Powered By Blogger

terça-feira, 13 de junho de 2017

Porto - Sé Catedral

Numa das últimas viagens que fiz, passei mais uma vez pelo Porto.
Um dos locais que visitei mais demoradamente foi a Sé.


Situada num amplo recinto em pleno centro histórico da cidade,  é um dos principais monumentos da cidade. Começou a ser construído no início do século XII e, inicialmente tinha arquitectura românica mas, ao longo dos tempos, foi sofrendo remodelações recebendo pormenores arquitectónicos característicos de cada época.
No exterior, a fachada principal é ladeada por duas torres sineiras. Destacam-se  o portal flanqueado por quatro  colunas dóricas, encimado por um frontão, um nicho com Nossa Senhora da  Assunção e uma grande rosácea.



Na fachada lateral, podem-se apreciar o transepto e galilé de Nasoni, bem como alguns bonitos painéis de azulejos.



O  adro actual é recente e resulta duma demolição dos prédios que ali existiam, feita durante o século passado. No local foi construído um pelourinho inspirado numa gravura do século XVIII.


No interior, a igreja tem planta de cruz latina com três naves separadas por volumosas colunas. 



Na Capela-Mor  sobressaem o Retábulo de talha dourada, tendo sobre o Sacrário uma cena representando a Santíssima Trindade e Nossa Senhora da Assunção e o Coro, com um  conjunto de cadeiras de pau preto, encimadas por órgãos de tubo. 



À entrada, do lado do Evangelho, um magnífico portal de ferro trabalhado dá acesso ao baptistério, onde sobressaem uma artística pia baptismal de mármore e os baixos relevos nas paredes.
De ambos os lados do transepto encontram-se a Capela do Santíssimo Sacramento com o seu magnífico altar de prata e a Capela de São Pedro.  
Destacam-se ainda neste templo, os altares de Nossa Senhora da Assunção (padroeira da igreja) e de Nossa Senhora da Vandoma (padroeira da cidade do Porto). 



Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Porto: Pontes

Uma vez mais estive no Porto, uma bonita cidade portuguesa do Norte do país, que nos últimos anos, se tem vindo a afirmar cada vez mais em termos turísticos.



Banhada pelo rio Douro, a cidade está ligada à outra margem por várias pontes construídas em diferentes épocas e com estilos arquitectónicos diversos.


- Ponte D. Maria Pia

Inaugurada em 4 de Novembro de 1877, com a presença do Rei D. Luís e da Rainha D. Maria Pia, esta ponte da autoria de Gustave Eiffel, foi durante mais de 100 anos única via de comunicação ferroviária que ligava o Porto a Vila Nova de Gaia e ao resto do país.

- Ponte de  Luís I



Inaugurada em 1886, esta ponte projectada por Teófilo Seyrig, discípulo  de Eiffel, liga as duas margens do Douro e é composta por dois tabuleiros: o  superior, por onde circula o Metro,  e o inferior por onde se circulam os outros veículos.

- Ponte da Arrábida



Para colmatar as dificuldades sentidas no acesso à cidade do Porto, nomeadamente para o tráfego automóvel  vindo da outra margem  do Douro, foi construída  uma nova ponte, baptizada por Ponte da Arrábida. 
Projectada pelo conceituado engenheiro português Edgar Cardoso, esta ponte foi inaugurada em  1963, sendo na altura a maior ponte do mundo em betão armado.

- Ponte de São João



No dia de São João de 1991, uma nova ponte foi inaugurada na cidade do Porto, recebendo o nome do Santo Popular festejado, nesse dia, na  cidade.
A ponte, da autoria de Edgar Cardosoveio substituir a Ponte D. Maria Pia na travessia ferroviária sobre o rio Douro.  

- Ponte do Freixo




A Ponte do Freixo, com oito faixas de rodagem,  foi construída na zona mais a montante do rio Douro, para ajudar a suprir a fluidez  do trânsito rodoviário entre o Porto e Vila Nova de Gaia.
O projecto de autoria do professor António Reis, foi inaugurada em 1995

- Ponte do Infante D. Henrique



A Ponte do Infante D. Henrique, inaugurada em 2003, foi  projectada pelo engenheiro Adão da Fonseca, para  o trânsito rodoviário, após o tabuleiro superior da  Ponte Luís I passar a ser usada apenas pelo Metro.
Foi  assim baptizada como  homenagem ao Infante D. Henrique, nascido no Porto.








Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Porque É Fim de Semana: Ádela e Açor


Porque é fim de semana, vamos prosseguir  a descoberta das aldeias do concelho de Góis.
Vamos visitar  as últimas localidades pertencentes à União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.

