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terça-feira, 13 de abril de 2010

Gerânios

Você confere tudo, sempre. Um dia não confere e , claro, tem erro.
(Lei de Murphy)

Há dias em que só fazemos disparates. Foi o que aconteceu ontem comigo. Tentando organizar os meus ficheiros no computador, acabei por fazer uma das magias, não próprias de um David Copperfield, mas de nabice pura e dei sumiço às minhas imagens. Não sei se as consigo recuperar sem levar o computador à lojinha de reparações. Até lá, ficam mais umas fotos que tirei hoje de manhã, no meu jardim. Desta vez, os gerânios foram os eleitos.







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 11 de abril de 2010

Domingo Com Mário Quintana

Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira. 
( Cecília Meireles )

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.


Mario Quintana




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sábado, 10 de abril de 2010

Primavera no Meu Jardim

A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
(Friedrich Nietzsche)

Uma vez mais levantei-me cedo. A manhã estava linda e depois de preparar o pequeno almoço, peguei no  tabuleiro e fui para o jardim. Ali , em contacto directo com a Natureza, saboreei a primeira refeição da manhã. À minha volta, as avezinhas chilreavam e esvoaçavam pousando, de vez em quando, sobre os troncos das árvores. Ali estive durante algum tempo, usufruindo daquela paz e tranquilidade, envolta no perfume dos jasmins que florescem em força, até que me decidi por preencher a manhã  com trabalhos de manutenção do jardim.


Após um inverno rigoroso, tentei limpar algumas das folhas estragadas, muitas delas pela  intempérie. No entanto, tenho ainda  um outro  problema para resolver, pois há  uma criação intensiva de caracóis no jardim, que  estão a  comer tudo o que é verde. Apesar disso, as flores estão a aparecer e  já dão maior alegria e colorido ao meu jardim.
O tempo foi passando sem que desse por isso e a manhã terminou com as fotos habituais. De entre elas, escolhi algumas orquídeas que vou partilhar com todos os meus amigos e seguidores.






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Histórias da Serra

Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade.
(Gottfried Wilhelm Leibniz)

Os  dias e meses passavam iguais a tantos outros. Era costume na aldeia, à hora da chegada do carteiro, as pessoas  juntarem-se na loja do tio Pereira, na ânsia da chegada de uma carta que desse para matar saudades dos familiares que trabalhavam em locais distantes.
                                      


- A loja do tio Pereira -

Naquela manhã invernosa, era ela quem esperava a correspondência que a mãe costumava receber do marido ou do filho.
O tio Pereira, com uma carta na mão, chamava cada nome escrito no envelope. Logo de seguida, surgia alguém que  a agarrava, exibindo um largo sorriso de felicidade.
Ela encostada a um canto, esperava ouvir o nome da mãe e, quando ouviu o dela, nem se apercebeu que era para si a carta que o ti Pereira levantava no ar ao mesmo tempo que dizia:
- Ó rapariga, tu não ouves?
Incrédula, recebeu a carta e apressou-se a  abandonar o local, tentando perceber de quem era aquela caligrafia que ela não conhecia.  Só quando saiu da loja virou a carta para descobrir o remetente. (Na altura, o remetente era escrito na parte de trás do envelope).
Entrou em casa e foi de imediato esconder-se no quarto, onde leu ansiosamente cada palavra escrita por aquele rapaz,  dono dos olhos  que não lhe saíam da cabeça, que lhe manufestava um amor sincero e cheio de boas intenções.
O seu desejo foi responder logo, "na volta do correio" mas, na época, não era de bom tom responder-se logo afirmativamente na primeira carta e, foi com alguma tristeza e revolta que cumpriu o papel "de se fazer difícil".
Ao fim de algum tempo e de algumas cartas de insistência,  iniciou-se o namoro com o devido consentimento paterno.
Ele, apesar dos seus 19 anos, ansiava por uma vida familiar que lhe desse a segurança e apoio necessários  para investir na sua vida profissional futura. No entanto, não o queria fazer sem ter a sua família organizada, pois pensava que só com uma companheira, com a qual tivesse uma grande cumplicidade, conseguiria atingiros seus ojectivos  que, por serem bastante ambiciosos, se avizinhavam difíceis.
Então no dia 20 de Novembro de 1948, com apenas 20 anos, os dois uniram as suas vidas com a cumplicidade dos  famíliares de ambas as partes. Após alguns dias, abandonaram a aldeia  e rumaram para Lisboa, onde iriam dar início a uma nova  vida.

montagem de fotos


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Preparação das Colmeias

Os dias prósperos não vêm ao acaso; são granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento.
(Camilo Castelo Branco)

Com a chegada da Primavera, os campos vestem-se de várias cores.
Na minha mais recente visita à aldeia, pude ver que a urze rosa domina a serra. No entanto, muitas outras variedades começam a enfeitar o mato espalhado pelas encostas dos montes.



