Powered By Blogger

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Pelos Caminhos de Portugal: Porto

Para um fim de semana radioso e aprazível, nada melhor que o desfrutar em  agradável companhia, num passeio à descoberta do nosso bonito país. Foi assim que passei o meu, em companhia dos elementos da Universidade Sénior de Odivelas, com os quais já fiz outros passeios e onde sempre me senti em família. 
Desta vez, fomos até ao Norte do país e foi-nos possível, para além de participar num arraial minhoto na Quinta do Santoinho, descobrir belos recantos de algumas cidades do norte do país.
Partimos de Odivelas em direcção ao Porto, fazendo apenas uma paragem para o pequeno almoço. 

 photo DSC00958.jpg

Chegados à Invicta,  dirigimo-nos à Ribeira, onde o almoço nos esperava, passando por algumas das mais emblemáticas pontes da cidade.

Porto photo DSC00978.jpg


Após o almoço, seguimos para uma visita cultural ao Palácio da Bolsa, ali bem próximo do  local onde tínhamos almoçado.
Este é um edifício notável, mandado construir no século XVIII, por D. Maria II para ser a sede da  Associação Comercial do Porto.
Porto photo DSC00973.jpg

Atualmente, algumas das suas salas estão abertas ao público, com visitas guiadas e são também  cedidas para os mais diversos eventos da cidade.
Sendo uma visita imperdível, lá fomos até à  sala de audiências do tribunal  onde fomos recebidos   por uma guia, que nos acompanhou e que nos prestou as primeiras informações.
Esta sala foi o local onde, no século XIX, funcionou o  tribunal do comércio e onde eram resolvidos os conflitos surgidos no decorrer desta actividade. O teto e paredes são cobertos por  majestosas pinturas, representando entre outros, ofícios,   vindimas, comércio do vinho no Douro e aspectos ligados à Justiça ao longo dos tempos.  
Atualmente nesta sala já não  se realizam audiências  mas é utilizada em cerimónias de entronização da Confraria do Vinho do Porto.
Saindo da sala de audiências prosseguimos a visita pelos outros salões, todos eles  de estilos arquitectónicos diversos, devido a cada um ter sido projectado por um arquitecto diferente. 
Apesar disso, todos eles são duma beleza e grandiosidade que fizeram com que o Palácio da Bolsa fosse classificado Património Mundial pela Unesco.
A Sala Dourada representa o estilo império. É uma bela sala  com um magnífico teto de estuque coberto de folha de ouro e pavimento feito de madeiras preciosas.
A Sala do Presidente é também ela  magnífica. Sendo a mais  pequena  não deixa de ser igualmente bela podendo, da sua  varanda, desfrutar duma vista espetacular sobre o Porto antigo.
A Sala dos Retratos tem um magnífico soalho de marchetaria onde nos foi dado apreciar a famosa mesa do entalhador  Zeferino José Pinto. Nas paredes, as fotos dos últimos seis reis da dinastia de Bragança completam a decoração.
A Sala das Assembleias Gerais  é o local onde se realiza anualmente a assembleia-geral da Associação Comercial do Porto. É também uma sala grandiosa onde, em vários locais, a pintura no estuque imita, de forma realista, a madeira e o bronze.
                Porto - Pal photo DSC01066.jpg

Por fim, visitamos o  Salão Árabe,  a jóia do palácio pela sua imponência e grandiosidade. Esta sala, inspirada  no Palácio de Alhambra em Granada,  foi ricamente decorada para impressionar os representantes dos países com os quais se queriam iniciar relações comerciais, devendo mostrar sinais de opulência e esplendor que não deixassem indiferentes todos aqueles que nos visitavam para negócios.
Visitado o palácio, saímos para a segunda visita, desta vez em Gaia.
  photo DSC00957.jpg
Atravessamos a ponte de D. Luís e seguimos para as Caves Ferreira. 
Ali fomos recebidos e conduzidos pela história destas caves bem como da família que a originou. 

