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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cabril

Cabril é uma localidade do concelho da Pampilhosa da Serra, da qual dista 13 Km.
O topónimo Cabril parece estar ligado à existência de pastores, num local em que as condições naturais com mato e erva abundantes, são propícias à criação de gado (cabras).
Contam os habitantes, que o início da aldeia terá sido em dois locais junto aos barrocos da Carvalha e Samelo, daí se expandindo até aos dias de hoje.
Foi elevada a freguesia nos finais do século XVII, dela fazendo parte, além da sede, as povoações de Armadouro, Praçais, Vale Grande, Foz do Ribeiro, Porto de Égua, Sobralinho, Malhau, Sanguessuga, Lomba da Senhora, Vale Derradeiro, Vale Musqueiro, Silva e Algar, além de diversas "quintas".


A paróquia tem como orago  São Domingos.
A igreja matriz foi inaugurada em 1959,  num local afastado daquele onde terá existido uma pequena capela, da qual restou apenas a torre sineira, que se encontra, actualmente, agregada ao edifício do Centro Social da Liga de Melhoramentos.

Do exterior da igreja, destaca-se a rosácea que encima a porta principal. 
No  interior, existem  as  imagens do Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora de Fátima com os pastorinhos e  Cristo Crucificado.



Na povoação existem ainda três capelas: 
- Capela de Nossa Senhora das Dores

Este templo tem uma inscrição com data de 1858, que se pensa ser  a  da  sua construção. 
- Capela de  São Sebastião

Tem uma  arquitectura semelhante e pensa - se ter sido construída na mesma época. 
- Capela de Santa Apolónia

Esta capela de que se desconhece a data de construção, sabe-se ser bastante antiga, talvez posterior à reconquista cristã. 


Fotos - Net


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Imagens Que Falam Por Si: Aveiro

Aveiro

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Seixo da Beira

Seixo da Beira é uma vila do concelho de Oliveira do Hospital.Como acontece com  muitas outras povoações não se conhece a data da fundação desta localidade, mas, os monumentos funerários existentes nos arredores, dão-nos a certeza de vida no final do Neolítico. 

Em 1514, a  povoação era conhecida por Seixo do Ervedal, como consta na carta de foral concedida por D. Manuel I, só sendo alterado em 1928. 

Foi vila e sede de concelho até 1836, data em que o concelho foi  extinto, sendo integrado no  concelho de Ervedal até 1855, ano em que este foi também extinto. A partir de então a freguesia  transitou  para o concelho  de Oliveira do Hospital onde se manteve até aos dias de hoje.  


A freguesia de Seixo da Beira, para além da sede de freguesia, é formada por Aldeia Formosa, Felgueira, Isolados, Pedras Ruivas, Póvoa da Barbeira, Seixas,  Sobreda e Vale Torto.
O padroeiro de Seixo da Beira é São Pedro e  a   igreja paroquial é  de granito, datado  do século XVI.
No interior as imagens são dos séculos XV, XVI e XVIII. 

    Do Património desta vila, para além da Igreja Matriz, destaco: 

    - Pelourinho

    O pelourinho desta povoação é de construção  posterior ao foral manuelino.


    - Capela de S. Sebastião
    Capela pobre, modernizada, onde se destaca uma imagem gótica de S. Sebastião, em calcário, dos sécs.XV-XVI.

    - Capela de São João

    Esta Capela tem no seu interior imagens de dois santos: o padroeiro, João Batista e São Sebastião.

    - Capela de Nossa Senhora da Estrela

    Este templo foi construída em 1121, fora da povoação. A capela-mor é do séc.XIV. Tem uma escultura da Virgem com o Menino, de pedra,  gótica, dos séculos XV-XVI e o retábulo dourado com colunas torcidas, do princípio do séc. XVIII.
     
