Powered By Blogger

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Porque é fim de semana: Freguesia de Nave de Haver

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades portuguesas do concelho de Almeida, indo para a Freguesia de Nave de Haver.



Situada na região fronteiriça,  a cerca de  22 km de Almeida e 8 km de Vilar Formoso, Nave de Haver pertenceu ao concelho de Vilar Maior, extinto pelo decreto de 24 de Outubro de 1855, passando ao concelho de Sabugal. Em 1883, foi anexada ao concelho de Almeida.
Da freguesia faz ainda parte a aldeia de Poço Velho.
Há alguns anos, faz-se em Nave de Haver uma exploração de volfrâmio por processos artesanais e com a mercantilização a ser objecto de contrabando. Relevo especial merecem as “arcoses” de Nave de Haver, onde há uma formação superficial de aluviões que apresenta uma concentração de minério (cassiterite e limonite) que justifica a sua exploração. Era famosa a produção de telha artesanal e aqui localizavam-se os únicos telhais do concelho que mobilizam muitas famílias.


Nave de Haver tem por orago São Bartolomeu. 
A sua igreja data do século XVII,   é feita de granito e tem algumas características do Maneirismo
Na fachada avista-se a torre sineira, com acesso exterior ao campanário e rematada por uma cornija saliente. 
A porta é em arco de volta perfeita, encimado por um pequeno óculo oval pequeno.
Existem ainda outros templos religiosos na povoação, como são os casos das:
- Capela de S. Pedro – Do séc. XVIII 



- Capela do Santo Cristo – Do séc. XVIII 



- Capela de Santa Bárbara – Do séc. XVIII 

Outro património da aldeia:
- Fontanário – Do séc. XIX



- Tanque – Do séc. XIX



- “Arcoses” Minerais (Cassiterite e Limonite) 
- Praça de Touros – Datada de 2003




Fonte e fotos da Internet




 Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quinta-feira, 4 de julho de 2019

Poesia de Eugénio de Andrade

           Última Canção

Se puderes ainda
ouve-me, rio de cristal, ave
matutina. ouve-me,
luminoso fio tecido pela neve,
esquivo e sempre adiado
aceno do paraíso.
Ouve-me, se puderes ainda,
Devastador desejo,
fulvo animal de alegria.
Se não és alucinação
ou miragem ou quimera, ouve-me
ainda: vem agora
e não na hora da nossa morte
- dá-me a beber a própria sede.

Eugénio de Andrade
    Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quarta-feira, 3 de julho de 2019

Templos Religiosos do Concelho de Arganil: Secarias

Continuamos o tema dos Templos Religiosos do Concelho de Arganil na aldeia de Secarias.
O padroeiro da povoação é São Sebastião. A sua igreja data do século XVIII e, segundo a crença popular, terá sido edificada no local onde existia uma antiga sinagoga. Da mesma época é a talha de madeira dos altares. 
Existe na igreja uma pequena imagem do século XVII, também em madeira que representa o Santo Pontífice.
Numa das laterais, o edifício tem uma torre sineira construída bastante mais tarde.
Durante as Invasões Francesas, foi uma das igrejas do concelho alvo de saque por parte das tropas napoleónicas.



Nas Secarias existe ainda uma capela dedicada a São Miguel, onde o principal destaque vai para uma imagem de calcário, do século XVI-XVII, representando a Virgem com o Menino.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




terça-feira, 2 de julho de 2019

Romaria de Nossa Senhora das Preces

É já no próximo fim de semana que terá lugar no Vale de Maceira (Aldeia das Dez), a tradicional roamaria em honra de Nossa Senhora das Preces.
Eis o Programa deste evento.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




segunda-feira, 1 de julho de 2019

Bolo de Verão

Após um período de ausência forçada devido a problemas de saúde com familiares, eis-me de regresso ao blog com uma receita de Verão.



