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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Almada: Solar dos Zagallos 3


O Solar possui três capelas. A primeira a ser construída foi a Capela de Santo António da Sobreda, anexa ao Solar. As outras  ficam situadas no jardim, sendo a mais antiga a Capela do Senhor dos Passos e a mais recente a Capela de Santo António do Caiado.

A Capela de Santo António da Sobreda tem planta longitudinal, composta, irregular. No interior, podem-se apreciar um rico revestimento azulejar das paredes e a cobertura em abóbada de berço, pintada com simbologia litúrgica.

Como os Zagallos permitiam a utilização da capela pela população da Sobreda, assistiam  às cerimónias religiosas numa varanda que ligava ao solar, separando assim a família   dos outros crentes.
 

Na Capela-mor, sobressai o altar do período barroco em talha dourada formado por três nichos sendo o da esquerda ocupado pela imagem do orago datado do séc. XVII



A Capela do Senhor dos Passos fica situada na alameda principal do jardim, encontra-se uma capela dedicada ao Senhor dos Passos, de arquitectura barroca, onde se  encontra sepultado Francisco de Paula Carneiro Zagallo e Mello.




Contém no seu interior painéis de azulejos representando a parábola do filho pródigo e, na fachada, o calvário de Jesus.




Ao fundo do jardim, em terrenos que haviam pertencido à Quinta de Santo António do Caiado, encontra-se a Capela de Santo António do Caiado

É um pequeno espaço de culto no qual se destaca o altar revestido de azulejos e o tecto de embrechados (revestimento decorativo feito com conchas, fragmentos de faiança, de rochas e vidro).




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Almada: Solar dos Zagallos 2

Visto do exterior, o conjunto apresenta o jardim do lado direito, o portão de entrada e o edifício acrescentado ao solar ao centro e, do lado esquerdo, a Capela de Santo António da Sobreda que, apesar de pertencer ao Solar dos Zagallos, tem a porta principal  virada para o Largo, uma vez que, a família abriu ali o Culto à comunidade.




Ultrapassando o portão, ao fundo do pátio, vê-se uma casa apalaçada de dois andares, ladeada à esquerda por um corpo também com dois andares de arquitectura pombalina e à direita o muro que separa o pátio do jardim.

O  piso  térreo  tem  duas  arcadas  com  arco em asa  de cesto ladeando uma escadaria que conduz ao patamar do piso superior.




Este patamar é revestido frontalmente com belíssimos painéis de azulejos representando cenas figurativas de meninos-anjos suportando capitéis encimados de jarros com flores.
Entre os quatro painéis, três portadas dão acesso aos dois salões nobres: o salão dourado e o salão verde.
 

Sobre a portada central é visível o brasão com as armas dos Zagallos e dos Carneiros. As armas deste último devem-se à união pelo casamento  entre as duas famílias.

Do lado esquerdo formando um “L “e encostado à Capela de Santo António, foi  acrescentado ao solar primitivo, um outro edifício de planta rectangular, também  com dois pisos.

No interior do Solar, de entre todas as divisões destacam-se:



Os Salões do Rei mandados construir para receber o rei D. João  V e a sua corte. São eles: o “Salão  Dourado “com uma pintura lindíssima no tecto, onde, segundo alguns relatos, estão retratados elementos da família Zagallo e o SalãoVerde, onde se destaca o medalhão que ornamenta o tecto representando Leda, a mulher do Rei de Esparta. 



Curiosamente, o monarca acabou por falecer antes desta visita  e  os salões nunca receberam a visita do rei.

A  Sala das Mentiras , assim  chamada  devido  a  várias curiosidades.O tecto desta sala é a primeira pois é de estuque pintado de forma a parecer madeira (trompe l’oeil) e imita a arquitectura moçárabe; a lareira é outra, pois é meramente ornamental, não tendo saída para o exterior; parece também mentira, o facto deste espaço ser escuro, apesar das inúmeras janelas.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Almada: O Solar dos Zagallos 1



A margem sul foi sempre um local muito apreciado pelos nobres lisboetas, que ali tinham as suas quintas, onde desfrutavam a tranquilidade e frescura das matas que, na época, ocupavam a maior parte da  região.

