vazios, gritos de alma.
No silêncio dos dias, lembrados à noite!

É assim a minha terra!
Hoje tão fraca de forte gente.
Moribunda, a minha serra...
Ainda viva, a morte pressente!

 JSilva
  

Porto Silvado photo PSTerraNova.jpg


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

Sem comentários: