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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bolo de Chocolate com Laranja

 
Esta receita encontrei na net  e vou experimentar num dos próximos fim de semana.

Ingredientes:


4 ovos
1½  chávena (chá) de açúcar
1½ chávena (chá) de farinha de trigo
½ chávena (chá) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
½ chávena (chá) de sumo de laranja
½ colher (chá) de raspas de laranja

Preparação:
Bata as claras em castelo e reserve. Misture as gemas com o açúcar, coloque a farinha de trigo o chocolate em pó e o sumo de laranja, bata bem. Então adiciona o fermento, as raspas e as claras em castelo e mexa delicadamente. Despejar numa assadeira untada e assar normalmente.
Depois de pronto, deixe arrefecer e pode servir assim ou enfeitar a gosto.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Luto no Sobral Magro



Mais uma imagem que não se voltará a repetir.
Faleceu ontem em Arranhó ( Bucelas ), a Maria dos Anjos Gama. 
Foi durante muitos anos minha vizinha na aldeia. Ali nos acompanhou de perto até  à mudança para uma nova habitação. Hoje seguiu para o cemitério da sua aldeia natal onde,  junto ao marido, o saudoso Manuel Joaquim, fixará a sua última morada.
À família enlutada, apresento as minhas sentidas condolências e à  Maria desejo que a sua alma descanse em paz.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




domingo, 12 de junho de 2011

Festa no Colcurinho

Domingo do Espírito Santo era em tempos um dia de grande festa na serra do Açor. 
As povoações ficavam despovoadas pois todos os caminhos iam dar ao alto do Colcurinho para a festa da Nª Sª das Necessidades.
Apesar de estarmos longe das grandes festas de antigamente,este ano a festa foi bastante concorrida.
As fotos que se seguem são do Alcídio Melo e mostram a todos quantos não puderam estar presentes, alguns aspectos da festa religiosa.







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Festa no Colcurinho

As festas populares de Verão estão à porta. A serra do Açor prepara-se para uma das suas  festas mais antigas da região,em honra de  Nossa Senhora das Necessidades,  no Monte do Colcurinho.

Este ano,  comemoram-se  os 640 anos do aparecimento da Virgem  no monte do Colcurinho a uns pastorinhos que por ali andavam com os seus rebanhos. Nesse local, de onde se avistam grande parte das terras beirãs, foi construída uma pequena ermida em honra de Nª Sª das Preces que por dificuldade de acesso e de manutenção acabou por ruir. Conta-se que a imagem foi  mudada para o Vale de Maceira onde foi construído um grandioso santuário, que passou a ser palco de grandes romarias, onde afluíam peregrinos dos mais diversos locais do país.
Mais tarde, no  monte do Colcurinho, no local da aparição, foi construída de novo uma outra capelinha em louvor à Virgem, agora com o nome de Nª Sª das Necessidades.
A sua festa anual realiza-se no próximo dia 12 de Junho e o Programa é o seguinte:



Esta é uma  festa religiosas  que   atraí ao local um grande número de pessoas. As povoações em redor são  devotos fervorosos da Nª Sª das Necessidades e a ela dirigem as suas orações em tempos de aflição.  Muitas vezes, é no dia da festa que se deslocam ao local para agradecer à Virgem os pedidos obtidos e cumprir as suas promessas.
Esperamos que no próximo dia 12 os devotos acorram a este belo local  da serra do Açor e que o dia esteja radioso para que,  para além das cerimónias religiosas, possam usufruir da magnífica paisagem que o local proporciona.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


Feira das Freguesias em Arganil




Durante o próximo fim de semana, um fim de semana prolongado, existem na serra do Açor, várias ofertas   para passar uns dias agradáveis. Para além da festa da Nª Sª das Necessidades, realiza-se também a tradicional Feira das Freguesias, em Arganil.
Lá estarão presentes representações culturais e gastronómicas da minha freguesia, a freguesia  de Pomares, nomeadamente o Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva, o Grupo Etnográfico Raízes do Sobral Gordo e a Filarmónica Pomarense. 
Ainda está a tempo de se preparar para uma escapadela de fim de semana na serra do Açor.  Para quem não possa por lá passar os dias todos, o Soito da Ruiva preparou uma excursão para  Domingo, o dia  da  exibição dos vários grupos da região.