Ádela 

Contam os antigos  que, esta povoação terá sido formada na zona da Panasqueira e que alguns habitantes  terão partido para se fixarem na  actual localização de Ádela. Daí começarem a chamar à aldeia, “a de lá”.
Esta povoação pertenceu inicialmente a Arganil e só depois  foi incluída no concelho de Góis. Em 1560, Ádela já era referida como uma das  povoações da freguesia do Colmeal.
Da história mais remota  da aldeia, existem  diversos algares, vestígios do passado mineiro dos primitivos povoadores, em especial  Árabes e  Romanos, que outrora se dedicavam à extracção de diversos tipos de minério naquela região. 
Existe também a Levada dos Mouros,  que tem origem na Pampilhosa da Serra, atravessando as freguesias de Colmeal, Cadafaz e Góis e segue até Folques, no concelho de Arganil.
Em Ádela existem  duas capelas.

- Capela de São Lourenço




Não se conhece a data de construção mas existe um missal de 1703.
Foi restaurada em 1993.

- Capela de Nossa Senhora da Luz


Esta capela foi construída nos anos 20 do século XX.


Açor 




Perto de Ádela e a cinco quilómetros da Selada das Eiras, vamos encontrar uma pequena povoação chamada Açor.

Conforme placa toponímica existente na aldeia, dali era natural o lendário “barbeiro” e cirurgião António d’Almeida ou António d’Almeida Freire. 
 

A padroeira do Açor é Nossa Senhora da Saúde.

A sua Capela iniciou-se em 1924 e as obras ficaram concluídas em 1936.

Roçaio (desabitada)

Termino aqui a freguesia de Cadafaz e Colmeal da qual fazem ainda parte  quintas e casais alguns dos quais já desabitados.






 Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Lajeosa

Localizada bem perto de Lagos da Beira e pertencendo à mesma União de Feguesias, Lajeosa terá uma história semelhante. 


A referência mais antiga que se conhece de Lajeosa consta das Inquirições de 1258 onde se refere que esta freguesia pertencia à ordem de Avis ou Calatrava. 
A antiga freguesia da Lajeosa foi curato da apresentação do prior de Lagos da Beira. m 1514, beneficiou do foral dado à Comenda do Casal por D. Manuel I e em 1527, o  Cadastro da População do Reino confirma  que Lajeosa foi sede de concelho. 



No entanto, foi por pouco tempo,  não se conhecendo ao certo o período em que tal aconteceu pois, ainda no século XVI, já fazia parte do concelho  de Vila do Casal.
Em 1836, com a extinção deste concelho, a freguesia da Lajeosa foi integrada no concelho de Oliveira do Hospital.


A padroeira da localidade é Nossa Senhora da Expectação.
A Igreja Matriz é um templo simples do início do século XVIII.  
Do património desta localidade faz ainda parte  uma casa setecentista com capela. 




Obrigada pela sua presença. Volte sempre.







quarta-feira, 7 de junho de 2017

Lagos da Beira

No  concelho de Oliveira do Hospital existem várias localidades que ainda não foram alvo dum post no Açor. É o caso de Lagos da Beira.


Na região onde está implantada esta povoação foram descobertos vários vestígios arqueológicos  do neolítico que nos levam a concluir que a presença humana no local é bastante remota e que ali terá, em tempos, existido  um castro. 
Foram também descobertas  várias sepulturas antropomórficas que confirmam a ocupação da região pelas civilizações  romana e muçulmana. 


A povoação inicialmente chamava-se  São João de Lagos e, em 1258, foi referida, pela primeira vez, nas inquirições de D. Afonso III. 
... um dito Pedro Garcia responde à inquirição real afirmando-se natural desta terra então chamada  João de Lagos, cuja vila e igreja eram reguengo da Coroa, estando aforado à Ordem de S. João do Hospital.


Em 1833 o topónimo foi alterado. Deixou de se chamar São João de Lagos, passando para o actual Lagos da Beira.
Em 1836  o concelho de Lagos da Beira foi extinto e a povoação perdeu a categoria de Vila. A partir de então, passou a ser uma aldeia sede de freguesia do concelho de Oliveira do Hospital.
Em 2013, após a Reorganização Administrativa do Território, esta freguesia foi agregada com a  da Lajeosa, passando a formar a União das freguesias de Lagos da Beira e Lajeosa.


O padroeiro da aldeia é S. João Baptista.
A Igreja Matriz é um  edifício  do Séc. XV/XVI. Inicialmente tinha estilo manuelino, mas uma reforma feita no século XIX, conferiu-lhe o aspecto actual.


Do património de Lagos da Beira destaco ainda:
- Biblioteca Museu Tarquínio Hall 
- Capela de S. Jorge 
- Capela de S. Roque   
- Capela de S. Miguel 
- Cruzeiro 
- Fragmento do pelourinho 
- Inscrição templária 
- Antigo tribunal e cadeia 
- Sepulturas escavadas na rocha 
- Menir 






Obrigada pela sua presença. Volte sempre.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Oliveira do Hospital

A região onde se encontra implantado o concelho de Oliveira do Hospital é habitado desde épocas muito remotas. Existem vestígios megalíticos em várias freguesias, dos romanos na Bobadela, da colonização árabe em Lourosa.



