segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A poesia de Viriato Gouveia (Aldeia das Dez)

  NO COLCURINHO À BEIRA DA NATUREZA


Basta-me o ar que respiro

De madrugada sentado

À beira do mês de Abril

Paisagem de chão molhado.


Basta-me escutar o canto.

Das aves que vão noivar

Num rodopio de encanto

Milagre a continuar.


Basta-me o sol e o vento

A água fresca a correr

Neste cenário que invento

Sem poluição a crescer.

Basta que a minha alma cante

Basta que o sol brilhe nela

Luz viva e cintilante

A emergir da procela.


Basta amar a natureza

Basta nada e tudo ter

Descobrir toda a beleza

Da aurora ao amanhecer.


Basta o amor a reinar,

A verdade a dirigir;

A paz a secretariar

E a justiça a presidir.

  VIRIATO GOUVEIA



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