A  saída será do Centro Sul (Cova da Piedade) no dia 12 de Junho com o seguinte programa.
07h30 – Saída do Centro Sul – Almada
           – Almoço na Tasquinha da Freguesia de Pomares (Sopa do dia / Migas de Bacalhau / Lombo de porco assado / sobremesa e bebidas incluídas)
           – Tempo livre para assistir às actuações previstas para essa tarde – Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva, Grupo Etnógráfico Raizes de Sobral Gordo entre outros.
19h30 – Regresso ao Centro Sul – Almada

Preços: 15 Euros por pessoa (crianças até 6 anos grátis)
Inscrições:
Teresa Neves – 963949800
Adelina Niz – 915676234




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Esta Tarde a Trovoada Caiu


- Sobral Magro , ontem debaixo de chuva e granizo -

 
 
Apesar de não parecer, estamos a poucos dias do início do Verão. O clima está bastante incerto e, se uns dias se faz sentir um  calor intenso e sufocante,  logo nos dias seguintes se registam fortes trovoadas, seguidas de chuva forte com queda de granizo dum tamanho preocupante que destrói as culturas já  em estado avançado.
Nos últimos anos temo-nos vindo a  habituar a estas situações fruto de anos e anos de desleixo e de ataques consecutivos ao ambiente que se tem vindo a reflectir nas condições meteorológicas.
Nestes dias assim, tristes e chuvosos, gosto de ficar sentada por detrás da vidraça, escutando a chuva a cair lá fora lendo boa poesia. 
É  de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) a poesia que hoje vos deixo. 
 
 
Esta Tarde a Trovoada Caiu 

Esta tarde a trovoada caiu Pelas encostas do céu abaixo Como um pedregulho enorme... Como alguém que duma janela alta Sacode uma toalha de mesa, E as migalhas, por caírem todas juntas, Fazem algum barulho ao cair, A chuva chovia do céu E enegreceu os caminhos ... Quando os relâmpagos sacudiam o ar E abanavam o espaço Como uma grande cabeça que diz que não, Não sei porquê — eu não tinha medo — pus-me a rezar a Santa Bárbara Como se eu fosse a velha tia de alguém... 
Ah! é que rezando a Santa Bárbara Eu sentia-me ainda mais simples Do que julgo que sou... Sentia-me familiar e caseiro E tendo passado a vida Tranqüilamente, como o muro do quintal; Tendo idéias e sentimentos por os ter Como uma flor tem perfume e cor... 
Sentia-me alguém que nossa acreditar em Santa Bárbara... Ah, poder crer em Santa Bárbara! 
(Quem crê que há Santa Bárbara, Julgará que ela é gente e visível Ou que julgará dela?) 
(Que artifício! Que sabem As flores, as árvores, os rebanhos, De Santa Bárbara?... Um ramo de árvore, Se pensasse, nunca podia Construir santos nem anjos... Poderia julgar que o sol É Deus, e que a trovoada É uma quantidade de gente Zangada por cima de nós ... Ali, como os mais simples dos homens São doentes e confusos e estúpidos Ao pé da clara simplicidade E saúde em existir Das árvores e das plantas!) 
E eu, pensando em tudo isto, Fiquei outra vez menos feliz... Fiquei sombrio e adoecido e soturno Como um dia em que todo o dia a trovoada ameaça E nem sequer de noite chega.