Gaia - A Ferreirinha photo DSC01020.jpg


No final, uma prova de degustação deste precioso vinho, encerrou a visita à qual se seguiu a  viagem, a caminho do nosso destino do dia, Viana do Castelo.

 photo DSC01094.jpg
Rio Lima e Viana do Castelo

 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Porque É Fim de Semana: S. Martinho da Cortiça

Porque é fim de semana, vamos regressar à serra do Açor e continuar na descoberta de algumas das suas aldeias. Ainda no concelho de Arganil, vamos para a freguesia de S. Martinho da Cortiça.


S. Martinho da Cortiça é uma povoação, sede duma das 18 freguesias do concelho de Arganil.
Atravessada pela estrada da  Beira, foi ponto de passagem obrigatória para o trânsito internacional. O rio Alva, após a construção da barragem das Fronhas, propiciou várias actividades que poderão ter grande influência no desenvolvimento turístico da região.

A freguesia é constituída por 24 aldeias: Ponte da Mucela, Mucelão,Sobreira, Quinta da Cortiça, Cortiça, Cavaleiro, Teixugueira, Carapinhal, São Martinho da Cortiça, Vale de Matouco, Vale de Moinho, Fronhas, Saíl , Fonte Furada, Vale de Espinho, Portela da Urgueira, Urgueira, Pombeiras, Abrunheira, Sanguinheda, Catraia dos Poços, Olival da Mina, Vale de São Martinho e Poços.

Do património de S. Martinho da Cortiça faz parte a Igreja Matriz dedicada a S. Martinho. Construída em grés regional, tem o brasão  dos Cunha de Pombeiro a encimar a porta principal. 

Foto - Panoramio
Entrando na igreja, podem-se  apreciar a capela-mor com um belo retábulo de finais do séc. XVII e duas capelas laterais com retábulos do século XVIII. O púlpito de calcário está assente em duas mísulas, e é marcado com o leão dos Castelo Branco. De realçar também esculturas de calcário de finais do século XVI, que pertenciam à igreja velha, uma imagem da Virgem com o Menino, do séc. XVI-XVII e outra de estilo gótico, representando Santo Bispo, do séc. XVI.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

IV Encontro de Folclore


Após o êxito de anos anteriores, o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva vai organizar no próximo Domingo, dia 18 de Maio, na SFUAP na Cova da Piedade( Almada),  mais um grande Encontro de Folclore.
Estarão presentes, para além do grupo organizador,  grandes grupos e ranchos folclóricos.
O evento terá início às 14h 45m, com um grandioso desfile, com todos os grupos participantes, pelas ruas da Cova da Piedade.
Será, certamente, mais um sucesso como tem acontecido em todas as iniciativas em que o G. D. C.  de Soito da Ruiva se tem envolvido.






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







quarta-feira, 14 de maio de 2014

Exposição em Arganil


A Câmara Municipal de Arganil, vai  realizar uma Exposição  subordinada ao tema  " Os Forais e a História do Municipalismo" que
decorrerá no átrio dos Paços do Município, a partir do próximo dia 16 de Maio, pelas 16 h, até ao dia 30 de Junho.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Imagens Falam Por Si I

Palavras para quê, se as imagens falam por si.

 
Fraga da Pena

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





segunda-feira, 12 de maio de 2014

Fraga da Pena

Fraga da Pena 
Entre as aldeias dos Pardieiros e da Benfeita, situa-se um dos mais belos e idílicos recantos da serra do Açor, a belíssima cascata da Fraga da Pena.



Este local paradisíaco está inserido na Área Protegida da Serra do Açor e é formado por uma cascata de água cristalina que se despenha de mais de vinte metros de altura, formando uma pequena lagoa e duma magnífica zona envolvente repleta de denso arvoredo.
  
Este é um espaço privilegiado pela natureza onde o murmúrio das águas e o canto dos passarinhos dão uma sensação de paz e tranquilidade a quem o visita.
  
Quem apreciar um banho bem frio, pode aproveitar a lagoa mas, para mim, o melhor é explorar a encosta que ladeia a cascata, subindo a íngreme escadaria, de acesso ao moinho ou ficar sentada num dos bancos a contemplar a paisagem envolvente. 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Porque É Fim de Semana: Serra da Arrábida

Faz algum tempo que, à sexta feira, costumo sugerir um passeio para descobrir ou conhecer melhor as aldeias da serra do Açor. Hoje resolvi mudar e a sugestão de fim de semana  será aqui bem pertinho de minha casa. Como não podia deixar de ser, será uma serra: a serra da Arrábida.

