Powered By Blogger

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A Minha cidade: Igreja de Santa Catarina I

Hoje foi dia de ir à minha terra,  rever locais da minha infância e juventude. O principal objectivo foi levar um grupo de amigos, a conhecer uma das mais belas igrejas da cidade de Lisboa, onde fiz o meu percurso de aprendizagem de Catequese.



A igreja paroquial de Santa Catarina nem sempre esteve sediada neste local. Aqui foi fundado um Convento, pelos Frades Eremitas Paulistas da Serra de Ossa, no século XVII e a sua igreja era dedicada ao Santíssimo Sacramento.
A igreja dedicada a Santa Catarina foi mandada construir no século XVI, por Catarina de Áustria, no alto de Santa Catarina, no local onde, actualmente, se situa  a sede da Associação Nacional das Farmácias.  Ao longo dos tempos, foi sofrendo com os vários terramotos que assolaram a cidade de Lisboa, até que, em 1835, um grande incêndio pôs fim àquele templo.
Com a extinção das Ordens Religiosas, a Igreja do Convento dos Paulistas, acolheu a Paróquia de Santa Catarina.



Deste magnífico templo barroco, destaca-se a exuberante talha dourada patente nas várias Capelas, no órgão, nos púlpitos e no magnificente Retábulo-Mor, para além de vários pormenores  que contornam  uma importante variedade de telas, que decoram as paredes da Igreja.



Neste belo conjunto arquitectónico, há que enfatizar ainda, o magnífico tecto de estuque rococó, em abóbada que cobre a nave e transepto, bem como o  da Capela-Mor, coberto com pinturas a fresco de António  Rolim.



A iconografia da Igreja é também bastante rica e interessante. Nas próximas fotografias, veremos algumas das imagens nela presentes.


São Pedro
São Paulo
São José e Sant'Ana
São José
Nossa Senhora da Conceição
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora de Fátima

E, para finalizar o Altar-Mor, onde se podem apreciar as imagens de São Paulo e de Santo Antão e, 
num plano superior, ao centro, a padroeira, de Santa Catarina. 



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!





terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Hoje a poesia é de Mário Quintana

Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso.. de um gesto.. um olhar...


Mario Quintana




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Freguesia de Penaverde: Mosteiro, Moreira, Feitais e Prado

No último post, conhecemos um pouco de  Penaverde, sede duma freguesia de Aguiar da Beira, da qual fazem parte mais quatro lugares.


Saindo de Penaverde entramos na  aldeia do Mosteiro,  junto à  Capela de Nossa Senhora de Lurdes. 
O  topónimo da povoação deve-se a um mosteiro, hoje em ruínas,  que se encontra em fase de restauro.
Próximo das ruínas do mosteiro, situa-se o Largo da Feira, onde se realiza   a Festa do Pastor e do Queijo de Aguiar da Beira. Neste local, uma estátua, com cerca de 2 metros de altura,  imortaliza pastor típico da região.


O orago é São Sebastião e a sua   capela tem características barrocas.
No interior, destaca-se o retábulo de estrutura simples, com colunas marmoreadas e espaldar com remate em cornija.


Continuamos ao longo da estrada e vamos chegar a Prado, uma aldeia nas margens da ribeira de Carapito, afluente do rio Dão.
O orago desta localidade é Santa Bárbara. A sua capela de  estilo muito simples, data do século XVIII. Ao longo da sua existência, sofreu várias obras mas, no século XX, as alterações foram bastante profundas.


Na fachada principal, destaca-se uma moldura a fingir almofadado e o campanário com acesso por escadas posteriores. No interior, o retábulo intensamente decorado dá a este lugar de culto grande solenidade.


Para o lado contrário da estrada do Mosteiro, vamos chegar a Moreira, uma localidade dedicada a São Domingos.
A Capela de São Domingos não é a primitiva. Desta foram aproveitadas duas tábuas maneiristas do retábulo-mor.  Nas fachadas, destaca-se  a Via Sacra gravada  na cantaria  e a cruz sobre a sineira que tem as hastes trilobadas.