Alberto Caeiro




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Portugal-Noruega na Casa da Comarca de Arganil


Volto a Lisboa para passar o fim de semana. Desta vez para divulgar a próxima iniciativa da  Casa da Comarca de Arganil.
- Foto: Casa da Comarca de Arganil -

Esta casa regional foi fundada em Lisboa no dia  oito de Dezembro de 1929, denominando-se então como Grémio Regionalista da Comarca de Arganil. Após  a sua fundação, passou a ser o ponto de encontro dos naturais da região de Arganil, que ali se reuniam em convívio  para matar saudades dos amigos e assim se sentirem mais próximos do seu torrão natal tão distante. Sendo um local onde as referências,  memórias e ideais regionalistas estavam sempre presentes foi natural que se começassem a associar por povoações e se fundassem as conhecidas associações, ligas uniões e comissões de melhoramentos. Muitas delas fizeram desta Casa a sua sede e ali passaram a realizar as suas assembleias gerais, festas e outros eventos de cariz regionais.
A Casa da Comarca de Arganil foi palco de grandes acontecimentos e viveu durante muitos anos o seu  momento áureo.
Com a maior intervenção das autarquias junto das aldeias, as Comissões de Melhoramentos perderam alguma influência, os sócios e os  eventos diminuíram e. arrastaram a sua " Casa " para uma certa letargia.
Actualmente, a nova Direcção está a tentar inverter a situação e a  dinamizar o local de forma a torná-lo, de novo,  num ponto de encontro entre regionalistas.
Assim,  no próximo Sábado, vai proporcionar uma tarde de apoio à Selecção Nacional de Futebol, que passo a divulgar com o teor do e-mail que recebi.

Caros amigos!

No próximo Sábado, dia 4 de Junho, a nossa selecção continua a caminhada rumo à qualificação para o Euro 2012. A Casa da Comarca de Arganil prepara-se para receber todos os que queiram assistir pela televisão a este grande jogo, num grande convívio entre amigos.

 Das 15h00 ás 24h00 o bar da Casa estará aberto e não faltarão os petiscos como: bifanas, caldo verde, moelinhas, pratinhos de feijoada e os deliciosos “Caracóis à Comarca”. Para grupos grandes devem marcar mesa para casa.comarca.arganil@gmail.com  ou para Carlos Manuel 934919370. Também se podem inscrever no evento criado na página da CasadaComarca de Arganil no Facebook.

Divulgue este evento aos seus amigos e…Venha apoiar Portugal à Casa da Comarca de Arganil!

A direcção
Casa da Comarca de Arganil
Rua da Fé 23, 1º
LISBOA 1150-149
e-mail: casa.comarca.arganil@gmail.com

Considero esta iniciativa muito positiva pois é uma  forma de assistir ao jogo em convívio, junto dos seus conterrâneos, reforçando  os seus laços de união às origens e, duma maneira económica, passar umas horas  bem divertidas.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia da Espiga

Hoje deixei a Baixa de Lisboa e fui até ao campo para apanhar a espiga.
Não precisei afastar-me muito de casa. Como já várias vezes aqui referi, moro numa localidade em franco desenvolvimento mas que mantém ainda bem vincada a sua característica rural. Entre várias habitações existem ainda muitos terrenos em estado bruto  onde proliferam as ervas e  o mato. Foi num desses locais que  apanhei algumas das espécies que tradicionalmente compõem o ramo da espiga.



Agora, seguindo a tradição vou guardá-lo até ao próximo ano.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Esta Lisboa Que Eu Amo...

E hoje Dia da Criança, vamos deixar os Restauradores virando na Rua dos Condes e vou passar pela Rua das Portas de Santo Antão (Rua Eugénio dos Santos). É ali que se encontra uma sala de espectáculos que nos meus tempos de menina e moça, transportava a  criançada para o mundo encantado do circo - o Coliseu dos Recreios.