São estas plantas do mato  que vão fornecer às abelhas, as flores onde elas vão tirar o pólen para fabricarem o delicioso mel da serra do Açor.
O meu pai sempre foi uma pessoa muito interessada pela apicultura e, ainda hoje, apesar dos seus 81 anos, gosta de manter em bom estado, as colmeias que tem espalhadas pela serra.


Ontem,  esteve a colocar  cera nos quadros que ficaram vazios,  deepois da última cresta.


Cuidadosamente colocou as placas de cera, que  comprou numa loja da especialidade, dentro dos quadros.



Depois, com uma espécie de resistência, aqueceu os arames que atravessam os quadros. Estes ao aquecerem, derreteram a cera que solidificou de novo quando arrefeceu. Cera e quadros, ficaram devidamente colados. Repetiu este processo com todos os quadros que, depois foi distribuir pelas alças das colmeias.


Este é um dos trabalhos necessários para, no Verão, ter uma boa colheita pois, desta forma, as abelhas começarão a produzir mel, sem ter que perder tempo a construir os favos.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

As Aves do Meu Jardim

Tempos virão em que matar um animal será um crime, como, hoje, é o homicídio.
(Leonardo da Vinci)


 Os raios de sol entravam pela janela entreaberta da casa de banho e inundaram  o meu quarto fazendo -me saltar da cama, com a ideia de ser muito tarde. No entanto, ao olhar para o relógio, vi que era bastante cedo. Abri as janelas  e deparei com uma linda manhã. Os passarinhos voavam alegremente, aproveitando aquele sol tão agradável.



Os melros que habitualmente fazem o ninho no loureiro do meu jardim, esvoaçavam à sua volta e de vez em quando poisavam no chão esgaravatando a terra, em busca de alimento.
Normalmente, fazem duas  criações durante o ano.


No final do ano passado,  guardei um dos ninhos e, há dias, coloquei-o novamente no local de onde o tirei. Espero agora que, os melros ou  qualquer outra avezinha o venham aproveitar.
Munida da máquina fotográfica,  fui  até ao jardim.
Sobre a rede de protecção do  lago, um outro passarinho de que não sei o nome (confesso a minha ignorância), bebia água calmamente.


Nos fios elécttricos, junto ao beirado da minha casa, duas andorinhas observavam o que se passava, talvez aguardando a sua vez para saciarem a sede.



Mais ao longe,  bandos de outras avezinhas cruzavam o céu com o seu alegre chilreio.
E foi assim que iniciei este lindo dia, onde verdadeiramente já se sente a Primavera.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caminhada na Serra

A natureza reservou para si tanta liberdade que não a podemos nunca penetrar completamente com o nosso saber e a nossa ciência
( Goethe )



Quando estou no Sobral Magro, tenho por hábito fazer algumas caminhadas. Desta vez, aproveitei para ir ver, no local, as obras de abertura da estrada, que há tempos aqui divulguei.
Comigo foi a Ana Teresa e, só não fizémos um percurso maior,  porque  sobre nós as nuvens pairavam ameançando a queda eminente de uma grande "carga de água", sobre nós.
Iniciámos a caminhada junto à Capela de São Domingos e deixámos para trás a aldeia.



Junto às alminhas do Soito, deixámos o caminho velho e seguimos por uma das várias estradas que os madeireiros construíram, para tirar a madeira das árvores ardidas na altura dos incêndios.



À  medida que subíamos, à nossa frente, a paisagem era esmagadora, de cortar a respiração.


Passámos vários outeiros e barrocas e, aos poucos, o Soito da Ruiva ficava mais perto de nós. Ao fundo os terrenos outrora cultivados e fervilhantes de vida,  agora  encontram-se desertos.


Continuando a subir, chegamos  à nascente da barroca do Vale da Fraga, uma das que tanta água forneceu  para regar os campos de cultivo.
E, finalmente chegamos ao Vale do Espinho, junto ao local onde se situa a nascente de água que serve o Sobral Magro.


Iniciámos então o percurso de regresso. Deixámos para trás o Soito da Ruiva,  tendo agora à nossa esquerda o Sobral Gordo.



Em  frente o Espinho e ao fundo, de novo o Sobral Magro que nos aguardava. E, assim percorremos a serra sob a ameaça da chuva que não chegou a cair.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Figuras da Serra: O Padeiro

A fome está para a comida como o entusiasmo para a vida.
(Bertrand Russell)

