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sábado, 18 de outubro de 2008

ADEUS EGIPTO III

Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância.
(Confucio )


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Para encerrar este vasto capítulo que dediquei ao Egipto, ficam as fotografias referentes à cidade de Alexandria.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ADEUS EGIPTO II

A primeira condição para se realizar alguma coisa, é não querer fazer tudo ao mesmo tempo." (Tristão de Ataíde)

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Continuando a publicar os slide-shows com as fotografias do Egipto, hoje ficam as referentes às da região de Luxor.

PARABÉNS C. M. SOITO DA RUIVA

A verdadeira riqueza não consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades. Epicuro


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O post de hoje é, como não podia deixar de ser, dedicado ao Soito da Ruiva, simpática povoação da serra do Açor, que há precisamente 55 anos fundou a sua Comissão de Melhoramentos.


Para todos os amigos de Soito da Ruiva envio os meus sinceros parabéns, desejando que os seus Corpos Gerentes consigam prosseguir o excelente trabalho que têm desenvolvido ao longo dos anos, visando o desenvolvimento da sua aldeia e da sua freguesia.
Para comemorar a efeméride , a Comissão de Melhoramentos de Soito da Ruiva vai realizar uma jornada de convívio no próximo Domingo, da qual junto o programa.














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Bolo de Aniversário


Preço:

Adultos 25 €
Crianças 4-10 anos 12,50 €
Crianças até 3 anos Grátis

Contactos:

O Repolho - 212763153
Adelina - 918296863
Teresa Neves - 212951677
- 963949800



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PELO NILO ABAIXO

Só é útil o conhecimento que nos torna melhores.
( Sócrates )



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No post de hoje vou expôr algumas fotografias do cruzeiro no Nilo.
Nele estão incluídas algumas que se referem ao navio que nos transportou, outras a monumentos que visitámos e outras à paisagem que, a partir do navio, a nossa vista podia alcançar.



quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ADEUS EGIPTO I

O mundo é livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.
Santo Agostinho


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Após as imagens do Cairo, aqui ficam algumas das que se referem à cidade de Assuão e arredores.




terça-feira, 14 de outubro de 2008

ADEUS EGIPTO

Todo homem, por natureza, quer saber.
Aristóteles
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De madrugada fizémos o transfer para o aeroporto.
Após cumprirmos com as formalidades alfandegárias e enquanto aguardávamos a hora do vôo, aproveitámos para gastar as libras egípcias que nos restavam, fazendo as últimas aquisições de lembranças para familiares e amigos.
Chegada a hora, embarcámos e regressámos deixando para trás aquele belo país.

Hoje deixo aqui um slide show da cidade do Cairo e nos próximos dias farei o mesmo em relação aos outros locais que visitei, para partilhar com quem visitar o blog, mais algumas imensas fotos que tive a oportunidade de tirar.




segunda-feira, 13 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO VII


A sabedoria não nos é dada. É preciso descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós.
( Marcel Proust )

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Mais um dia em que acordámos bem cedo, pois tínhamos decidido fazer uma viagem opcional a Alexandria, no último dia de estadia no Egipto.
Tomámos o pequeno almoço no hotel e enquanto parte dos portugueses decidiram ficar a descansar, pois a viagem de regresso a Portugal seria durante a madrugada seguinte, nós achámos que podíamos descansar em Portugal e lá fomos à descoberta duma nova cidade.
Os nossos corpos cansados cederam ao fim de poucos quilómetros de auto estrada, a uma velocidade de 90 Km/h. Nunca nos passara pela cabeça que num país onde se conduz duma maneira desenfreada, se fizessem à volta de 300 Km sem se ultrapassar aquela velocidade.
No Egipto, a velocidade máxima nas auto estradas para os automóveis é de 100 Km/h.
Devagarinho, lá chegámos.
Entrámos pela parte mais antiga de Alexandria. Achámos tudo muito velho e sujo. Os vendedores inundavam as ruas e praças. Havia de tudo a vender em plena rua, tal como acontecia no mercado Khan El Khalili.
Mas aos poucos, a cidade foi-se modificando aos nossos olhos e lá chegámos à marginal, junto ao Mediterrâneo.