O local onde actualmente está implantada a cidade de Oliveira do Hospital era um pequeno povoado de nome "Ulveira" (pântano ) devido às terras pantanosas da região
Em 1120, D. Teresa doou a região aos Monges de S. João de Jerusalém, da Ordem dos Hospitalários (de Malta). Daí derivou o topónimo "Ulveira do Espital" que originou o actual Oliveira do Hospital.
Em 1379, D. Afonso IV confirmou a jurisdição do povoado, por Carta de Sentença e em 1514, D. Manuel I concedeu-lhe foral , fazendo referência a um foral antigo, que pode ter sido concedido pela Ordem do Hospital.



Possivelmente nesta altura, terá sido construído um pelourinho, do qual nada restou, pois aquele que se encontra em frente ao edifício da Câmara foi trazido da freguesia de Ervedal da Beira. 
Em 1577, D. Sebastião concedeu à vila carta de Confirmação Geral.


Aos poucos, os terrenos pantanosos foram secos e tornaram-se férteis, produzindo bons pastos, cereais e produtos hortícolas.
O concelho desenvolveu-se e foi suplantando os concelhos vizinhos que, durante a reorganização administrativa foram extintos e incorporados no de Oliveira do Hospital.
A vila  foi elevada à categoria de cidade  em 2 de Julho de 1993.




A padroeira de Oliveira do Hospital é Santa Cruz.
A Igreja Matriz original data dos séculos XIII e XIV, tendo sido alvo de várias remodelações ao longo dos tempos.
O interior tem uma só nave com o tecto de madeira pintada. Os retábulos são do século XVIII.
Anexa à Igreja, a Capela dos Ferreiros é um espaço funerário onde se podem observar dois túmulos, a estátua dum cavaleiro, um retábulo e uma imagem da Virgem com o Menino da época medieval.

Para além da igreja matriz, destaca-se ainda outro templo religioso.

- Capela de Sant'Ana

Esta Capela  localiza-se no topo do Largo Ribeiro do Amaral. 
Data do século XVIII e no seu interior o destaque vai para a imagem da padroeira Sant' Ana(do século XVI) e para os painéis de azulejos  do século XVII-XVIII.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Convívio em Sobral Gordo

No próximo fim de semana, vai-se realizar em Arganil a Feira das Freguesias.
A Comissão de Melhoramentos de  Sobral Gordo aproveita a deslocação do seu grupo etnográfico a este  certame, para realizar um convívio na aldeia, no dia 11, dia da actuação.


A Comissão de Melhoramentos conta com todos aqueles que  queiram participar em mais esta jornada regionalista. 
Se puder, não falte!

Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Porque É Fim de Semana: Malhada e Casais (Foz da Cova, Belide, Carrimá)

Porque é fim de semana, vamos prosseguir  a descoberta das aldeias do concelho de Góis.
Vamos visitar  mais  algumas localidades pertencentes à União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.

Malhada

Ao longo dos tempos esta aldeia tem sido alvo  das intempéries que  têm deixado os seus habitantes em grandes dificuldades.
Em 11 de Agosto de 1899 "uma violenta trovoada reduziu esta povoação à miséria" e em 1991, um dos maiores incêndios florestais da região destruiria algumas habitações da povoação.

A população desta povoação foi sempre bastante lutadora e a Malhada foi uma das primeiras povoações da freguesia a ficar ligada à estrada nacional.Para tal, foi constituída  uma Comissão de Melhoramentos onde se juntaram uma série de casais vizinhos: Carrimá, Foz da Cova e Quinta de Belide.

O padroeiro da aldeia é S. José. Pensa-se que a sua Capela foi construída há mais de 200 anos, tendo  sofrido vários restauros ao longo dos tempos. O último  aconteceu  em 1979, sendo praticamente toda demolida e erigida uma nova.   


No seu exterior, encontra-se uma lápide com a seguinte inscrição: "A 11.8.1899, uma violenta trovoada reduziu esta povoação à miséria. Para que tal catástrofe não se repita, prometeu-se a S. José uma festa anual como memória desta promessa. Mandou colocar esta lápide a Comissão de 1943".



Na aldeia existe também uma Capela dedicada a  Nossa Senhora de Fátima, construída   em 1929 em reacção aos acontecimentos de Fátima, que foi reconstruída em 1988.

Os casais:


- Carrimá
A povoação de Carrimá fica situada  no limite do concelho de Góis e a escassos metros do concelho de Pampilhosa da Serra.

Foz da Cova
Foz da Cova, é um casal que actualmente se encontra sem moradores.
Quinta de Belide

Na mesma situação encontra-se a Quinta de Belide.







           Obrigada pela sua presença. Volte sempre.












quinta-feira, 1 de junho de 2017

Gramaça: Sardinhada

A Comissão de Melhoramentos da Gramaça vai realizar mais uma sardinhada, na sua sede em Lisboa, no próximo dia 18 de Junho.
Eis o Cartaz com os esclarecimentos para quem estiver interessado:
Foto de Comissão de Melhoramentos de Gramaça.

Obrigada pela sua presença. Volte sempre.