Ingredientes:


Bolo de Fécula

6 ovos;
250 g de açúcar;
100 g de fécula de batata;
sumo de 1 limão;
1 colher de chá de fermento em pó.

Recheio

300 g de iogurte grego (usei sem açúcar);
1/2 abacaxi.

Cobertura

200 ml de natas
1 colher de sopa de açúcar;
1 colher de sobremesa de sumo de limão;
frutas variadas q.b. (morangos, abacaxi e cerejas).

Execução:

Forrar o fundo da forma com papel vegetal.
Bater as gemas com o açúcar até obter uma gemada leve e volumosa.
Misturar o fermento com a fécula de batata, juntar à gemada, batendo um pouco mais.
Adicionar o sumo de limão e incorporar bem na massa.
Bater as claras em castelo e juntar aos poucos à massa, envolvendo-as com uma espátula.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º C , durante 25 minutos.
Deixar arrefecer e desenformar.

Recheio e Cobertura

Cortar o bolo em duas partes idênticas.
Bater as natas com o açúcar e o sumo de limão.
Rechear, uma parte do bolo, com o iogurte e abacaxi cortado em pequenos pedaços.
Sobrepor a outra metade do bolo e barrar totalmente com o chantilly.
Laminar os morangos e dispor nas laterais.
Na parte superior marcar riscas no chantilly e cobrir com as cerejas descaroçadas, morangos laminados e abacaxi cortado em pedaços, da forma que mostra a imagem. Finalizar com cerejas inteiras e morangos contados ao meio e com o pé.


Fonte original todos os direitos reservados a: http://tentacoesobreamesa.blogspot.com


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quinta-feira, 20 de junho de 2019

Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa : Folk Misericórdia: Da Aldeia para a Cidade!

Embora temporariamente afastada das postagens no blog, não podia deixar de divulgar mais uma evento em que se encontra envolvido o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, transcrevendo a notícia de que me foi solicitada a divulgação.

NOTÍCIA
Folk Misericórdia: Da Aldeia para a Cidade!

Folk Misericórdia será um evento de cariz cultural, a ser realizado na Cidade de Lisboa, nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho!

A parceria entre o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa e a Junta de Freguesia da Misericórdia tem sido desenvolvida nos últimos anos, assente em pilares sólidos. Tal cooperação culminará com a organização deste evento, que se profetiza destacar da agenda cultural de Lisboa.

O evento será realizado no Mercado do Bairro Alto e no Jardim de São Pedro de Alcântara, um dos excelentes miradouros de Lisboa, que marcará o encerramento do Arraial de São Pedro de Alcântara. O seu cartaz incluí um programa rico em tradições e cultura, complementando deste modo os afamados arraiais alfacinhas.

A partir das 17h30 dos dias 27 e 28 de junho (quinta e sexta-feira) haverá uma Exposição Etnográfica e Divulgação de Turismo de Arganil no Mercado do Bairro Alto. Durantes estes dias, haverá também Desmonstrações ao Vivo da arte de fazer as colheres de pau, do ciclo da lã e do ciclo do linho. No dia 28 de junho, os visitantes poderão ainda participar em Workshops das colheres de pau, ciclo da lã e ciclo do linho, bem como fazer uma Prova Gastronómica, sujeitos a uma pré-inscrição e pagamento de um valor simbólico. Para tal, deverão contactar os seguintes membros da direção do grupo (Carlos Manuel – 934919370 ou Fernanda Neves - 962 919 421). A partir das 21h30 do dia 28 de junho haverá arraial no Jardim de São Pedro de Alcântara.

No dia 29 de junho (sábado) haverá um Encontro de Concertinas e Instrumentos Tradicionais, onde os visitantes e transeuntes poderão disfrutar de música tradicional portuguesa, tendo a oportunidade de participar num Workshop de dança tradicional no final do encontro. A partir das 20h30 haverá novamente arraial.

Já o dia 30 de junho (domingo) ficará marcado pela realização de um Festival de Folclore, que contará com a presença de 5 grupos folclóricos, demonstrando as tradições, usos e costumes dos seus antepassados com a maior supremacia, graças à sua qualidade etnográfica.