- A zona costeira da cidade -

Saímos da carrinha que nos transportara, junto à Bibliotheca Alexandrina, Centro de Conferências e Planetário.
Esta instituição, inspirada na antiga Biblioteca de Alexandria (a mais famosa da antiguidade), foi inaugurada em 16 de Outubro de 2002, dispõe de um valioso espólio de livros e dos mais modernos meios de consulta, proporcionando mesmo o acesso a outras bibliotecas.


- Vista exterior da Biblioteca -

Entrámos e, após uma rápida visita a parte das instalações, tivémos oportunidade de visitar, antes da hora do almoço, duas magníficas exposições ali patentes.
Saímos para apreciar o exterior e respectivo espaço envolvente. De arquitectura moderna, o edifício parece sair das águas de um pequeno lago que lhe está anexo.
Seguimos depois para uma visita panorâmica à fortaleza de Kaitbay, que se ergue junto ao local onde se encontrava o farol de Alexandria, destruído por um terremoto em 1303.

- A fortaleza de Kaitbay -

Percorremos depois algumas das principais artérias desta bonita cidade. Almoçámos num dos mais conceituados restaurantes da cidade desfrutando duma vista espectacular sobre o mediterrâneo.
Após o almoço, fomos visitar outos locais bastante interessantes da cidade. Foram eles:

O Jardins El Montazah:
Localizado a pouco mais de 15 Km do centro da ciadade, era o local de veraneio da Família Real Egípcia. Possui vários palacetes, belas espécies de plantas e recantos muito bem cuidados e ornamentados.




- O Palácio do Rei Farouk -
O Palácio do Rei Farouk:
Este bonito palácio foi a casa de veraneio do rei Farouk que subiu ao trono com apenas 16 anos, em 1936 .
A mesquita de Abu El Abbas:
Esta é uma das mais importantes mesquitas da cidade, com uma arquitectura espectacular.
Ali a família separou-se. Eu e a Ana entrámos pela porta lateral para as mulheres e o Fernando, o Hugo e o Talat entraram pela porta da frente, destinada aos homens. Descalçámo-nos, tapámos os ombros e embora não estando lá muito de acordo, por respeito ao povo entrei. O interior era majestoso. Mulheres árabes rezavam com profunda fé a terceira oração do Salat, enquanto se ouvia a voz do iman em som ensurdecedor.


- O interior da mesquita -


As catacumbas:
Visitámos também as catacumbas de Kom As Shouqafa, situadas a Oeste da cidade, descobertas por mero acaso, quando um burro caiu num buraco.
Finalmente, regressámos ao Cairo, fazendo o percurso já quase todo depois do pôr do sol.
Após uma ligeira refeição, acabámos de arrumar as malas e fomos descansar um pouco, pois durante a madrugada teríamos de fazer a viagem de regresso a Lisboa.

domingo, 12 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO VI

O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade.
(Kant)
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Logo pela manhã, partimos para a margem Ocidental do Nilo, para visitarmos a necrópole de Tebas.


- Templos mortuários na necrópole de Tebas -


Começámos pelo Templo mortuário da Rainha Hatshepsut (Deir El Bahari), aquela que é considerada a primeira mulher a chefiar um governo. É um templo grandioso, construído parcialmente na rocha calcária que forma o monte onde está encostado.
Seguimos depois para os famosos Vale dos Reis e Vale das Rainhas sendo o percurso feito numa espécie de combóio puxado por um tractor.
Em cada local que parávamos lá estavam os vendedores mas , nesta altura, a sua presença já nos era familiar.
Nestes dois locais foram sepultados alguns dos mais importantes faraós do Egipto, bem como todas as suas riquezas, que ao longo dos tempos foram alvo de numerosas pilhagens.
Actualmente, existem no Vale dos Reis 62 túmulos. O mais importante foi o último a ser encontrado, que pertenceu ao Faraó Tutankhamon e cujo conteúdo se encontra exposto no Museu Nacional do Cairo.



