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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Palácio de Queluz: Jardins

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Localizado nos arredores de Sintra e sendo um espaço inicialmente utilizado para lazer da família real, o Palácio de Queluz foi dotado de belos e verdejantes jardins, por onde a Corte portuguesa passeava e se divertia.

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Saindo pelas portas viradas para o Jardim, notamos vários espaços diferentes conforme a fachada por onde saímos. Há jardins distribuídos por vários patamares  mas todos igualmente belos. 

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Descendo uma escadaria ladeada por várias esculturas,  quem visita este espaço tem à sua frente o Canal de Azulejos, onde a família real e a sua corte passeavam de gôndola.

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É  um lago artificial alimentado pelo rio Jamor que atravessa o Jardim do Palácio. Também ele de grande beleza devido ao revestimento com magníficos painéis de azulejos.
    
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Ao redor, várias alamedas contornadas por bem cuidadas sebes de buxo desembocam em espaços amplos, onde uma grande variedade de estátuas e lagos ornamentam a paisagem.

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É indescritível a beleza destes jardins inspirados naquilo que de melhor se fazia na Europa. Só uma demorada visita, que aconselho vivamente, pode dar a noção da realidade.

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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Palácio de Queluz



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Durante a minha carreira profissional, várias foram as visitas de estudo que fiz com os meus alunos ao palácio de Queluz. Sempre preocupada  com as crianças, nunca consegui tirar partido da visita como o fiz há dias,  quando ali me desloquei  com um grupo de amigos. 
Um pouco da sua História:



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Este palácio teve origem numa casa de campo mandada construir pelo primeiro marquês de Castelo Rodrigo, em Queluz. Após a  Restauração da Independência, D. João IV criou o título de Senhor  do Infantado ou Senhor da Casa do Infantado para o segundo príncipe ao qual eram doados bens materiais, propriedades e outros rendimentos confiscados aos seguidores do rei espanhol durante o domínio filipino, de forma a proporcionar-lhes uma vida com um estatuto próprio dum príncipe.
O primeiro Senhor da Casa do Infantado foi D. Pedro, irmão do rei D. Afonso VI que,  viria também a  ser rei de Portugal(D. Pedro II).
Mais tarde, D. Pedro III, consorte de D. Maria I, transformou-o em palácio  de verão, onde a Família Real, passava os seus tempos de lazer. Na época das  invasões francesas foi utilizado como residência real oficial, até à partida para o Brasil, em 1807. 
Em 1908, foi cedido à Fazenda Nacional pelo rei D. Manuel II, tornando-se assim, propriedade do Estado, sendo classificado como monumento nacional.
O palácio de Queluz foi sendo alvo de obras de beneficiação e alargamento ao longo dos anos. Nele estão representados vários estilos arquitetónicos como são os casos do barroco, rococó e neoclássico mas, a nível de mobiliário e decoração, não podemos apreciar a sumptuosidade dos seus tempos áureos, pois o que de melhor possuía  foi levado para o Brasil, pela família real.
Em 1934, um grande incêndio destruiu parte do edifício. Após o seu restauro foi aberto ao público e uma das suas alas destina-se agora, a alojamento de chefes de Estado estrangeiros que visitam o nosso país.
As imagens que se seguem são do interior deste belo palácio, de cujo exterior publicarei um post brevemente.



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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pudim de Bolacha Maria e Leite Condensado

Para esta segunda feira, aqui vai uma receita para adoçar a semana, partilhada do Facebook  do  Café Restaurante Apolo.




Ingredientes:

- 1 lata de leite condensado;
- 2 medidas da lata de leite;
- 1 colher de sopa de farinha Maisena;
- 3 gemas;
- Bolacha Maria q. b.;
- 1 caixa de gelatina de morango ou outro sabor a gosto;


- 2 ou 3 claras batidas em castelo.

Preparação:

Faz-se a gelatina conforme as instruções e deixa-se arrefecer.
Mistura-se as gemas ou o ovo com a maisena e vai-se desfazendo com o leite. Junta-se o leite condensado e leva-se a lume brando até engrossar.
Numa taça de vidro ou outro recipiente, coloca-se camadas alternadas de bolacha e creme, enquanto quente, para amolecer a bolacha. Deixa-se arrefecer.
Quando a gelatina estiver arrefecida mas não solidificada, mistura-se com cuidado às claras em castelo, envolvendo bem para lhes dar a cor da gelatina.
Depois coloca-se sobre o preparado já arrefecido, e deixa-se solidificar no frigorífico.
Depois de pronto fica uma camada de bolacha e creme, uma de gelatina e outra de claras coloridas. 



