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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Porque É Fim de Semana: Amiosinho, Caniçal, Cilha Velha, Coelhosa e Corga da Vaca

Porque É Fim de Semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
Hoje vamos conhecer mais algumas localidades.

 Amiosinho

Esta aldeia  situa-se  em duas encostas separadas pela Ribeira de Amiosinho.
Foi fundada em  1853 por  Maria Rita, natural de Alvares e Joaquim Simões da Lomba, freguesia de Serpins.  Ambos eram criados dum abastado proprietário de Alvares, em casa do qual  namoraram e casaram. 
Após o casamento fixaram-se  num local a  2,5 Km de Alvares,  onde  construíram uma  casa,  que foi  a primeira da aldeia, a que deram o nome se Amiosinho.

Como descendentes tiveram três filhos e dezoito netos, que viriam a alargar a povoação.

Em 1953, fundou-se em Lisboa a Comissão de Melhoramentos de Amiosinho. Na década de 90 a Comissão de Melhoramentos abarcou  os lugares de Gavião, Vale de Estroso, Conhos de Aigra, Vale da Mó e Madeiros Pequenos, situados nas redondezas da aldeia. Desde então, passou a chamar-se Comissão de Melhoramentos de Amiosinho e Lugarejos.

A padroeira de Amiosinho é Santa Luzia.
A Capela data de 1994 e foi construída  por subscrição pública e vários auxílios, sob orientação da Comissão de Melhoramentos.


Ao fundo da localidade, passa a ribeira do Sinhel  onde foi construído um açude que deu origem a   uma esplêndida piscina natural.

Caniçal


Até há década de 50 do século passado,a povoação do Caniçal,tinha várias dezenas de habitantes. Desde os anos 80, ficou deserta de pessoas durante a grande parte do ano e a maior parte das habitações estão praticamente em ruínas. 
As pequenas localidades que se seguem estão também em vias de desertificação humana. São lugares onde a natureza foi pródiga  e onde se pode   desfrutar da harmonia e tranquilidade que a região oferece.
 
Cilha Velha
Coelhosa

Corga de Vaca




Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Queijo de Figo

Ingredientes:

  • 250 g de figos secos
  • 250 g de amêndoas
  • 250 g de açúcar
  • 25 g de chocolate em pó
  • 5 g de canela
  • 1,5 g de erva-doce
  • 1,5 dl de água
  • raspa de meio limão
  • açúcar pilé q.b.
Preparação: 
Torre os figos e as amêndoas  e moa-os separadamente. 
Num tacho introduza a água, o açúcar, a canela, a raspa de limão, a erva-doce e o chocolate. Leve ao lume até formar ponto de estrada*. 
Junte a amêndoa moída, mexendo sempre e deixando ferver durante 5 minutos. Seguidamente adicione o figo moído, continuando a mexer e deixando ferver mais 5 minutos. 
À parte, polvilhe uma tábua com açúcar pilé, despeje sobre ela a massa e deixe-a arrefecer. 
Uma vez fria, molde um ou vários morgados.
*  Quando se passa uma colher no fundo do recipiente e a massa já não une, isto é, vai formando uma estrada.






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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Aqueduto das Águas Livres

Durante a ocupação romana, foi construída uma barragem e um aqueduto para aproveitar as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas, visando o abastecimento de água à cidade de Lisboa, então conhecida por Olisipo.
Ao longo  dos tempos, Lisboa foi-se expandindo e aumentando a carência em relação ao abastecimento de água, que nem sempre acompanhava o crescimento demográfico.
Durante o século XVIII, o Rei D. João V, mandou construir o Aqueduto das Águas Livres, uma estrutura monumental, destinada a conduzir água potável suficiente para suprir as necessidades   da capital do país.


Esta obra foi integralmente custeada pelos impostos pagos pelo  povo, pelo que D. João V mandou colocar, no Arco da Rua das Amoreiras,  uma placa escrita  em latim, que dizia: 
"No ano de 1748, reinando o piedoso, feliz e magnânimo Rei João V, o Senado e povo de Lisboa, à custa do mesmo povo e com grande satisfação dele, introduziu na cidade as Águas Livres desejadas por espaço de dois séculos, e isto por meio de aturado trabalho de vinte anos a arrasar e perfurar outeiros na extensão de nove mil passos".
Mais tarde,  o Marquês de Pombal mandou-a  substituir por outra omitindo a referência ao pagamento feito pelo povo.

Desta gigantesca obra   de captação e transporte de água, destaca-se o conjunto de 35 arcos monumentais sobre o vale de Alcântara, que resistiram ao terramoto de 1755.
Este Aqueduto com  58 Km de comprimento, foi inaugurado em 1748. Tem o seu início na nascente das Águas Livres, em Belas e termina na Mãe de Água das Amoreiras, donde a água era   distribuída, primeiro pelos chafarizes públicos e, mais tarde,   pela  rede de distribuição de água ao domicílio.
Esta extraordinária obra de engenharia esteve em funcionamento até 1968 e foi totalmente  desactivada  em 1974.