Durante todo o evento haverá bar aberto, venda de enchidos, queijos, outros produtos regionais, artesanato e doçaria típica (como coscorões).

De um modo mais pormenorizado, o programa consta de:
27.Junho, a partir das 17h30, no Mercado do Bairro Alto
Exposição etnográfica
Turismo de Arganil
Demonstrações da confeção de colheres de pau e ciclos da lã e do linho
28.Junho, a partir das 17h30, no Mercado do Bairro Alto
Exposição etnográfica
Turismo de Arganil
Workshops de confeção de colheres de pau e ciclos da lã e do linho *
Prova gastronómica *
* Sujeitos a pré-inscrição e pagamento
28.Junho, no Jardim de S. Pedro de Alcântara
20h00 – Abertura das tasquinhas
21h30 – Arraial
29.Junho, no Jardim de S. Pedro de Alcântara
11h00 – Abertura das tasquinhas
17h00 – Encontro de Concertinas e Instrumentos Tradicionais
19h30 – Workshop de Dança Tradicional
20h30 – Arraial
30.Junho, no Jardim de S. Pedro de Alcântara
11h00m – Abertura das tasquinhas
15h00m – Desfile etnográfico
15h30m – Sessão solene
16h00m – Encontro de Folclore:
1.  Grupo Folclórico de Torre de Bera
     Coimbra • Beira Litoral Mondego
2.  Grupo Folclórico do Centro de Convívio de Abitureiras
     Santarém • Ribatejo – Bairro
3.  Rancho Folclórico da Associação Cultural e Desportiva de Mindelo
     Vila do Conde • Douro Litoral Norte
4.  Rancho Folclórico “Os Camponeses de Canados”
     Alenquer • Estremadura Centro – Região Saloia
5.  Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa
     Arganil • Beira Serra

Deste modo singelo convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! Venha conviver, divertir-se a conhecer um pouco mais das tradições deste belo país "à beira-mar plantado".





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




segunda-feira, 3 de junho de 2019

Só Imagens: Coimbra


Coimbra: Portugal dos Pequenitos

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




sexta-feira, 31 de maio de 2019

Porque é fim de semana: União de Freguesias de Malpartida e Vale da Coelha

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades portuguesas do concelho de Almeida, para conhecermos a União de Freguesias de Malpartida e Vale da Coelha, formada em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional.
Em primeiro lugar, vamos para a antiga freguesia de Malpartida.



Situada na zona fronteiriça, Malpartida é sede duma freguesia onde um grande número de sepulturas cavadas na rocha, atestam a antiguidade da região. 
Resquícios duma  torre circular, de alvenaria, com 1,5 metros de raio, a atalaia, provavelmente do tempo da  Guerra da Restauração são  também vestígios deixados, ao longo dos anos,  que podem ser apreciados nos arredores da povoação. 
Devido à sua localização, Malpartida sofreu bastante com as várias invasões de que  o país foi alvo. 


Em  1645 os castelhanos, que se dirigiam a Almeida, provocaram grandes estragos na aldeia e em  1762, saquearam tudo, deixando os habitantes sem nada.
Durante as Invasões Francesas, a povoação voltou a ser palco de lutas e, em 1844, foi instalada em Malpartida a 3ª Brigada dos Viscondes de Fonte Nova, durante o cerco a Almeida. 


O orago de Malpartida é Nossa Senhora da Assunção.
A igreja matriz, tem estilo românico, datada do século XII.
Na localidade, existem ainda outros templos religiosos, datados do século XVIII:
- Capela de N.ª Sr.ª das Neves


- Capela de St.º António


- Capela de S. Sebastião 


Outro Património de interesse, na povoação:

- Sepulturas Antropomórficas 
Sepulturas cavadas na rocha  no sítio do Armeiro e no sítio da Tapada da Carrapita,  do Período Medieval;
- Vestígios do período Romano no sítio do Pinhal da Sacristia; 
- Lagar Escavado na Rocha no sítio Prado da Nave do Moiro;
- Calvário datado do séc. XVIII / XIX.