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Porque É Fim de Semana: Casal Novo

Chegados a mais um fim de semana, vamos seguir para a serra do Açor, mais propriamente para o Casal Novo.


Casal Novo é uma pequena aldeia que fazia parte da antiga freguesia dos Cepos e integra agora a União das Freguesias de Cepos e Teixeira.
Localizada à beira do rio Ceira esta aprazível aldeia, para além das magníficas paisagens e sossego que oferece a quem a visita,  possui uma excelente praia fluvial, o Poço da Cesta.

Poço da Cesta , Gois


Na aldeia existem  algumas casas rústicas  destinadas a turismo rural, proporcionando ao turista uns dias de descanso, ar puro e tranquilidade.




Fotos da Net

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Muro e Casal do Rei

No percurso para Cabeça, passei por duas povoações também elas situadas no Parque Natural da serra da Estrela, mas bem pertinho do limite com a  serra do Açor: Muro e Casal do Rei. 

MURO:
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CASAL DO REI:

Casal do Rei photo CasaldoRei2.jpgCasal do Rei photo CasaldoRei4.jpg

Tendo em conta a sua localização no vale entre montanhas, junto ao leito de  ribeiras, estas aldeias oferecem a beleza da paisagem natural e  a hospitalidade dos seus habitantes.
Ambas preservam alguns dos seus costumes ancestrais, patentes  em algumas casas de xisto, nos socalcos que as rodeiam, nas levadas e moinhos. Cada uma delas tem a sua  festas de verão, em honra do seu padroeiro, Muro em honra de  Nossa Senhora Rainha  da Paz e Casal do Rei em honra de São José.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Cabeça II

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A  aldeia de Cabeça, pertence ao concelho de Seia e localiza-se numa das encostas da serra da Estrela.
É uma localidade muito antiga pois o povoamento primitivo é anterior à ocupação romana.

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Pertenceu à freguesia e concelho de Loriga,  até ao ano de 1800, data em que D. Afonso VI lhe concedeu autonomia civil e religiosa, passando a ser uma  freguesia independente. Continuou a pertencer ao  concelho de Loriga até à Reforma administrativa de 1855 em que passou para o concelho de Seia.
Desde o ano passado e devido à reorganização administrativa deixou de ser uma freguesia independente, passando a fazer parte da União de Freguesias de Vide e Cabeça, com sede na Vide.
Cabeça é a primeira aldeia led do país e a sua zona histórica foi alvo de obras de requalificação onde o xisto lhe restituiu o seu aspeto típico.

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O topónimo deve ter tido origem na localização da aldeia, no alto dum monte. Durante algum tempo foi também conhecida por S. Romão de Cabeça, uma vez que o orago da aldeia é S. Romão.

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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Cabeça - Aldeia Natal

A terminar a época natalícia, fui visitar Cabeça, uma aldeia próxima da serra do Açor, onde esta quadra festiva foi vivida de forma mais intensa do que é costume.
As ruas foram primorosamente enfeitadas com motivos próprios da época, utilizando em grande parte produtos da região.
As fotografias dão uma ideia da decoração desta aldeia.

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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Linguagem da Minha Aldeia - U

Continuando o iniciado em: Linguagem da Minha Aldeia,  hoje é a vez do  U

 
Ucha – terreno ardido
Untura - unguento, gordura para untar

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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Porque É Fim de Semana: União das Freguesias de Cepos e Teixeira

Porque é fim de semana, vamos conhecer mais uma freguesia da serra do Açor. Desta vez será a União das Freguesias de Cepos e Teixeira, recentemente formada a partir de duas antigas freguesias independentes.
Vamos iniciar este périplo pelas aldeias que a formam, com a atual sede: Cepos.



A aldeia dos Cepos fica situada bem próxima dos concelhos de Góis e da Pampilhosa da Serra, mas pertence ainda ao concelho de Arganil. É uma povoação muito antiga pois consta que já existia  no tempo dos romanos.
Em 1237,  recebeu carta de Foro dada pelo prior do Convento de Arganil ( Mosteiro de Folques).