Lisboa - Coliseu dos Recreios


Este  grande local de espectáculos foi construído em 1890, sob a responsabilidade de vários engenheiros nacionais e estrangeiros e  contou, na sua construção, com  materiais  pouco comuns  na época como foi o caso do ferro. Ao longo dos anos, ali se realizaram   diversas manifestações artísticas e, após as últimas obras de remodelação, tornou-se num pavilhão multiusos, sendo  palco dos mais variados  acontecimentos da capital.

Lisboa - Sede do S. L. B.

Descemos a rua repleta de esplanadas e passamos junto à sede dum dos grandes clubes desportivos da capital, o Sport Lisboa e Benfica. Longe das épocas gloriosas, o seu símbolo ali aguarda por melhores dias. Passamos de novo no Rossio e dirigimo-nos agora para outra praça emblemática da baixa lisboeta: a Praça da Figueira.

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Neste local existiu em tempos um hospital ( Hospital de Todos os Santos), que foi destruído pelo terramoto de 1755. Durante a reconstrução da cidade, o Marquês de Pombal projectou para ali  um mercado que recebeu o nome de Horta do Hospital. Mudou várias vezes de nome sendo o último Praça da Figueira. Com o aumento de movimento na baixa da cidade, o mercado foi demolido em 1949 para construir uma rede viária que melhor escoasse  o trânsito. No centro da praça, uma estátua equestre homenageando o nosso rei D. João I observa o enorme movimento de pessoas e veículos que atravessam diariamente esta zona da cidade.
Por hoje ficamos aqui. Sentamo-nos na esplanada da Pastelaria Suíça para beber uma bica ou comer um delicioso gelado, enquanto observamos a imagem do antigo mercado da Praça da Figueira que vos deixo.


 
                Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Esta Lisboa Que Eu Amo ...

Continuo ainda em Lisboa. Vamos sair do Rossio e seguir em direcção a outra das praças mais bonitas da cidade: a Praça dos Restauradores.
Venham daí comigo.

Lisboa - Praça dos Restauradores


Dominando a   Praça encontra-se  um  monumento  em forma de obelisco comemorativo da restauração  da Independência de Portugal em 1640. No seu pedestal, duas belas figuras de bronze representam  a Vitória e a Liberdade.
À sua volta, podemos apreciar a arquitectura de alguns edifícios históricos. 

Lisboa - Praça dos Restauradores
 
De entre vários, destaco    o antigo cinema Eden, agora transformado num hotel ( o Orion Eden ) que  actualmente apenas mantém  a fachada original e Hotel Avenida Palace  com mais de cem anos de história, considerado por muitos um símbolo da cidade.

Lisboa - Praça dos Restauradores


O Palácio Foz,   inicialmente propriedade do Conde de Castelo Melhor mas que em  1889,  foi adquirido pelo marquês da Foz, que o transformou num dos mais ricos e  luxuosos palácios  de Lisboa. Actualmente,  é o local onde funciona  o  Posto de Turismo e o Instituto de Comunicação Social

Lisboa - Praça dos Restauradores


Situa-se também nos Restauradores o  antigo  Cinema Condes, hoje o Hard Rock Café que,  apesar de ser um edifício de arquitectura mais recente (1959 ), foi em tempos um belo palácio, propriedade  dos Ericeiras.
Lisboa - Av da Jiberdade
 
 
Entre o Rossio e a  Avenida da Liberdade, esta praça é um dos locais mais movimentados da capital do nosso país. Dali  partem várias artérias que a ligam ao resto da cidade. 

Lisboa - Elevador da Glória

A Calçada da Glória    liga os Restauradores  a um dos bairros mais típicos de Lisboa, o Bairro Alto. Na calçada  circula   o Elevador da Glória, um dos poucos ainda   em circulação na cidade.