Serra da Arr photo DSC00806a.jpg

Esta serra situada na margem norte do estuário do Sado, está coberta por uma densa e característica vegetação formando o Parque Natural da Arrábida.

Serra da Arr photo DSC00788.jpg

As suas encostas chegam abruptamente ao mar, onde  pequenas enseadas dão origem a magníficas praias: GalaposGalapinhos,  Praia dos Coelhos, Figueirinha e Portinho são excelentes locais  de águas límpidas e transparentes, que convidam a um mergulho refrescante.

Portinho da Arr photo DSC00810.jpg

Em plena serra, rodeado por denso arvoredo, surge o Convento de Nossa Senhora da Arrábida, um edifício do século XVI, que pertenceu aos monges franciscanos. 


Perto, na encosta surgem cinco pequenas construções, que se crê terem sido utilizados pelos monges  quando faziam meditação.

Serra da Arr photo DSC00802.jpg

Este é, sem dúvida, um passeio que recomendo. Para além duma soberba paisagem e do ar puro e saudável e das belas praias existem, por toda a serra,  recantos idílicos e parques onde  se podem fazer agradáveis piqueniques.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






quinta-feira, 8 de maio de 2014

Esta Lisboa Que Eu Amo: Fado de Lisboa

Apesar de existirem várias teorias, a origem do fado é ainda desconhecida, mas sabe-se que se tornou conhecido  na primeira metade do século XIX, cantado  por marinheiros, pelas ruas de Lisboa. O povo,em especial as classes mais desprestigiadas, foram contagiados por aquela música e passou também a cantá-lo pelas ruas da cidade e,  à noite, nas tabernas e bordéis de alguns bairros. Os temas eram, muitas vezes, a saudade, o destino e estórias de amor dramáticas e violentas. 

Fado na A. M. Redondos


Os fadistas eram acompanhados pela guitarra portuguesa com os seus trinados umas vezes tristes e dolentes, outras fortes e animados. 
Devido à sua marginalidade, era uma atração para os boémios mas, em pouco tempo, intelectuais e nobres, que inicialmente o tinham rejeitado, renderam-se aos seus encantos. Aos poucos, o fado tornou-se o símbolo da cidade de Lisboa.

Fado na A. M. Redondos

Durante a década de 30 do século passado, surgiram as primeiras casas de fado e os fadistas tornaram-se profissionais. Gravaram discos que que ao passar  nas rádios levaram o fado a todo o país. A canção de Lisboa tornou-se na canção nacional. 
O fado foi evoluindo e, os temas, outrora de “faca e alguidar”, ganharam uma vertente mais poética com a introdução de letras de grandes poetas nacionais. 
Com o aparecimento de Amália Rodrigues o fado conheceu o seu apogeu, levando-o consigo para além fronteiras. 


   



Alguns dos nossos fadistas são disputados por grandes casas de espectáculos do estrangeiro e, a nossa música ganha notariedade em todo o mundo, ao ponto de ser considerada Património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO. 



Paralelamente, o fado amador continuou o seu percurso, ao ponto de alguns dos fadistas mais conceituados terem aparecido em sessões de fado vadio. 
É este tipo de fado que frequentemente é cantado na Associação de Moradores dos Redondos, em Fernão Ferro a que assisto sempre que posso. As imagens do post são da última sessão em que estive presente.



 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Esta Lisboa que Eu Amo: Pontes de Lisboa

Durante muitos anos a travessia entre as duas margens do Tejo era feita exclusivamente por transportes fluviais. 

