quarta-feira, 11 de outubro de 2017

DESABAFO

A poesia de hoje é duma natural da serra do Açor, desolada pelo incêndio inclemente que devastou mais uma vasta região da serra do Açor.




DESABAFO
Esfumam-se os verdes no ar…

Cobre-se a terra de fumo e calor

Os lutos ficam a moldar
O casario branco de cor…



A natureza ficou triste revoltada
Como ficámos nós, no nosso olhar…
Imagem que gostávamos ver apagada
E não mais pudesse voltar…

Cinzentos ficam os pensamentos…
No que ainda podia acontecer
Vivências de intensos momentos
Vendo chamas a tudo varrer…

Com vozes…Deus nos acuda…
E homens cheios de vontade
Pondo fim a esta luta…
Fruto de muita maldade…

São Pereira



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

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