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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Lisboa: Igreja de Santa Catarina

A Igreja de Santa Catarina situava-se no Alto de Santa Catarina até à sua destruição na altura do terramoto de 1755.
A partir de então, passou a ocupar o espaço da igreja   do Convento dos Paulistas da Serra de Ossa.

Rodeada de prédios, destaca-se pela sua  magnífica fachada com um portão de entrada ladeado por duas imponentes torres sineiras. Passando  o portão, entra-se  num espaçoso átrio que dá acesso à igreja e ao que resta do convento.


O seu interior é duma beleza   e duma riqueza impressionantes, como o comprova a profusão de  talha dourada nos seus vários altares, nos púlpitos, no órgão monumental setecentista, em pormenores decorativos  e nas molduras das pinturas a óleo sobre tela, representando santos da ordem de São Paulo da Serra de Ossa. 
 

De todos os altares, o realce vai para   o altar-mor, considerado o mais belo exemplar da arte da talha, durante o reinado de D. João V . Nele se podem apreciar também, as esculturas de Santa Catarina, de São Paulo e de Santo Antão de origem flamenga. 
O tecto é uma maravilhosa obra de arte de estuque rococó, da autoria  de Giovanni Grossi.
  
Na minha opinião, esta é uma das igrejas mais bonitas de Lisboa, mas sou suspeita, pois  foi aqui o meu local de encontro com Deus,    durante os meus primeiros trinta anos de vida. Foi ali que fiz a primeira comunhão, o Crisma e a comunhão Solene e até iniciei um curso de catequistas.
Pena é o local onde está inserida, circundada de edifícios, que faz com que passe despercebida no meio da descida da Calçada do Combro.






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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lisboa: Santa Catarina I

Santa Catarina é  um  bairro situado numa das sete colinas de Lisboa.
Esta zona da cidade  começou a desenvolver-se, desde que D. Manuel I decidiu mudar a corte  do castelo de São Jorge para o  Paço da Ribeira. 
A alta burguesia seguiu-o,  mandando construir os seus palácios na encosta do antigo Monte ou Pico de Belver,  misturando-se com o povo ligado ao mar.

No Alto de Santa Catarina, antigo Pico de Belver, situa-se o Miradouro de Santa Catarina, um  local onde se pode usufruir duma vista deslumbrante sobre  o rio Tejo, a zona ribeirinha da cidade e a "outra banda".
Contam os antigos, que nos séculos  XVI, XVII e XVIII era comum as pessoas ali se deslocarem,   para observarem  os navios que atravessavam, partiam e chegavam ao Tejo, dando origem à expressão "Ver navios no Alto de Santa Catarina".


A característica que mais se destaca neste bonito miradouro é a estátua do Adamastor , mandada construir pela   Câmara Municipal de Lisboa e inaugurada em  1927, representando o monstro imaginado por Luís de Camões, que o descreveu nos Lusíadas, simbolizando as dificuldades enfrentadas pelos navegadores para passarem o Cabo das Tormentas.

Actualmente, este  Miradouro  é  muito procurado tanto  por lisboetas como por turistas, que ali se deslocam para admirarem a bela paisagem  ali podem desfrutar, para beberem uma bebida na esplanada ou simplesmente para passarem uns agradáveis momentos de descanso.
Bem pertinho do Miradouro, existem dois edifícios que se destacam. São eles: 

- O Palácio de Verride ou Palácio de Santa Catarina.


Foi construído  no século XVIII, para  habitação  do  Conde de Verride e, em 2003, foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa.
Actualmente, este palácio está destinado para uma unidade hoteleira de cinco estrelas.

- O Palácio da Associação Nacional das Farmácias


Este palácio foi construído no século XIX pelo proprietário da "Metalúrgica Vulcano e Colares", no local onde, antes do terramoto de 1755, existia a primitiva igreja de Santa Catarina. 
Mais tarde, foi adquirido pelo industrial Alfredo da Silva, funcionando durante algum tempo, como habitação da família.
Após o 25 de Abril, o palácio passou a exercer  outras funções. Foi  redacção do Jornal Novo e, mais tarde   sede de candidatura de Freitas do Amaral à Presidência da República.
No final do séc. XX,  foi adquirido pela Associação Nacional de Farmácias, que o recuperou para ali  instalar os seus serviços e  o Museu da Farmácia.




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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Porque é fim de semana: Cortes, Mega Fundeira, Portela do Torgal e Fonte dos Sapos


Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
Hoje vamos visitar mais algumas aldeias. Começamos por:

Cortes
Cortes é uma aldeia que remonta à antiguidade, não se sabendo ao certo quando começou a sua existência, nem mesmo qual a origem do seu topónimo.
Os habitantes mais antigos explicam que cortes significa currais. Dizem também que a primeira povoação ficava junto ao rio Unhais e no local onde se encontra actualmente a povoação, tinham os seus currais.
Durante as Invasões Francesas, após a derrota das tropas napoleónicas na batalha das "Linhas de Torres",   os soldados de Massena  passaram pela freguesia de Alvares. Em Cortes  pilharam destruíram e deixaram a Capela em muito mau estado.
Para além da agricultura e criação de gado, uma das actividades mais importantes desta localidade foi, no passado, o fabrico de burel. Sendo um trabalho manual , deu emprego a muitos habitantes da aldeia. 
Esta indústria artesanal manter-se-ia  até ao século XX.