    - Monumentos Funerários
    Nos arredores da povoação existem duas antas, das cinco existentes no concelho de Oliveira do Hospital.
    A Anta de Curral dos Mouros, também conhecida por Anta da Sobreda,   é um monumento funerário megalítico com mais de 6 000 anos. Está  bastante destruída, faltando-lhe a cobertura   que protegia o interior da estrutura. 
    A Anta de Arcaínha ou Dólmen do Seixo da Beira é de todas as antas do concelho  a que se encontra em melhor estado de conservação. Pertence ao final do  período Neolítico. Em 2007, foi alvo de obras e foram encontradas várias peças de cerâmica, correspondentes à época de transição   da Idade do Cobre para a Idade do Bronze.

    Fotos da Net 


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    sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

    Porque É Fim de Semana: Amioso Cimeiro, Amioso do Senhor, Amioso Fundeiro, Lomba e Vale da Fonte

    Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
    Vamos começar o périplo de hoje em

    Amioso Cimeiro

    Esta aldeia  tipicamente serrana situa-se na serra da Lousã, a cerca de 15 quilómetros de Pedrogão Grande e 30 Km de Góis.
    Existem ainda na aldeia, algumas casas típicas da região o que confere à povoação um cunho bem pitoresco.
    Até 1929, os habitantes desta povoação cumpriam as suas obrigações religiosas em Amioso do Senhor, mas algumas desavenças conduziram à construção duma capela em Amioso Cimeiro, escolhendo-se para padroeira   Nossa Senhora de Fátima.
     Este templo é formado pelo Corpo da Capela bastante amplo, capela-mor, arco cruzeiro, sacristia, coro alto, capela mortuária, que também serve para sala de reuniões, casa de banho e um alpendre.
    Na Capela-mor pode-se apreciar um bonito  altar com  retábulo em madeira, ladeados por dois nichos,  do mesmo estilo do altar-mor.
    As imagens dos santos são recentes e, para além da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima,existem ainda imagens de Santo António, São José, Nossa Senhora da Guia e Sagrado Coração de Jesus.


    Amioso do Senhor
    Amioso do Senhor é uma aldeia tipicamente serrana do centro do país, situada  a 30 Kms de Góis, que antigamente se chamava Amioso de Ametade (Amioso do Meio). A partir de 1721, passou então a chamar-se Amioso do Senhor. 
    A sua capela é muito antiga, possivelmente do século XVII, construída  com arquitectura de igreja, com  arco de pedra a dividir a nave e com altar com talha dourada.
    Inicialmente, era dedicada ao Espírito Santo.

    Conta a lenda  que um habitante da povoação andava a regar o milho e encontrou um crucifixo. Levou-o para  casa, mas o crucifixo  desapareceu  e apareceu, de novo,  no mesmo campo de milho. Várias vezes se repetiu esta situação.   Por fim,  o crucifixo foi colocado na capela,  numa redoma de vidro, onde se  encontra até hoje e a capela passou a ter como padroeiro o Divino Senhor dos Milagres. 

    Ao fundo da povoação, na ribeira, existe uma boa  represa fluvial onde os veraneantes  podem tomar banhos refrescantes.

    Amioso Fundeiro

    Amioso Fundeiro fica situado a 1,5 Km de Alvares, atravessado pela EN 2. 

    Desconhece-se a origem da aldeia embora se pense ser muito antiga, como o comprovam as imagens do século XVII existentes na Capela e as inscrições nalgumas casas.

    A capela de Amioso Fundeiro,ao longo dos anos, foi alvo de várias obras de ampliações e muitas beneficiações. As primeiras devem ter sido realizadas em 1769, data que se encontra na ombreira da porta principal.

    Durante o século passado, para além de vários restauros, foi construída a torre e colocado um relógio electrónico, um grande sino. 

    A capela tem sacristia, uma pequena arrumação e coro alto. O altar é de talha dourada. 

    O padroeiro da aldeia é São Pedro e a imagem que se venera na capela, é de pedra, do século XVII, muita rica e valiosa. Existe também uma imagem de Santo Onofre que deve ser ainda mais antiga e que está relacionada com uma história que os naturais da aldeia contam.