 photo P9140039.jpg
Há muito que se sonhava com uma ponte que viesse ligar Lisboa e Almada e, a  5 de Novembro de 1962 iniciaram-se os trabalhos de construção, que viriam a terminar em 1966. Assim, no dia 6 de Agosto de 1966, era inaugurada com pompa e circunstância, pelas mais altas  individualidades portuguesas da época,  aquela  a que deram o nome de Ponte Salazar
Inicialmente,  veio possibilitar a ligação do trânsito rodoviário entre as duas margens do Tejo , apesar de ter sido projectada para a circulação simultânea de tráfego rodoviário e ferroviário.
Após a revolução do 25 de Abril de 1974, a ponte foi  rebaptizada, passando a chamar-se Ponte 25 de Abril.
Esta obra veio a  ter uma grande influência no desenvolvimento da margem sul, tornando-se exígua para as necessidades da travessia entre as duas margens, havendo  necessidade de se proceder à elaboração do projecto para o tráfego ferroviário, que veio a ser inaugurado, a 30 de Julho de 1999.
  photo Lisboa-Ponte.jpg 
No entanto, o aproveitamento total desta ponte não foi suficiente para suprir as necessidades e novas pontes começaram a ser idealizadas pelos nossos governantes. Após várias localizações, foi escolhida aquela que viria a ligar as duas margens entre Sacavém e Alcochete que possibilitaria a travessia de trânsito de pesados sem ter que atravessar Lisboa, aliviando a outra ponte  frequentemente congestionada de tráfego.
A inauguração desta nova ponte baptizada por Ponte Vasco da Gama, deu-se no dia 29 de Março de 1998, após intensos trabalhos com grandes preocupações com o impacto ambiental devido à sua localização numa zona protegida (Parque Nacional do Estuário do Tejo).
Nessa mesma data foi servida, em cima da ponte, uma feijoada que entrou para o Guiness Book, como a maior feijoada do mundo. 
Estas duas pontes passaram a fazer parte dos "cartões postais" da cidade de Lisboa, pela sua beleza e vista panorâmica que delas se podem desfrutar. 

Foto: Correio da Manhã
 Ao fim de 16 anos da construção desta última ponte, os problemas de tráfego na travessia do Tejo não foram solucionados. Já se pensaram em várias outras pontes alternativas às existentes mas a crise financeira, que atravessamos, interrompeu os estudos que se estavam a fazer e, em hora de ponta a travessia entre as duas margens continua a ser um problema.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Esta Lisboa Que Eu Amo: Quiosques

Os quiosques têm sido, ao longo dos tempos, uma presença  em vários locais, surgindo na  cidade de Lisboa, em finais do século XIX.
Após uma fase em que caíram em desuso, voltaram a "ser moda" em Lisboa. Espalhados pela cidade, podemo-los encontrar em cores e modelos variados e neles adquirir  revistas, jornais e  tabaco,  para além de poder saciar a sede com um refresco ou matar a fome com  um petisco ligeiro.

Cais do Sodré




Jardim de Santa Catarina
 
Obrigada pela sua visita. Volte sempre. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O Cacilheiro

Após umas férias na aldeia e, de regresso a casa, aqui deixo um poema de Ary dos Santos, acerca dum dos símbolos da região onde habito.

O  CACILHEIRO 


Lá vai no mar da Palha o cacilheiro,
Comboio de Lisboa sobre a água;
Cacilhas e Seixal, Montijo mais Barreiro,
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

Na ponte passam carros e turistas
Iguais a todos os que há no mundo inteiro,
Mas, embora mais caras, a ponte não tem vistas
Como as dos peitoris do cacilheiro.

Leva namorados, marujos,
Soldados e trabalhadores,
E parte de um cais
Que cheira a jornais,
Morangos e flores.
Regressa contente,
Levou muita gente
E nunca se cansa.
Parece um barquinho
Lançado no Tejo
Por uma criança.

Num carreirinho aberto pela espuma,
Lá vai o cacilheiro Tejo à solta,
E as ruas de Lisboa, sem ter pressa nenhuma,
Tiraram um bilhete de ida e volta.

Alfama, Madragoa, Bairro Alto,
Tu-cá tu-lá num barco de brincar,
Metade de Lisboa à espera do asfalto,
E já meia saudade a navegar.

Leva namorados, marujos,
Soldados e trabalhadores,
E parte de um cais
Que cheira a jornais,
Morangos e flores,
Regressa contente,
Levou muita gente
E nunca se cansa,
Parece um barquinho
Lançado no Tejo
Por uma criança.

Se um dia o cacilheiro for embora,
Fica mais triste o coração da água,
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

Ary dos Santos 


 photo P9140052.jpg



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.