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sexta-feira, 12 de março de 2010

Broinhas de Mel

O jantar está para o dia como a sobremesa está para o jantar.
( Michael Dorris )



Do site Gastronomia do Concelho de Arganil  trouxe uma receita de broinhas de mel, óptimas para adoçar o  fim de semana.

Ingredientes:

1 Kg de farinha de milho
150 Gramas de farinha de trigo
20 Gramas de sal
1 Colher de chá mal cheia de erva-doce moída
1 Colher de chá de canela
1 Kg de açucar
4 Dl de água
50 Gramas de mel caseiro (escuro)
1 Colher bem cheia de fermento em pó
Gema de ovo para dourar (q.b.)
Manteiga para untar (q.b.)

Preparação/Confecção:

Misture muito bem num alguidar a farinha de milho com a farinha de trigo, o sal, a erva-doce e a canela.
Num tacho leve ao lume a água, o açucar e o mel.
Deixe ferver durante dois minutos.
Verta esta mistura a ferver sobre a farinha, para escaldar e engrossar, mexendo simultaneamente com uma colher de pau.
Logo que a massa esteja bem mexida, deixe-a a arrefecer de um dia para o outro.
No dia seguinte, unte um tabuleiro com manteiga.
Forme as broinhas, espalmando-as com as mãos.
Doure-as com gema de ovo, pincelando-as.
Coloque-as no tabuleiro e leve-as a cozer em forno quente.
Depois de cozidas, retire-as com uma espátula.
Guarde as broinhas em caixas durante dois dias, a fim de ficarem macias.



Bom Proveito!


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Histórias da Serra V

Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se.
(Soren Kierkegaard)

(Foto: Rouxinol de Pomares)


A visita do tio à aldeia, veio precipitar o futuro daquele rapaz. Também o tio fora um inconformado com a sorte de ter nascido no seio duma família humilde, algures numa linda aldeia, mas longe do progresso. Rumara aà capital, onde conseguira singrar e onde fazia  parte da sociedade de várias pastelarias lisboetas.
Ouvindo os queixumes da cunhada que lamentava  a vida que o filho escolhera,  calcorreando montes e vales, muitas vezes de noite e sozinho, no seu percurso entre a aldeia e a Barroca Grande, aconselhou-a a deixar o rapaz ir para Lisboa,  para junto do pai. Com apenas 15 anos, tinha tempo para arranjar algum emprego, como moço de recados  e aprender a atender ao balcão numa qualquer pastelaria.
E, foi assim que após um curto período de férias do pai na aldeia, partiu na sua companhia, rumo a Lisboa.
A viagem foi uma aventura. Começou com o percurso até à sede de freguesia, local onde iria apanhar a camioneta da carreira que o conduziria a Coimbra onde  o combóio o levaria para Lisboa.
Já em Pomares despediu-se da família e foi o primeiro a tomar o seu lugar, indo aninhar-se bem junto a uma janela. Olhou para fora e, nesse momento,   vacilou. Lá fora, a mãe lavada em lágrimas, olhava fixamente para ele dizendo-lhe adeus. Mas, a camioneta arrancou e aquela imagem de sofrimento esfumou-se na nuvem de pó que se formou na estrada de terra batida.
Aos poucos,  a serra ficava para trás e, pelos seus olhos passaram inúmeras povoações e terras de cultivo tão diferentes da sua. Ao chegar a Coimbra, o seu espanto aumentou perante tamanha povoação e movimento. Como seria Lisboa, se ainda era maior?
Ao entrar na  estação dos combóios, os seus olhos arregalaram-se de espanto, perante aquele transporte tão estranho e tão comprido. Seguiu pela gare fora, curioso para ver onde começava  e, quase se perdeu no meio de toda aquela multidão. O pai agarrou-o pelo braço e entraram numa das carruagens onde se sentaram num banco de madeira. Finalmente  o combóio partiu. Durante algum tempo, tentou reter as imagens que tão rapidamente passavam diante dos seus olhos mas, o som dos acordes duma  concertina transportou-o para dentro da carruagem. Num dos bancos da frente, um grupo de homens com os seus instrumentos musicais começou a tocar e, até Lisboa foi um desfilar de músicas e cantares que  lhe tornaram o caminho mais curto.
Finalmente, chegaram. Pegaram nas malas, abandonaram o combóio e atravessaram a estação de Santa Apolónia. Ao chegar à rua viveu, pela primeira vez, a grande diferença entre a sua pequena aldeia onde todas as pessoas o conheciam e estimavam e aquela cidade onde, de repente, ficou rodeado   por  desconhecidos, que por eles passavam apressados, indiferentes à sua presença.
Mas, já que chegara até ali, havia que continuar. Meio atordoado, ergueu a cabeça e enfrentou o futuro.


 
Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Poesia da Lili Laranjo

A poesia é tudo o que há de íntimo em tudo.
( Victor  Hugo )

Nos blogues que sigo, alguns são dedicados à poesia. No dia 8, passeando por alguns deles, deparei com uma de que gostei particularmente e que, após solicitar a autorização da autora, vou partilhar com quem por aqui passar.
A autora chama-se  Lili Laranjo  e, no blog África em Poesia,  mostra-nos muitos outros belos poemas como este que me agradou bastante.