Vamos, de seguida, para a antiga freguesia de Vale de Coelha,  situada  junto à fronteira com  Espanha. 


Vale da Coelha foi vila com uma só paróquia. Em 1527, Vale de Coelha era sede de um pequeno concelho do mesmo nome, do termo da vila de Almeida. 
Devido à sua localização,  foi palco de várias guerras com o país vizinho.
Em 1762, todos os seus moradores fugiram, devido à guerra que então havia com os espanhóis, em consequência do Pacto de Família. Terminada a guerra, com o  tratado de paz entre Espanha, França e Inglaterra, os habitantes regressaram a suas casas.



O orago da povoação é Santa Maria Maior.
A Igreja Matriz data do século XII  e tem características Românicas.
Do Património da povoação fazem ainda parte:
- Capela de Nossa Senhora da Póvoa


- Pelourinho 
Data do século XIV / XV e tem  fuste octogonal encimado por um capitel em forma de tronco-piramidal, invertido, de onde sai um pilar rematado por uma esfera.

- Marco com o Escudo  
Marco de fronteira com escudo sem quinas, do séc. XV.

- Pontão sobre a Ribeira dos Tourões
- Forno Comunitário 
 Datado do século XVIII / XIX .
- Sepulturas Antropomórficas cavadas na Rocha no sítio das Fátimas
- Ruínas da Atalaia
Do séc. XVIII

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tarte De Amêndoa Húmida

Ingredientes:
1 embalagem de massa quebrada
80g de margarina amolecida
80 g de açúcar
2 ovos
1 colher de sopa de farinha
100 g de miolo de amêndoa moído
1 frasco de compota de damasco ou outra a gosto
50 g de miolo de amêndoa laminado
Açúcar em pó para polvilhar


Forre um forma de tarte com a massa, pique o fundo com um garfo e leve ao frio.
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Numa taça, misturar a margarina com o açúcar até obter um creme liso, adicione os ovos um a um batendo sempre, adicione a farinha e a amêndoa moída e mexa bem.
Espalhe a compota no fundo da tarte.
Cubra com o creme e polvilhe com a amêndoa laminada.
Leve ao forno durante mais ou menos 40 minutos.
Retire e deixe arrefecer, desenforme e polvilhe com açúcar em pó.
Fonte: Delicias divinais



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




quarta-feira, 29 de maio de 2019

A Minha Cidade: De Convento a Museu


Em 1509,  a rainha D. Leonor mandou construir um   Convento na zona oriental de Lisboa, que albergou a Ordem de Santa Clara recebendo a designação de Convento da Madre de Deus.


Em 1550, D. João III mandou construir a igreja do Convento e vários reis que se seguiram foram acrescentando ao templo, elementos decorativos, que lhe concederam  o aspecto majestoso que chegou aos nossos dias.


Possuindo um espólio azulejar ímpar,  a que foi acrescentada uma grande quantidade de painéis, que ali foram guardados após a extinção das Ordens Religiosas, não havia melhor local para fundar o Museu  Nacional do Azulejo.




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




terça-feira, 28 de maio de 2019

Passeio a Arganil organizado pelo Soito da Ruiva

A exemplo de anos anteriores, o Soito da Ruiva está a organizar uma excursão a Arganil,para quem desejar, poder estar presente na XIV Feira das Freguesias, no dia 9 de Junho próximo. 
Eis o Programa:



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




segunda-feira, 27 de maio de 2019

XIV Feira das Freguesias - Arganil

Arganil vai ser palco de mais uma Feira das Freguesias.
Esta será a décima quarta edição deste evento, e não faltarão as tradicionas tasquinhas, onde a gastronomia da região será a grande protagonista. 




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!