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A Av. da Liberdade que termina na Praça do Marquês de Pombal, conserva ainda alguns dos seus originais edifícios. Ali  podemos encontrar vários hotéis, cafés, teatros e algumas das lojas mais luxuosas da capital. 
É muito agradável o percurso por  esta   bela artéria ladeada por árvores centenárias, lagos refrescantes e belas esplanadas situadas entre jardins e estátuas e seguir à descoberta doutros locais igualmente belos da cidade. 
 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Esta Lisboa Que Eu Amo

 
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Hoje vamos até à capital do meu país, Lisboa. 
Lisboa é a minha cidade, onde nasci e  vivi  mais de trinta anos e onde me desloco regularmente. Com bom ou mau tempo, esta é uma cidade que me deslumbra e onde descubro sempre mais belezas de cada vez que a visito.
O "post" de hoje refere-se ao  Rossio, uma das praças mais bonitas de Lisboa. 

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As pessoas passam por aqui todos os dias, apressando-se para irem trabalhar e raramente reparam na beleza do que têm à sua volta. Não é apenas a beleza dos seus monumentos e das suas fontes, ou a sua fascinante história... o Rossio é um livro vivo.

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Recentemente renovado, não perdeu contudo o seu misticismo... Sinta-o no Teatro Nacional D. Maria II, onde muitas peças foram, e são, representadas e vistas por reis e rainhas, nas fontes usadas no início de Outubro para baptizar os caloiros acabadinhos de entrar na universidade, nos cafés em tempos frequentados por personalidades portuguesas - e... sim... nas castanhas assadas que já se vendem na Praça do Rossio há muitos, muitos anos.

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No meio da praça está uma estátua de D. Pedro IV e a seus pés quatro figuras femininas representam a Justiça, a Sabedoria, a Força e a Temperança, qualidades atribuídas a D. Pedro.
A praça, ao início conhecida como 'Praça D. Pedro IV', ficou conhecida como Rossio entre os habitantes locais e continua a ser um ponto de encontro tradicional não só para os lisboetas, como também para todos os que visitam Lisboa. 

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Em estilo neo-manuelino, a estação de comboios do Rossio é um incrível monumento, que se situa entre a Praça do Rossio e os Restauradores e foi desenhada pelo arquitecto José Luís Monteiro. As oito portas combinam com as nove janelas e com o relógio incrivelmente decorado, situado no cimo da fachada.

A estação do Rossio é curiosa, na medida em que as plataformas de embarque se encontram a cerca de 30 metros acima da entrada principal. Daqui partem comboios para a encantadora região de Sintra, passando por Queluz.

Construída em 1886/87, esta estação foi recentemente renovada. A plataforma de embarque está agora ligada ao Metro e conta com um dos mais magníficos trabalhos: olhe para o tecto e deslumbre-se! Faça questão de visitar a estação do Rossio. Tenho certeza que não se arrependerá.





Fonte: http://www.strawberryworld-lisbon.com

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sábado, 28 de maio de 2011

Tela Musical

Este é um dos meus primeiros quadros pintados a óleo e foi feito a pensar  no meu filho. Ele gosta muito de música e essa foi a razão do tema escolhido.

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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mais uma Trovoada

Este ano, o país tem sido fustigado por várias vezes, com violentas trovoadas, algumas delas provocando problemas graves à população.
Embora sem consequências graves, a minha aldeia também tem recebido a   visita da intempérie. A última foi durante a tarde de hoje
As fotos que se seguem, da autoria do Alcídio Melo, comprovam o sucedido.

- A trovoada foi forte e a chuva intensa -

- De imediato, a água corria pelas ruas -

- A barroca encheu  e tinha este aspecto-

Felizmente, não tem havido problemas de maior, a não ser nas falhas de electricidade que nos últimos tempos têm sido frequentes.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Corre a água cristalina

No fim de semana, sabe bem um pouco de leitura. Deambulando pela net encontrei este lindo poema  em http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt/  que partilho com os leitores d' O Açor.
Corre a água cristalina


Corre a água cristalina.
Mata a sede é fresca e pura.
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura.