Mais uma Páscoa se passou na minha aldeia e os rituais cumpriram-se ao sabor da era moderna mas, tentando seguir um pouco da tradição dos nossos antepassados.
Longe  vão os tempos em que muitos padrinhos ofereciam aos seus afilhados como folar, um simples pão de trigo.
Na primeira metade do século passado, o pão que servia de  base na alimentação das populações serranas da freguesia de Pomares era feito com farinha de milho.  Era esse o cereal que melhor condições de cultivo encontrava na região e, raramente, se comia um "trigo" que  era considerado uma autêntica guloseima e, por essa razão, uma bela prenda, sempre muito bem recebida.
Quando eu era criança não gostava nada de pão de milho. Criada em Lisboa, os meses de Verão que passava na aldeia eram maravilhosos em tudo, menos no pão. Lembro-me bem da alegria que sentia quando, de longe em longe, apareciam no Sobral Magro as padeiras do Piódão, que cruzavam a serra, trazendo grandes cestos à cabeça, devidamente cobertos com um pano branco, carregados com pão de trigo. Passavam pela minha aldeia e seguiam de terra em terra, tentando vender o pão que poucos podiam comprar. Nesses dias, a minha avó lá me comprava uns papo-secos com que eu matava saudades do pão da cidade.
Para além das padeiras, havia também um padeiro, que vinha com o seu macho carregando os cestos do pão, como se pode observar na foto seguinte, tirada na aldeia da Sorgaçosa, também da freguesia de Pomares.

- Sorgaçosa: O padeiro -
(Foto: Helena Afonso)

Actualmente, já poucas pessoas fazem a tradicional broa de milho e, o pão com que   a população das localidades serranas  se alimenta é  quase exclusivamente o pão de trigo, que chega a cada aldeia transportado em carrinhas próprias, quer pela padeira de Avô, quer pelo padeiro de Aldeia das Dez.


- A padeira de Avô, há alguns anos atrás -



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa na Aldeia

Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos
( Albert   Einstein )

Mais uma vez estive no Sobral Magro para passar o fim de semana em família, vivendo uma das mais ancestrais tradições da aldeia: a Visita Pascal.
Apesar de, com a falta de sacerdotes não podermos ter a cerimónia presidida pelo pároco da freguesia, o compasso não deixou de se realizar.
É da Visita Pascal de hoje, o video que se segue:






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sábado, 3 de abril de 2010

Procissão

Uma vida sem religião é como um barco sem leme.
( Mahatma Gandhi )


Da autoria de António Lopes Ribeiro, e na voz de João Vilaret, este é um dos tema que eu considero intemporal.
Por essa razão, e porque está dentro do espírito da época, aqui fica o poema e o video que trouxe do YouTube.

Procissão

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Páscoa Feliz

As boas ações elevam o espírito e predispõem-no a praticar outras.
(Jean Jacques Rousseau)

Para todos os meus seguidores e amigos desejo uma:




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Meu Borrego Pascal

Indigestão é uma criação de Deus para impor uma certa moralidade ao estômago.
(Vitor Hugo)




Se o perú  e o bacalhau fazem parte da gastronomia do Natal, o borrego reina no Domingo de Páscoa.
No próximo Domingo, estarei na minha aldeia e o almoço vai ser borrego assado.
Deixo a receita:

(Imagem da Net)

1,5 kg de borrego
1 cebola
3 dentes de alho
1 colher de sopa de banha
1,5 dl de azeite
1,5 dl de vinho branco
2 colheres de chá de colorau
1 folha de louro
1 raminho de salsa
Sal e pimenta q.b.
Batatas q. b.
Arroz q. b.
Grelos q. b.
 

Esmago os dentes de alho e junto o sal, a pimenta, o colorau, a banha, um pouco de azeite e um pouco de vinho branco. Amasso tudo e barro todo o borrego com a massa que se formou.
Num tabuleiro, coloco a cebola, cortada em bocados, a folha de louro, a salsa e o borrego. Deixo temperado para o dia seguinte, para entranhar o sabor dos condimentos.
Levo então ao forno bem quente para assar. Entretanto, descasco  algumas batatas,  lavo-as, corto-as aos cubos e tempero-as com sal. Coloco-as de seguida no tabuleiro à volta do borrego e rego-as com o restante azeite.
De vez em quando, rego com vinho branco  e com o próprio molho.
Enquantoa carne  assa, faço um refogado ao qual junto alguns miúdos do borrego (fressura)  e deixo cozinhar. Junto  arroz e a água necessária e levo também ao forno.  Salteio os grelos num pouco de azeite e  alho que tempero com sal e pimenta.
Quando o borrego e as batatas estiverem assadas, sirnvo acompanhado com o arroz no forno e grelos
salteados.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Meu Artesanato

A alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais.
(Autor: Aristóteles)



Mais uma vez, dois dos meus trabalhos bordados  foram publicados numa das revistas do mês de Março, da Editorial Nascimento a Ponto de Cruz&Novidades
Nesta revista  saíram os seguintes trabalhos:
. Um paninho bordado  em ponto estrelado,  que pode servir de individual numa pequena refeição ou para colocar num tabuleiro. 



. Uma pequena toalhinha bordada em ponto de cruz, que já publiquei aqui, em Janeiro, mas que só agora saiu na revista.


De seguida,  junto o esquema para quem quiser aproveitar.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.