sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Por Que É Fim de Semana: Nogueiro e Samoura

Porque é fim de Semana vamos conhecer mais algumas aldeias do concelho Góis.
Continuamos o périplo pela freguesia de Góis e vamos até Nogueiro e  Samoura.

Nogueiro:

Nogueiro

A meio caminho entre Góis e Vila Nova do Ceira situa-se a aldeia de Nogueiro. No centro da aldeia está a capela, dedicada à Nossa Senhora dos Remédios e ao lado desta encontra-se a área de festa. 
 Nogueiro

A aldeia aproveita as suavemente inclinadas terras férteis. Existem muitas árvores de fruto e oliveiras, embora menos oliveiras do que havia outrora. 
Os habitantes tradicionalmente trabalhavam na agricultura e na floresta. Cultivavam milho, centeio e trigo que levavam para o moinho da Quinta do Nogueiro ou para o da Quinta do Carvão, ambos situados à borda do rio Ceira, para ser moído. Algumas vezes os moleiros vinham de carros puxados por burros ou mulas para angariar os cereais. 
 Nogueiro

Os habitantes também trabalhavam como serradores nas florestas nos montes e havia dois sapateiros, um tamanqueiro, alguns resineiros e carpinteiros a trabalhar na aldeia.

 Nogueiro

Samoura:

Samoura

Um dos primeiros edifícios que vê quando entra na Samoura, vindo de Góis, é a escola. Esta já fechou há alguns anos e agora, no recinto onde os alunos costumavam brincar, nascem flores e até orquídeas selvagens em abundância. A escola foi construída aqui para dar acesso à educação escolar às crianças de Samoura e das aldeias vizinhas de Nogueiro e Alagoa. 
 Samoura
A estrada continua, seguindo os contornos do monte, passando por umas casas espalhadas até que chega à parte mais velha da povoação. 
Os edifícios aqui são construídos das pedras redondas que surgem por natureza nesta área. O barro vermelho, as peças de tijolos e pequenas pedras dão às paredes um aspecto rústico. Muitos edifícios velhos têm lintéis de janelas e portas, feitas de carvalho local, árvores estas que havia em abundância à volta da aldeia. 
 Samoura
No censo de 1527, a ‘Çamora’ é alistada como tendo 3 fogos permanentes.
Os aldeões trabalhavam tradicionalmente como resineiros; a resina era vendida para Arganil ou Lousã, como também se ocupavam do cultivo de milho e azeitonas.

Texto e fotos de  
http://www.goisproperty.com

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