Deixamos Moreira para trás e seguimos para Feitais, a última aldeia da freguesia.
Esta pequena povoação teve origem   numa Quinta, que foi crescendo junto à ribeira de Carapito.
A padroeira de Feitais é Nossa Senhora de Fátima e a sua capela é recente.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!





sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Porque é Fim de Semana: Penaverde

Porque é Fim de Semana, vamos prosseguir na descoberta do nosso país, mais concretamente na zona centro e no concelho de Aguiar da Beira, do distrito da Guarda. 
Desta vez, vamos para a freguesia de Penaverde, que é constituída pela sede de freguesia e por mais cinco povoações:  Prado, Mosteiro, Moreira, Urgueira e Feitais. 
Penaverde é  uma povoação muito antiga. Embora se desconheça  a data da sua fundação, existem nas proximidades necrópoles com diversas sepulturas antropomórficas  escavadas na rocha, que atestam a antiguidade da presença humana na região. 
Recebeu foral de D. Sancho II a 12 de Julho de 1240, passando a  vila e sede de concelho,  sendo constituído pelas freguesias de Dornelas, Forninhos, Penaverde e Queiriz. D. Manuel concedeu-lhe foral novo em Lisboa a 17 de Julho de 1514.
Foi anexada ao concelho de Trancoso em 1896, que suprimiu o concelho de Aguiar da Beira, voltando a este quando restaurado por decreto de 13 de Janeiro de 1898.
Tem como orago  Nossa Senhora da Purificação (Nossa Senhora das Candeias), venerada na sua Igreja Matriz. 

Esta Igreja é constituída por uma nave, uma capela-mor, uma sacristia e uma torre sineira. No seu interior, destaca-se o coro-alto, o baptistério sob a base da torre e os retábulos colaterais de talha dourada e policromada de estrutura tardo-barroca.
Sofreu obras, nos anos de 1965 a 1967 e apresenta a forma de cruz. No centro o altar-mor faz a união entre o corpo da igreja, o transepto e a sacristia, que se situa nas costas do mesmo.

Existe ainda uma outra capela em Penaverde, a Capela de Santiago.


Data do século XVII, tendo sido alterada no século XVIII e ampliada no século XX. 
Foi construída num estilo vernáculo muito simples, destacando-se o remate das fachadas em cornija em papo de rola e o retábulo-mor.

Do Património de Penaverde destacam-se ainda:

- Pelourinho

Construído em granito tem um fuste octogonal encimado por uma pirâmide oitavada.

- Antiga casa da Câmara. 

- Sepulturas antropomórficas  escavadas na rocha.




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Localidades Homónimas: Barreiro

Continuamos a descobrir povoações com o mesmo topónimo.
No distrito de Coimbra encontramos uma aldeia com o nome  Barreiro, que pertence à  freguesia  de Vila Nova do Ceira e ao concelho de Góis.


Existe também uma cidade, sede de concelho no distrito de Setúbal. 
O Barreiro teve a sua origem numa pequena povoação ribeirinha, inicialmente dedicada à pesca e à extracção do sal.
Foi   elevada a vila em 1521 e  a cidade a 28 de Junho de 1984.

A exploração das linhas férreas até Vendas Novas e até Setúbal vieram desenvolver bastante  o Barreiro, mas o maior desenvolvimento desenvolveu-se sobretudo  sob a alçada do empresário Alfredo da Silva que fundou a Companhia União Fabril (CUF).



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Pavê Delícia de Abacaxi

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
2 latas de leite de vaca – medida da lata de leite condensado
2 gemas
1 colher (sopa) de maisena
1 lata de abacaxi em calda
1/2 xícara (chá) de sua bebida preferida
1 pct tipo biscoito champagne
1 caixinha de creme de leite faz chantilly
50g de coco seco ralado


Modo de Preparo:
Misture o leite condensado, o leite, as gemas, a maisena e leve ao fogo, mexendo até engrossar. Deixe esfriar e reserve.
Abra a lata de abacaxi, reserve algumas fatias para a decoração e pique o restante. Misture a calda do abacaxi com a bebida escolhida e umedeça os biscoitos (eu sempre uso vinho branco seco).
Forre o fundo de uma fôrma retangular média com parte dos biscoitos, despeje o creme reservado e o abacaxi picado. Disponha o restante dos biscoitos umedecidos, cubra com o chantilly e com o coco ralado.
Decore com as fatias de abacaxi. 
Leve para gelar.

A imagem pode conter: comida





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Freguesia de Forninhos: Valagotes

Forninhos tem como anexa a povoação de Valagotes.


O orago deste lugar é Santo António.
Inicialmente havia uma Capela , hoje chamada Capela Velha de Santo António, onde se destaca o portal em arco abatido, com a moldura composta pelas aduelas do arco. Sobressaem também as cruzes da sineira e da empena trevadas e, incisas nos silhares, na mesma encontram-se as cruzes da Via Sacra, contendo a simbologia do Calvário, na fachada.
Actualmente, existe uma outra Capela maior, a  Capela  Nova dos Valagotes. 




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Artesanato





Com o Dia de Reis, acabámos a quadra natalícia. Encerrando esta época aqui, no blog, partilho mais alguns dos meus trabalhos artesanais, com os quais presenteei algumas das minhas amigas.

Anjos




Sagrada Família







Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Porque é fim de semana: Forninhos

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta de mais algumas  localidades portuguesas do concelho de  Aguiar da Beira, em Forninhos.