- Tumbas no Vale da Rainhas -

 
Passámos depois pelos colossos de Mémnon, duas enormes estátuas em pedra, representando o faraó Amenhotep III, que se pensa serem o que resta do desaparecido templo mortuário daquele faraó.


- Os colossos de Memnon -

Terminadas as visitas regressámos ao navio, onde almoçámos e aguardámos o transporte para o aeroporto.
Nessa altura fomos surpreendidos pelo telefonema dum familiar, que nos informou sobre o rapto dum grupo de turistas em Assuão.
Ficámos um pouco apreensivos, mas felizes por estarmos ali sãos e salvos.
Partimos então para o Cairo e, já no hotel, acabámos por esquecer esses percalços a que estamos sujeitos e que esperamos nunca nos aconteçam a nós.
Foi mais um dia extremamente cansativo e abrasador, mas foi muito proveitoso e ficará, como os outros, para sempre na nossa memória.




sábado, 11 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO V

A sabedoria não nos é dada. É preciso descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós.
(Marcel Proust)

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Acordámos em Edfú, após uma noite dormida a correr.
Saímos cedo do navio e deparámos com uma grande quantidade de carroças, prontas para nos levarem ao templo de Edfú, dedicado ao Deus Horus.
Atravessámos a cidade, numa corrida desenfreada, que nos deu para constatar que até as carroças os egípcios conduzem de forma desastrosa.

- As carroças em autênticas corridas -

Chegados ao templo saímos e fomos, de novo, bombardeados pelos vendedores ambulantes.
Enquanto alguns turistas cediam e acabavam por comprar alguma coisa, regateando afincadamente o preço dos objectos, outros tentavam fugir para não caírem na tentação das compras.
Quando conseguimos furar a muralha de vendedores, lá fomos visitar aquele que é o mais bem conservado de todos os templos do antigo Egipto. Isto deve-se ao facto de ter estado enterrado até finais do séc. XIX.


- O Templo de Edfú -


Regressámos ao barco na mesma corrida da viagem que nos levara até ao templo e iniciámos o percurso até Esna, onde se encontra a famosa eclusa do rio Nilo.
Enquanto observávamos o funcionamento da eclusa, íamos contemplando aquela cidade essencialmente agrícola.
Passada a eclusa, iniciámos a rota até até à cidade seguinte: Luxor (Tebas, a antiga capital do Egipto).
Iniciámos então as visitas programadas para esta região com os templos de Karnak e de Luxor.

- O templo de Karnak -

O templo de Karnak, o maior do antigo Egipto, destinado a Amon-Ra ( deus Sol) possui um corredor cheio de esfinges com cabeça de carneiro, vários pátios, grandes estátuas, colunas colossais, o mais alto obelisco do Egipto (memorial a Hatshepsut) e um lago (o lago sagrado) junto do qual existe um grande escaravelho de granito que era um dos símbolos de Amon (o deus-sol ) e representava o seu renascimento em cada manhã.
Antigamente, o templo de Karnak estava ligado ao templo de Luxor, que visitámos em seguida, por uma estrada ladeada de esfinges em pedra, com cabeça de bode.
Chegámos já de noite ao templo de Luxor. Construído em honra da Tríade Tebana: Amon Ra(deus Sol), Mut (a mãe) e a Khonsu(o filho) este templo tem à entrada duas estátuas colossais do faraó Ramsés II e um obelisco em granito rosa com 25 metros.
- O templo de Luxor iluminado -

Originalmente havia um par de obeliscos gémeos, mas um deles foi oferecido ao governo francês, e encontra-se actualmente na Place de La Concorde, no centro de Paris. Isto foi feito em troca dum relógio que se encontra na mesquita de alabastro no Cairo e que funcionou durante muito pouco tempo. ( E dizem que os árabes têm jeito para o negócio...)
O templo possui várias capelas dedicadas aos diversos faraós que governaram durante a sua construção, estátuas gigantescas, alas de enormes colunas e alamedas entre esfinges. Neste templo encontram-se ainda vestígios da sua utilização como igreja, pelos cristãos e também como mesquita, pelos muçulmanos.
De regresso ao navio, mais uma agradável refeição e mais uma partida nos esperava no camarote.
Por fim, o descanso merecido após um dia que tinha sido bastante violento e antevendo que o seguinte seria da mesma maneira.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO IV

Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.
(Lao-Tsé )

Antes da partida para o o Cruzeiro no Nilo começámos a manhã a visitar a Barragem de Assuão. Inicialmente fora construída uma barragem no início do sec. XX, que por volta dos anos 50 apresentava sinais de desgaste.

