Hoje vamos até Lisboa, à minha cidade natal. Para além da sua beleza natural, é a cidade mais populosa e a capital do país. É em Lisboa que está sediado o governo da nação e , atualmente, a residência oficial dos nossos governantes.
Há dias, desloquei-me em visita ao Palácio de Belém, que há alguns anos é a residência oficial do Presidente da República.
O palácio está localizado num terreno que pertencia ao Mosteiro dos Jerónimos e que foi adquirido no século XVI, por D. Manuel de Portugal, que ali mandou construir um pequeno palácio para veraneio.
De proprietário em proprietário, chegou à posse de D. João V que enriquecera com o ouro do Brasil e ali mandou fazer grandiosas obras de melhoramento e alargamento. No entanto, só ocasionalmente serviu de residência oficial dos monarcas portugueses, que ali passavam apenas o Verão e os seus tempos livres. Algumas vezes foi também utilizado para acolher os convidados pela Casa Real, que visitavam Lisboa. Anexo ao palácio, D. Maria I, mandou construir o Picadeiro Real, onde mais tarde, D. Carlos fundou o Museu dos Coches.
Após a implantação da república, o Palácio de Belém passou a ser a residência oficial do Presidente da República. No entanto, durante o Estado Novo, apenas foi habitado pelo presidente Craveiro Lopes e após o 25 de Abril, pelo Presidente Ramalho Eanes.
O palácio, atualmente, é formado por um edifício central de cinco corpos virados para o Tejo. A entrada faz-se pela rampa que termina no Pátio dos Bichos. Do lado esquerdo da rampa, funciona o Museu da Presidência, no edifício onde outrora se situavam as cavalariças e onde se recolhiam os coches.
Subindo a rampa, há um largo e, em frente, uma fonte ladeada por diversas cela, onde antigamente habitavam animais selvagens trazidos de África.
Do lado direito, uma escadaria conduz-nos à sala das Bicas, local onde decorrem várias cerimónias e onde o Presidente da República faz conferências de imprensa. Desta sala sobressaem para além de duas fontes que dão o nome à divisão, um bonito lustre de bronze, estátuas representando imperadores romanos, azulejos nas paredes, um grandioso teto de madeira pintada e um magnífico chão coberto de mármore.
À direita, situa-se a sala de refeições para convidados, no local onde o Presidente Ramalho Eanes expunha os presentes que lhe eram oferecidos.
À esquerda, um corredor conduz-nos a uma sucessão de salas. A primeira é a Sala Dourada com um belo teto do século XVIII. Ao lado uma pequena capela onde foram batizados o rei D. Manuel II, o príncipe D. Luís Filipe e o filho mais novo do Presidente Ramalho Eanes. A Sala Dourada comunica com um grupo de importantes salões do palácio.
Em todos os palácios existia um salão de baile e, este não é exceção. No local onde a rainha D. Maria II dava bailes para a corte realizam-se agora as reuniões de Conselho de Estado.
A Sala Império ou sala verde, é decorada com móveis de estilo império razão pela qual tem esse nome. Anteriormente chamou-se Sala
dos Retratos ou dos Presidentes, pois ali estavam expostos os retratos dos
Presidentes da República estando atualmente coberta com um monumental tríptico de Almada Negreiros, cujo tema é a Nau Catrineta.
Durante a monarquia chamou-se Sala D. João V,
porque ali estava exposto um magnífico busto deste rei, que está agora no Convento de Mafra.
Nesta sala, a rainha D. Maria II enfrentou vários políticos entre os quais Passos Manuel, durante o período da "Belenzada".
A sala dos Embaixadores ou azul era a sala de estar da rainha D. Amélia durante a época em que residiu no palácio. Ali foi velado o corpo do presidente Sidónio Pais. Atualmente, é o local onde o Presidente
recebe as credenciais dos embaixadores estrangeiros e onde dá posse aos
membros do Governo.
Desta sala, passa-se para o gabinete de
trabalho dos diversos Presidentes, adaptado durante a presidência de Ramalho Eanes no local que servia de quarto à rainha D. Amélia. Anteriormente, o gabinete presidencial era noutro local e esta era a sala onde se reunia o conselho de estado.
Obrigada pela sua visita. Volte sempre.
O palácio, atualmente, é formado por um edifício central de cinco corpos virados para o Tejo. A entrada faz-se pela rampa que termina no Pátio dos Bichos. Do lado esquerdo da rampa, funciona o Museu da Presidência, no edifício onde outrora se situavam as cavalariças e onde se recolhiam os coches.
Subindo a rampa, há um largo e, em frente, uma fonte ladeada por diversas cela, onde antigamente habitavam animais selvagens trazidos de África.
Do lado direito, uma escadaria conduz-nos à sala das Bicas, local onde decorrem várias cerimónias e onde o Presidente da República faz conferências de imprensa. Desta sala sobressaem para além de duas fontes que dão o nome à divisão, um bonito lustre de bronze, estátuas representando imperadores romanos, azulejos nas paredes, um grandioso teto de madeira pintada e um magnífico chão coberto de mármore.
À direita, situa-se a sala de refeições para convidados, no local onde o Presidente Ramalho Eanes expunha os presentes que lhe eram oferecidos.
Em todos os palácios existia um salão de baile e, este não é exceção. No local onde a rainha D. Maria II dava bailes para a corte realizam-se agora as reuniões de Conselho de Estado.
A Sala Império ou sala verde, é decorada com móveis de estilo império razão pela qual tem esse nome. Anteriormente chamou-se Sala dos Retratos ou dos Presidentes, pois ali estavam expostos os retratos dos Presidentes da República estando atualmente coberta com um monumental tríptico de Almada Negreiros, cujo tema é a Nau Catrineta.Durante a monarquia chamou-se Sala D. João V, porque ali estava exposto um magnífico busto deste rei, que está agora no Convento de Mafra.
Nesta sala, a rainha D. Maria II enfrentou vários políticos entre os quais Passos Manuel, durante o período da "Belenzada".
A sala dos Embaixadores ou azul era a sala de estar da rainha D. Amélia durante a época em que residiu no palácio. Ali foi velado o corpo do presidente Sidónio Pais. Atualmente, é o local onde o Presidente recebe as credenciais dos embaixadores estrangeiros e onde dá posse aos membros do Governo.
Desta sala, passa-se para o gabinete de trabalho dos diversos Presidentes, adaptado durante a presidência de Ramalho Eanes no local que servia de quarto à rainha D. Amélia. Anteriormente, o gabinete presidencial era noutro local e esta era a sala onde se reunia o conselho de estado.
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