Foi o que aconteceu com  os Zagallos,uma família nobre oriunda de Reguengos de Monsaraz, que chegou às terras de Almada no séc. XV, no reinado de D. João II. 

No séc.  XVII, mandaram  construir nas terras fidalgas da Caparica, na  zona hoje conhecida por Sobreda, um núcleo primitivo, formado por  casa, jardim, quinta agrícola, instalações de apoio à agricultura e pela capela de Santo António da Sobreda.
Ao longo de três séculos de uso, esta família ali deixou as suas marcas pessoais.
Durante a época da usurpação miguelista esteve aquartelado no Solar dos Zagallos, o 1º Batalhão do Regimento nº 5 da infantaria miguelista.
Já no séc. XX,  em 1921, o Solar foi adquirido por António Piano, resultando daí o facto do Solar ser também conhecido por Quinta dos Pianos.
De origem italiana, a família Piano transformou o local num espaço residencial e de lazer, desconhecendo-se contudo a época de ocupação efectiva.



Em 1985, encontrando-se o edifício em adiantado estado de envelhecimento, foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada. O solar foi então objecto de obras de recuperação, remodelação e restauro. Ali foram instalados vários serviços culturais da Câmara e o Solar e jardins circundantes abertos ao público.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Porque É Fim de Semana: Covanca

Porque é fim de semana, vamos continuar à descoberta das localidades da serra do Açor situadas na União das Freguesias de Fajão e Vidual. Desta vez vamos até à Covanca.

A povoação mais afastada da sede do  Concelho situa-se a meio da  encosta norte do Picoto, e relativamente perto da nascente do Rio Ceira. 

Bem perto, encontram-se as  linhas divisórias de três concelhos – Pampilhosa, Arganil e Covilhã, de dois distritos – Coimbra e Castelo Branco e de três regiões, Beira Baixa, Beira Alta e Beira Litoral. 

O santo padroeiro da Covanca é Santo Amaro, que está acompanhado pelas imagens de Stº António, Stª Bárbara e Nª. Sª. de Fátima, numa pequena capelinha situada no meio das casas, que foi inaugurada em 1997.

 

            

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Exposição: "Arganil-Capital do Rally"

A Câmara Municipal de Arganil vai realizar uma exposição subordinada ao tema: "Arganil-Capital do Rally", que estará patente ao público na Antiga Cerâmica Arganilense, de 16 de janeiro a 6 de março de 2016.







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Carnaval no Soito da Ruiva



A direção da Comissão de Melhoramentos de Soito da Ruiva vai realizar mais um convívio de Carnaval na sua aldeia.
Como já se tornou tradição, de 6 a 9 de Fevereiro, a animação vai regressar ao  Soito da Ruiva em mais este convívio, que contará também, com outra tradição da aldeia, a matança do porco. 
Para tal, a direção está a organizar uma excursão que sairá  no dia 6 (sábado), pelas 14h00,  do Centro Sul (Almada). 
O regresso será no dia 9 de Fevereiro (terça-feira), pelas 15h00. 

O preço a pagar por pessoa será de 40€ e inclui o transporte e as refeições durante os 4 dias. 
Para os que utilizam transporte próprio, o valor das refeições será de 20€ por pessoa.
As bebidas estão incluídas apenas durante as refeições (água, refrigerantes e vinhos).
Os contactos para reserva estão a cargo de  Teresa Neves através do  963949800 ou geral@soitodaruiva.com




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Regresso com Poesia

Depois duma pausa, o Açor regressa com poesia.



Manhã de Inverno

Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.

Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.

A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras húmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.

Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.

Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.

Machado de Assis, in 'Falenas'










Obrigada pela sua visita. Volte sempre.