- A grande barragem -


Houve então necessidade de construção de uma nova, a Grande Barragem, que deu origem ao maior lago artificial do mundo e que foi baptizado com o nome do presidente do Egipto da época, o lago Nasser.

- Atrás de nós o Lago Nasser -


No regresso e ainda antes do almoço demos um pequeno passeio pelo lago tendo como destino o templo de Filae. Este templo foi consagrado na antiguidade a Isis e a seu filho Harpocrates. Encontrava-se inicialmente na ilha de Filae, junto da cidade de Assuão, sendo conhecido pelo nome da ilha.

- O templo de Filae -

No entanto, após a construção da barragem, iria ficar submerso uma grande parte do ano. Por essa razão, este importante templo foi totalmente desmontado e reconstruído na vizinha ilha de Agilkia.
O Templo de Filae é considerado Património Mundial pela UNESCO desde 1979.
Após a visita e mais uns ataques dos vendedores ambulantes, fomos visitar uma fábrica de essências e peças em vidro.
Logo à entrada, assistimos a uma demonstração onde um artesão exemplificou como se trabalha o vidro e observámos uma parafernália de pequenos frascos e outras peças de vidro, alguns deles verdadeiras obras de arte.

- O local onde nos falaram sobre as essências e sua utilização -

Seguimos depois para o local onde nos explicaram os diferentes essências que ali se preparam e com as quais se fazem os perfumes mais conceituados do mundo.
Antes do regresso ao barco, ainda fomos à pedreira onde se encontra o obelisco inacabado. Ali pudémos verificar como foram construídos os mais famosos obeliscos espalhados pelo mundo, levados do Egipto.


- O obelisco inacabado -
Já no barco e enquanto almoçávamos demos então início à viagem fluvial através do Nilo, em direcção à visita seguinte: Kombo Ombo.
Chegámos à tardinha e visitámos o templo dedicado a Horus (com cabeça de falcão) e a Sobek (com cabeça de crocodilo).
É neste templo que se encontram os crocodilos mumificados mais antigos do mundo, bem como ieroglifos representando temas da medicina da antiguidade.

- Templo de Kombo Ombo -

Durante as visitas, o nosso guia fazia todos os possíveis para nos dar uma percepção das divindades egípcas e da sua ligação com os faraós.
Voltámos para o barco e zarpámos em direcção a Edfu.
Entretanto, nessa noite festejava-se a jilaba e tinham-nos sugerido que nos vestíssemos com uma. Assim fizémos. Arranjámo-nos o melhor que pudémos e paticipámos na animação.
Ao regressarmos aos camarotes tínhamos ainda uma surpresa à nossa espera: um boneco feito com roupas de cama que tinham preparado enquanto estávamos ausentes.
Risada geral, acompanhada de alguns gritinhos dos mais assustadiços.

Foi um dia em beleza, agora já com um calor mais suportável, pois à beira do Nilo e no barco fazia-se sentir uma brisa bastante agradável.




quinta-feira, 9 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO III

As viagens são na juventude uma parte de educação e, na velhice, uma parte de experiência.
(Francis Bacon)
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Partida para Assuão
Ainda de madrugada, deslocámo-nos para o aeroporto para apanharmos o avião que nos levaria a Assuão.
Chegados ao nosso destino, fomos conduzidos ao barco onde passaríamos a viajar e a permanecer quando estivéssemos atracados.
Após um descanso e o almoço iniciámos as visitas na região do Assuão.