Traz colo de rosa.
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…




E traz um sorriso atrevido.
Um cântaro de mão na ternura.
Vem a sede à menina,
Mata a sede, fresca e pura,
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…




Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!




Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…


Rogério Martins Simões






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

II Mostra de Sabores e Lavores Tradicionais

 
No ano passado realizou-se a I Mostra de Sabores e Lavores Tradicionais de Vila Cova do Alva. Face ao êxito conseguido, realiza-se nos próximos dias 27, 28 e 29 de Maio a sua 2ª edição.
Uma boa sugestão para uma escapadela de fim de semana será uma visita a esta povoação  de gente simples, simpática e hospitaleira, recentemente incluída no Projecto "Aldeias de Xisto".
Vila Cova do Alva é uma vila muito antiga do concelho de Arganil, que foi conhecida pelo nome de Vila Cova de Sub-Avô até  1924. Actualmente é sede de freguesia mas, até 1836 foi sede dum próspero concelho agrícola. 
Para além das manifestações culturais da Mostra de Sabores e Lavores Tradicionais, de que deixo o Programa, Vila Cova oferece vários pontos de interesse a visitar dos quais se destacam a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma Professora na Serra V

As malas continuavam ali, ao cimo da escada, aguardando as pessoas que as iriam carregar para Pomares, onde a viriam buscar, para regressar a casa. Era assim na década de 50. Quando alguém abandonava a aldeia tinha que pedir ajuda para transportar os "carregos" durante os aproximadamente 6 km que separavam o Sobral Magro da sede de freguesia, o  local mais próximo com estrada.
Olhando mais uma vez para os montes sobranceiros à povoação, não conseguiu deixar de recordar mais alguns momentos que mais  marcaram a sua estadia na serra.
Cedo se  integrou perfeitamente no  ambiente onde vivera os últimos dez meses e tornou-se bastante amiga das jovens da aldeia. Todos os Domingos as acompanhava à Missa a Pomares. As conversas que tinham durante o percurso ajudaram-na a conhecer cada uma delas. Divertia-se com as estórias que lhe contavam e conhecia já todos os namoricos da povoação. Por outro lado, as raparigas da aldeia também já não iam a lado nenhum sem ela. Vivera momentos deliciosos, quando, ao fim da tarde,  iam dar "de comer" e ordenhar o gado. Aprendera mesmo a fazer queijo, a   cozer broa e adorava os longos  serões que passavam  à lareira. Ora em casa duma ora de outra,  faziam renda ou bordavam peças para os respectivos enxovais, ouvindo os mais velhos contar estórias de bruxas e lobisomens que muitas vezes lhe tiravam o sono.
Com o passar dos tempos, gerou-seu uma cumplicidade com algumas delas  maior do que a que tinha com  as suas colegas de escola e sabia que jamais as esqueceria bem como aos momentos vividos em conjunto.
Um sorriso encheu-lhe as faces. Naquela altura recordara-se duma cena passada durante uma das últimas noites. Duas irmãs tinham que ir regar durante a noite pois fazia muito calor. Em vez de passar o serão em casa, aproveitou para apanhar o ar fresco da noite e foi com elas. Sentara-se numa rocha desgastada duma #escaleira" e acabara por adormecer encostada à parede dum "cômbaro", enquanto as outras regavam entre as canas do milho, à luz duma lanterna.
Ao acordar, deparou com umas pequenas luzinhas que brilhavam nos degraus cimeiros da escaleira. Estremunhada chamou as raparigas que acorreram ao seu chamamento. Apontou para aquelas pequenas luzes  que ao acordar lhe pareceram maiores.
As raparigas soltaram uma sonora gargalhada que ecoou na barroca, no silêncio da noite ao mesmo tempo que gritavam:
-  É um luz-cu, é um luz-cu!
Na altura nem se atreveu a perguntar o que era um luz-cu mas, mais tarde, veio a descobrir que aquelas luzinhas não eram mais que  pirilampos.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.