    Dizem-nos que viveu na nossa linda Aldeia (Amioso Fundeiro), donde era natural, um sacerdote, que tinha o nome de Onofre. Para celebrar missa mandou construir num terreno seu, uma pequena capela, que se arruinou, e como o padre se chamava Onofre, comprou uma imagem de Santo Onofre, querendo que fosse o padroeiro. Mas o povo é que não gostou muito da iniciativa do sacerdote e talvez da imagem do Santo, que ainda se encontra na capela e preferiu comprar, certamente depois da morte do padre, uma belíssima imagem, em pedra de São Pedro.

    Além da linda e valiosa imagem de São Pedro e de Santo Onofre, a capela tem ainda as imagens de Nossa Senhora do Carmo, São Miguel em pedra policromada, Nossa Senhora da Natividade em madeira, Santo António em terracota, o Senhor Morto no esquife e Nossa Senhora de Fátima em terracota.

    Lomba

    Mais uma aldeia de que não se conhece a origem, que fica situada nos arredores de Amioso Fundeiro. 
    A Ponte da Lomba deve ser muita antiga, talvez da mesma época da ponte de Alvares. Também ela tem dois arcos e por ela, durante centenas de anos, passou todo o trânsito da estrada nacional nº2, até 1982, data em que foi construída a nova e elegante ponte que a substituiu.

    À saída da Lomba, à beira da estrada Nacional nº2, no sentido de Alvares, foi  há poucos anos construída uma pequena capela das almas.
    O lagar da Lomba é muito antigo. Foi mandado construir pela família Álvaro Cortez Rebelo, mas actualmente encontra-se desactivado.

    Vale da Fonte 
    Ainda nos arredores de Amioso Fundeiro surge este pequeno lugarejo, do qual nada consegui encontrar para partilhar no blog.


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    quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

    Nogueira do Cravo

    Nogueira do Cravo é uma povoação muito antiga, situada a 7 Km de Oliveira do Hospital, a sede do concelho.
    D. Sancho I doou a região a Mendo Pelágio, aio do futuro D. Afonso II, denominando-a por Couto de Nogueira.
    Pertenceu de seguida aos Bispos de Coimbra, recebendo primeiro foral em 1177. Este foral foi renovado    por D. Manuel I, em 1514. A partir dessa data, foi concelho  que apenas foi extinto em 1836, quando passou a sede de freguesia, integrada no  concelho de Oliveira do Hospital.
    O actual topónimo só passou a ser utilizado em finais  do século XVII.
    Da freguesia fazem ainda  parte as seguintes povoações: Senhor das Almas, Aldeia de Nogueira, Galizes,  Vendas de Galizes, Recta da Salinha,  Vale de Dona Clara  e Vilela. 
    Tal como aconteceu em Santa Ovaia, também nesta freguesia habitaram numerosos pedreiros que falavam entre si uma   linguagem própria "Os Verbos dos Arguinas".


    O orago da povoação é  Nossa Senhora da Expectação.
    A Igreja Paroquial, segundo a inscrição gravada   no cunhal da Igreja, data de 1806. Foi reconstruída no princípio do século XIX, seguindo a tradição setecentista.
    Do património de Nogueira do Cravo, para além da Igreja Matriz,   destaco entre outros: 

    - O Pelourinho
    Datado do século XVII, de estilo Manuelino, não se encontra no local primitivo. Não se sabe ao certo a data em que foi mudado para o sítio onde actualmente se encontra implantado.
     
    - A Casa da Calle

    Esta casa tradicional beirã,  datada de 1743, pertence à família Tinoco. 
    Segundo consta, o seu nome parece estar ligado a uma caleira que transportava água e que atravessava a propriedade.
    Nesta casa esteve algum tempo instalado Almada Negreiros, autor do projecto da lareira da casa e do jazigo da família, no cemitério de nogueira do Cravo.

    - A Casa dos Mouros
    Esta casa é uma habitação pouco comum por ser construída sobre um penedo.  
    Conta a lenda  que a casa foi construída pelos mouros numa só noite, e que o interior do penedo guarda um valioso tesouro. 