- Paisagem vista da faluca -


Entrámos então numa faluca (barco típico do Nilo) e fizemos um pequeno percurso até ao jardim Botânico que visitámos em seguida. Este jardim possui as mais variadas espécies de plantas trazidas de todos os pontos do globo.
Pelo caminho avistámos alguns locais que serviam de sepultura a pessoas nobres e também a casa e o mausoléu do príncipe Aga Khan, chefe espiritual dos muçulmanos xiítas que não sendo egípcio, ali quis ser sepultado.
Depois de jantar, assistimos a um espectáculo de percursão, danças e cantares do povo núbio onde os nativos interagiram com os turistas numa actuação animada e divertida.
- Actuação dos núbios -

Seguimos depois para um passeio nocturno pelo o centro de Assuão. Ali estivémos em contacto com a noite movimentada da cidade, num bar tradicional. Bebemos chá de menta, a bebida mais apreciada pelos egípcios e fumámos chicha, outro dos costumes mais enraízados deste povo.


- As chichas -

Em diversas alturas, pareceu-me ter feito uma viagem ao passado, pois todo aquele modo de vida está muitos anos atrás do nosso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

À DESCOBERTA DO MUNDO: O EGIPTO II

Quem pouco viu, muito se maravilha.
(Provérbio chinês)

No segundo dia que passámos no Cairo, acordámos bem cedo e logo após o pequeno almoço seguimos para o planalto de Gisé onde se encontram as famosas pirâmides e esfinge .
O calor já se fazia sentir bastante e do planalto víamos o Cairo envolto numa densa neblina, que era pronúncio dum dia de calor intenso.
Iniciámos então a visita. Ao sairmos da camioneta, fomos de imediato abalroados por vendedores ambulantes, que tentavam a todo o custo vender-nos algo.
Quando dei por mim estava em cima dum camelo a passear pelo planalto de Gisé, tendo atrás de mim as pirâmides e ao Cairo aos meus pés. O Fernando seguiu-me nesta experiência que considerámos bastante engraçada.

- Não sei quais são os camelos -


De seguida visitámos a pirâmide de Kefren e foi a desilusão. Percorremos um longo e estreito túnel quase de gatas, com um calor abrasador. A pingar, chegámos a uma sala onde havia...nada. Apenas um guarda que, quase não nos deixava olhar para o buraco onde antes estivera um sarcófago e nos apressava para sairmos dali para fora.
Quando saímos, dirigimo-nos para a esfinge e fomos de novo atacados pelos vendedores ambulantes.


- A esfinge com a pirâmide de Kefren -
Seguimos então para o Museu do Papiro, onde observámos o processo de feitura do papiro, aprendemos a distinguir um verdadeiro dum falso e onde pudémos ver uma mostra bastante interessante de papiros pintados.
Almoçámos num barco/restaurante no rio Nilo. A comida foi bastante agradável, o lugar tinha uma bonita vista sobre o Nilo e o ar condicionado ajudou-nos a descansar do extremo calor que se fazia sentir no exterior.


- Eu, o Fernando, o Hugo e a namorada após o almoço -

Após o almoço seguimos para o Museu Nacional do Cairo, onde o nosso guia nos deu uma verdadeira aula de história da antiguidade do Egipto, tentando mostrar-nos o máximo possível do património do Museu.
Quando saímos já era tarde e como estávamos em pleno Ramadão, a partir das seis horas encerravam os estabelecimentos. Por isso dirigimo-nos para um local, onde ainda podíamos comprar algumas recordações, o mercado de Khan El Khalili. Este local, é formado por algumas ruas com estabelecimentos e vendedores ambulantes que, mais uma vez, nos tentavam impingir toda a espécie de bugigangas. Havia também uma zona de cafés e esplanadas.


- O mercado de Khan El Khalili -

De repente as ruas encheram-se ainda de mais movimento. De todos os lados apareciam árabes. Uns seguiam para casa apressados, outros sentavam-se nas esplanadas, outros transportavam cestas com comida e sentavam-se no chão fazendo uma espécie de piquenique com as suas famílias. Na mesquita ecoava o convite à quarta oração das cinco que formam o Salat. Foi então que o guia nos explicou que no Ramadão os muçulmanos só podiam comer a partir do por do sol e daí aquele movimento todo.
 Regressámos ao hotel para nos prepararmos para partir de madrugada para a cidade de Assuão, onde iríamos continuar a visita ao Egipto, desta vez de barco, num mini cruzeiro.