Transcrição da Carta de Foral de Cepos,  de  http://cepos-um-povo.blogs.sapo.pt

CARTA FORAL DE CEPOS “Cepo” ano 1237
Transcrição em conformidade

Em nome de Deus e com o seu auxilio. Saibam todos assim presentes como futuros, que nós, o prior P. Fernandes e o convento do Mosteiro de S. Pedro de Arganil, fazemos esta carta de doação e firmeza a vós aos vossos descendentes toda essa herdade de Cepo com todos os seus terrenos cultivados e não cultivados; em primeiro lugar como se divide a dita herdade de Cepo por um lado pela veia de agua do rio Ceira e por lado com limite de Celavisa pela veia de agua de Adela, e por outro lado com o cimo de Bagunhos, seguindo a divisória que se estende por Carvalhal de Vacas e divide o mosteiro com terras do Senhor Bispo de Coimbra até as aguas do rio Ceira.
Damos a dita herdade a vós e aos vossos descendentes para que nela planteis, edifiqueis, trabalheis e façais tudo o que quiserdes como bons povoadores. Mas concedemos a vós a dita herdade com a condição de dar dela, como foro, ao nosso Mosteiro, duas decimas de pão, linho e legumes. E aquele que tiver vinha em Cepo, a saber, nessa nossa herdade já mencionada, dê dela uma decima a Deus: E, quando a vinha tiver quatro anos depois que foi plantada, o homem dê dela uma quarta parte de vinho pela medida de Arganil.
O habitante de Cepo que matar homem ou roubar qualquer donzela violentar qualquer mulher ou puser excremento na boca, pague 10 morabintinos. Quem fizer ferida com ferro moído pague 5 morabintinos. Do homem sentenciado 60 sólidos. Do sangue de cima dos olhos 60 sólidos. De viagem levando armas, se não tiver desafiado o seu inimigo, 60 sólidos. De casa arrombada ou que se entrou por força, 60 sólidos. Coima arrombada, 65 sólidos. Se habitantes de Cepo saírem em perseguição de ladrão ou outro homem ou de algum estranho que lhes fizer força, se o matarem, paguem 5 morabintinos. Habitante de Cepo que não quiser ir com os seus vizinhos em perseguição de ladrão ou outro homem que quiser fazer força na vila, pague 10 sólidos. Habitantes de Cepo não paguem expressões nem outras calunias, a não ser as já mencionadas. E quando a estas, devem ser provadas por pessoas de bem.
Se alguém quer morar em Cepo, praticar furto e não quiser declara-lo, dê o próprio furto àquele aquém se furtou e pague um morabintino. Se, porem quiser nega-lo ou o mesmo furto for encontrado na casa dele e for testemunhado por pessoas de bem, pagá-lo-á como é uso em outras terras e outras vilas.
Se habitante de Cepo quiser mudar-se para outras partes vendam ou doem a sua pertença àquele homem que pague esse foro em paz: E se marcar tal preço que não valha aquilo que quiser vender, dêem-lhe por aquilo quanto acharem por bem pessoas de bem da mesma vila. E para que povoeis melhor dita herdade e a nossa vila de Cepo, estabelecemos e firmamos entre nós e vós que em qualquer mês seja cantada por um irmão nosso ou capelão missa por vós. E que se celebre por todo o ano para vós mistério da Santa Igreja, a saber: Insuflar, Baptizar crianças, Visitar enfermos, e Sepultar mortos. Nós o Prior e o Convento do Mosteiro de Arganil, que mandamos fazer esta carta a vós, habitantes de Cepo e aos vossos descendentes, firmamo-la com nossas mãos para que ninguém de nós ou dos estranhos possa vir contra este nosso facto: E aquele que quiser vir contra esta nossa carta, seja maldito e excomungado e condenado para o inferno com o traidor Judas. E aquele que fizer bem a vós e aos vossos descendentes ou lucrar para vós por esse foro e por esta carta, viva em paz neste século e no outro tenha descanso eterno.
Fez-se esta carta no mês Outubro. Era MCCXXXVII Reinando em Portugal Senhor Rei Sancho.
Os que viram e ouviram são estes: em primeiro lugar Martinho João, Cónego sacerdote-testemunha; Menedo Cordano, Cónego sacerdote-testemunha; Senhor André, Cónego sacerdote-testemunha; Pedro Menedo e Pedro de Pedro Martinho Afonso, irmãos conversas-testemunhas; e muitos outros Clérigos e leigos que não podemos enumerar.
Pedro Menedo, Cónego diácono, a escreveu.



Cepos tem como padroeiro S. Sebastião que, durante muitos anos , deu nome à aldeia que era conhecida por S. Sebastião de Cepos.
Bem perto passa o rio Ceira, que permite aos seus habitantes e turistas excelentes momentos de lazer, desfrutando do ambiente aprazível, calmo e puro da serra.


Fotos da Net

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.