    - Capela de   de Santo António

    Esta capela de arquitectura singela, data do século XVIII, situa-se no Largo de Santo António.


       


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    quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

    Mar Português

    MAR PORTUGUÊS

    Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal!
    Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
    Quantos filhos em vão rezaram!
    Quantas noivas ficaram por casar
    Para que fosses nosso, ó mar!
    Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu

     Fernando Pessoa




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    terça-feira, 10 de janeiro de 2017

    Pudim Sorvete com ganache

     



    .Ingredientes
    1 lata de leite condensado
    1 lata de creme de leite sem soro
    200 ml de leite de coco
    1 pacote de maria-mole de coco
    100 g de coco ralado
    200 ml de água

    Cobertura:
    200 g de chocolate meio amargo
    1 caixinha de creme de leite
    .Preparo
    Coloque a água para esquentar.
    Misture a maria-mole com a água quente.
    Em seguida, coloque todos os ingredientes no liquidificador.
    Deixe bater por 1 minuto.
    Por fim, despeje numa forma untada com óleo e leve para o congelador por no mínimo 4 horas
    Depois de desenformado, derreta chocolate meio amargo em banho-maria, misture o creme de leite e despeje por cima do sorvete.





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    segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

    Lourosa

    Lourosa  é uma localidade do concelho do hospital,  muito antiga, anterior à Reconquista Cristã. 
    Em 1119 foi doada pela rainha D. Teresa, à Sé de Coimbra.  Em 1347 o bispo de Coimbra concedeu-lhe foral e em 1514,  D. Manuel I concedeu-lhe foral novo. Foi comenda da Ordem de Cristo e o concelho foi abolido em 1836. Passou então a freguesia, sendo integrada no concelho de Avô. Em 1855, este concelho foi extinto e a freguesia de Lourosa passou a fazer parte do concelho de Oliveira do Hospital.

    Para além de Lourosa  fazem também parte da freguesia, as povoações de Cabeçadas, Campo, Casal de Abade, Pinheirinho, Pombal, Quintas da Meda e Venda da Esperança.


    Tem como padroeiro S. Pedro, venerado na sua igreja matriz, um dos mais importantes monumentos peninsulares do século X,  datado  de 912. Oportunamente, esta igreja será tema de novo post do Açor.
    Do património de Lourosa, para além da Igreja de S. Pedro, destaco ainda:

    O Pelourinho

    Este pelourinho do Século XVI, tem  estilo Manuelino e  pertence ao grupo de pelourinhos do tipo "pinha".
    Capelas
    -Capela de Nossa Senhora das Necessidades, ou do Espírito Santo
    É um templo religioso, de arquitectura simples. No seu interior destaca-se  um retábulo do século XIX  e uma escultura da  Trindade, em madeira, datada do Séc. XVI/XVII.
    -Capela de Santo António
    Situada no alto do Chão da Feira, é uma construção  singela, datada do século  XVII. No seu interior possui um retábulo do Séc. XVII.
     
    Casa senhorial

    A Casa dos Tristões, conhecida também por Casa Grande, fica situada junto ao pelourinho. É uma casa brazonada do final do século XVIII, que pertenceu ao General Tristão  Carvalhaes, antigo  Director Geral da PSP.


    Vestígios arqueológicos
    Em 1930, quando foram efectuadas obras na Igreja de São Pedro, foram postas a descoberto várias  sepulturas antropomórficas, que apesar de terem bastante interesse arqueológico,  não serão anteriores ao século XII.

    Cruzeiro

    No adro da Igreja de São Pedro existe um cruzeiro de grandes braços rectangulares que assenta  sobre três degraus.
      
     Torre Sineira


    A Torre Sineira  foi construída no século XV,  adossada à  frontaria da igreja de São Pedro. 
    Após as obras de que foi alvo a igreja, a torre foi separada da frontaria e está agora desintegrada da estrutura da igreja.  









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