Situada na extremidade Sul do concelho, a freguesia é atravessada pelo Rio Dão, Ribeira de S. Pedro, Ribeira de Cabreira e Ribeira da Serva e dela faz parte, para além da sede de freguesia, a localidade de Valagotes  .
Região de ocupação muito antiga, onde se conhecem vestígios desde a época do Neolítico(cerca de 3500 a.C.).
Mais tarde foi ocupada por vários povos invasores  como foram os casos dos Celtas, Lusitanos, Romanos, Suevos, Visigodos e Árabes. 



Nalgumas casas da povoação, são visíveis  marcas que se parecem com os motivos cruciformes característicos da civilização judaica.  Estas marcas são alvo de alguma controvérsia entre os investigadores. Se por um lado, uns alegam que as cruzes existentes nas ombreiras das portas serão originárias dos cristãos-novos , outros defendem  que as mesmas  pretendem pedir a protecção divina.
Fica a dúvida, pois não existe documentação que defenda qualquer destas teorias.
Em 1896, quando o concelho de Aguiar da Beira foi extinto, Forninhos foi anexado ao concelho de Trancoso.  Em 1898, Forninhos passou novamente  para o concelho de Aguiar da Beira, após o mesmo ser restaurado.


A padroeira da aldeia é Santa Marinha.
Na igreja Matriz destaca-se a pia batismal com uma taça monolítica em granito e o púlpito com mísula volutada.
Ao nível religioso, existe ainda próximo da aldeia, o Santuário de Nossa Senhora dos Verdes, classificado como Imóvel de Interesse Público.




A Capela datada do século XVIII,  tem no seu interior  um importante conjunto de talha barroca, composta pelos retábulos e pelos tectos de caixotões. 



Na freguesia existe ainda um importante património referente ao passado. São os casos do Castro de S. Pedro dos Matos (Gralheira), as ruínas da aldeia de S. Pedro, a Cadeira da Rainha, o Marco Geodésico, a Forca, os Lagarinhos e as Dornas.


Fotos da Internet.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Localidades Homónimas: Carapinhal


O post de hoje vai ser dedicado às localidades homónimas e vamos descobrir as povoações denominadas por Carapinhal.
Começo no distrito de Coimbra:


- No concelho de Góis e na freguesia de Vila Nova do Ceira, existe uma aldeia com o nome de Carapinhal que  em 1527, aparecia mencionada no censo, como tendo um fogo.
Nesta povoação  são frequentes as casas mais antigas, construídas com os materiais típicos da região.
A padroeira do Carapinhal é Nossa  Senhora da Conceição.


- No concelho e freguesia de Miranda do Corvo existe outro Carapinhal que tem como orago São Silvestre.


No distrito de Leiria, existe uma outra localidade com o mesmo topónimo, no concelho de Figueiró dos Vinhos.


No distrito de Viseu, também há um Carapinhal na freguesia de Cortegaça e no concelho de Mortágua. 
Esta povoação que se encontra em franco crescimento, tem como orago  Nossa Senhora dos Aflitos.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Aldeias da freguesia de Eirado

Da freguesia de Eirado fazem parte as localidade de Antela,  Barranha e Carregais.


Antela é uma pequena localidade que tem como padroeiro São José.

A aldeia de Barranha fica situada nas proximidades do rio Dão.
Tem como orago Santo António. 



Carregais tem como orago é S.João.


Com interesse existe, ainda na povoação, um calvário em granito.




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




terça-feira, 1 de janeiro de 2019

R. F. da Ribeira de Celavisa: 3º Encontro de Cantares do Ciclo Natalício-“Do Natal aos Reis”

Da Associação do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa recebi o pedido de divulgação de mais um dos seus eventos, a realizar no próximo dia 6 de Janeiro, que passo a transcrever:

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, juntamente com a Junta de Freguesia da Misericórdia, levarão ao cabo a 3ª edição do evento “Do Natal aos Reis”, que consiste num Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais da época.
O evento terá o seguinte horário:
16h00m - Abertura do espetáculo com sessão solene
16h15m - Atuação dos Grupos de Folclore:
  1.Grupo Folclórico e Etnográfico de
  Alfarelos Soure - Beira Litoral Mondego 
  2.Grupo Enográfico “Danças e Cantares do
  Minho” - Alto Minho
  3.Rancho Folclórico da Ribeira de
  Celavisa - Arganil - Beira Serra


Deste modo singelo convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! Venha conviver, divertir-se a conhecer um pouco mais das tradições deste belo país "à beira-mar plantado".
Contamos com a vossa presença e o vosso apoio, conforme tem sido habitual ao longo destes anos. Só assim continuamos motivados para levar o nosso trabalho a bom porto.

Esperamos por si...





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!