O padroeiro da aldeia é São João Baptista, cuja imagem deu origem a uma lenda. 
A actual imagem do santo foi descoberta por aldeões no matagal, lá para os lados da barragem, tendo prometido a João Baptista que fariam uma festa religiosa em sua honra, todos os anos.
Faltando ao prometido, a imagem desapareceu da capela e foram encontrá-la no mesmo sítio onde a acharam. Daí para adiante, os cortenses nunca mais deixaram de venerar o Santo Padroeiro.
Da sua antiga capela,  cuja data mais antiga que se conhece é 1707, gravada na escada de acesso, resta apenas a sua torre.
Em 1983, foi inaugurada uma nova capela,  aproveitando-se a  torre da antiga.

Na década 80, foi construída uma capela dedicada a São Cristovão, padroeiro dos motoristas, em homenagem à profissão de muitos dos emigrantes naturais de Cortes.


De Cortes seguimos para:
Mega Fundeira


Mega Fundeira é   uma   das   várias aldeias  sobranceiras à ribeira de Mega, uma das fronteiras geográficas  do Concelho de Góis.

Nesta povoação existe uma agradável zona de recreio e lazer , onde a praia fluvial e o parque de merendas, oferecem ao veraneante, as condições ideais para umas férias num ambiente aprazível, beneficiando da tranquilidade, frescura  e ar puro da serra. 


A padroeira de Mega Fundeira é  Nossa Senhora das Dores.
A capela é bastante antiga e foi construída depois de 1721. Actualmente, ainda conserva os castiçais e um crucifixo em estanho.

Seguindo pela EN 2, vamos chegar à
Portela do Torgal
Este pequeno povoado formou-se no cruzamento da EN 2 com o CM 1391 que liga a Cortes e o CM 1160 que liga a: 

Fonte dos Sapos
Esta é mais uma localidade da qual nada encontrei para poder partilhar com os visitantes do blog.

 

Fotos: João Reis Antão


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Teixeira (de Cima)

A Teixeira de Cima é uma localidade do concelho de Seia, situada numa das vertentes da serra da Estrela, que faz parte da rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.

É sede de freguesia da qual faz também parte Canedo e  Teixeira de Baixo. 
Em 1514, recebeu foral concedido por D. Manuel I. Pertenceu ao concelho de Loriga até  1855, data em que foi integrada no concelho de Seia. 
Em 1888  a freguesia foi extinta e Teixeira de Cima passou para a freguesia de Vide. Finalmente em 1946, foi novamente elevada a  freguesia da qual passaram a fazer parte as povoações de Teixeira de Baixo e Canedo, que pertenciam à freguesia de Vide.


Conta a lenda que as duas aldeias denominadas por Teixeira tiveram a sua origem numa   briga entre dois pastores.


A padroeira da Teixeira é Nossa Senhora da Conceição.



Fotos: Net

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dornelas do Zêzere

Dornelas do Zêzere, até 1927  designada apenas por Dornelas, é uma povoação situada na margem direita  do rio Zêzere, no concelho da Pampilhosa da Serra. 
A povoação é muito antiga pois já existia no início da nacionalidade, aparecendo o seu nome, pela primeira vez, num documento do Papa Alexandre IV datado de 28 de Novembro de 1256. 
Era conhecida pela travessia do Zêzere, que ali se fazia e que deu origem a várias lendas.   
Sede de freguesia, já pertenceu a vários concelhos: Covilhã (até ao século XVIII), Fundão (até 1852), Fajão (até 1855) e finalmente Pampilhosa da Serra, o actual.
A freguesia é constituída pelos lugares de: Adurão, Carregal, Dornelas do Zêzere, Machial, Pisão, Selada da Porta e Portas do Souto.
A padroeira desta aldeia é  Nossa Senhora das Neves.


A Igreja Matriz é muito antiga mas desconhece-se a data da sua fundação. 
Em 1320 já era mencionada como a Igreja de “Santa Maria de Dornelas”, no “Catálogo das Igrejas, Comendas e Mosteiros dos Reinos de Portugal e dos Algarves” mandado elaborar pelo rei D. Dinis. 
Este templo   já pouco tem a ver com o  original, pois ao longo dos tempos foi sendo alvo de obras.  
Não tem torre, mas do lado esquerdo tem um campanário de cantaria datado de 1767.

O seu interior é ricamente decorado com talha, o que o destaca das outras igrejas da região. 
Possui imagens em pedra e madeira, de grande valor e o retábulo  principal é do século XVII. 

Na povoação existe ainda a Capela de São Miguel, onde existe um grande um retábulo pintado,  por detrás do altar, com uma data do século XVII.
Em Dornelas do Zêzere existem outros pontos de interesse para além do religioso: 
- um excelente miradouro onde pode apreciar uma bela vista sobre o Zêzere e região circundante; 
- uma magnífica praia fluvial situada na ribeira de Dornelas;
- o Museu Etnográfico. 





Fotos da Net


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