 

Dia da Mulher

Mulher que foi criança...
Mulher que foi menina...
E que rápidamente cresceu...
E quando cresceu...
Tornou-se mulher...
E aí o ser que é...
Mulher... Mulher...
Mulher... Mãe...
Mulher... Avó...
Mulher... Gente...
Porque ser Mulher...
É canalizar tudo...
Tudo e todos...
E tudo gira em seu redor
E quase sempre...
Julga-se insubstituível...
No trabalho... na organização...
Na estrutura do lar...
E a Mulher... esquece-se tantas vezes...
Que também é gente...
Que precisa de ser ela própria...
De viver...
De gostar de si...
E quando consegue...
Que isto aconteça...
Ela é verdadeiramente... Mulher!...

Espero que tenham gostado tanto quanto eu.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

Blogagem Colectiva de Março

Um pai vale mais do que uma centena de mestres-escola.
(  George  Herbert ) 


Uma vez mais, vou participar na blogagem colectiva do blog Aldeia da Minha Vida , onde o tema deste mês é: "Onde cresceu meu pai".
Desta forma,  a Aldeia pretende fazer uma homenagem  a todos os Pais.
Muitos são os colaboradores que irão participar  divulgando as terras onde nasceram, cresceram e viveram os seus pais.
O meu texto será publicado no próximo dia 20 e será um resumo de algumas    postagens sobre o tema que aqui farei dentro em breve.


Uma vez mais aconselho uma visita ao Aldeia da Minha Vida  pois, neste blog poderá conhecer muitas curiosidades acerca  do nosso país.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher


É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta
(  Simone de Beauvoir ) 






Para todas as minhas amigas e visitantes desejo um:
FELIZ DIA DA MULHER!
Imagem: Manuela Cardoso
http://www.simplesmentemanuela.com

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 7 de março de 2010

Selos e Mimos

A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinicius de Moraes)

Esta semana recebi mais uns miminhos de alguns amigos.
O primeiro veio da  Marli  do lindo blog Louca Por Artes que esteve em festa pois atingiu os 500 seguidores.
Juntei-me à festa e, para além do selinho, ainda trouxe um lindo ramo de flores.


Obrigada amiga.



Também o Luís do blog A Tulha do Atílio esteve em festa pois completou 76 anos de idade. Os amigos fizeram-lhe uma homenagem e ele partilhou com os seus leitores o selo seguinte:


Parabéns Luís e obrigada pelo lindo selo.

A amiga  Maria Teresa  do blog Ouvindo Meus Botões, distinguiu-me com um selinho de Blog VIP.




Como eu me senti honrada e  vaidosa!  Obrigada minha amiga.

E a regra para o Prêmio Blog VIP é: eleger 10 (dez) blogs maravilhosos.


Nestas escolhas, tive muita dificuldade de apontar apenas 10 dos blogs maravilhosos, pois todos são diferentes mas igualmente maravilhosos. Desta vez, decidi nomear todos os pedidos, mas vou alargar a todos aqueles que queiram levar o prémio.
 
http://viverpuramagia.blogspot.com/
http://elisabete-crochetcomamor.blogspot.com/
http://silnunesprof.blogspot.com/
http://floradaserra.blogspot.com/
http://loucaporartes.blogspot.com/
http://www.simplesmentemanuela.com/
http://sandraandrade8.blogspot.com/
http://fernandafotos55.blogspot.com/
 

E já agora, façam uma visita aos meus amigos, usando os links que eu deixei. Vão ver que não se vão arrepender.

   
Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




sábado, 6 de março de 2010

GDC Soito da Ruiva: Baile da Pinha


A alegria evita mil males e prolonga a vida.
(William Shakespeare)

 
Após um Carnaval intensamente vivido no Soito da Ruiva, o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva vai organizar o baile da Pinha, no próximo dia 13 de Março, no  Clube da Ramalha  em Almada.
A partir das 19h00, estarão à disposição de todos, os tradicionais  petiscos da região confeccionados no local. De certo  irão fortalecer os presentes para durante a noite mostrarem os seus dotes de dançarinos.
O baile será abrilhantado, uma vez mais, por uma grande amiga da aldeia, a  acordeonista Paula Marques.
Apesar deste ano não poder estar presente, deixo aqui o convite a todos quantos visitam o meu blog. A animação está garantida e os naturais do Soito da Ruiva são óptimos anfitriões.
A imagem que se segue, refere-se a um dos  bailes da Pinha realizados em anos anteriores e onde eu estive presente. 




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pelos Caminhos de Portugal: Castelo de Palmela

A curiosidade do espírito na busca de princípios certos é o primeiro passo para a conquista da sabedoria.
(Sócrates)



Estar em Palmela e não subir até ao castelo é quase como ir a Roma e não ver o Papa. Apesar de as nuvens ameaçarem desfazer-se em chuva sobre a localidade, não resisti e lá fui.
O castelo encontra-se rodeado por uma mata atravessada por trilhos que  me conduziram a uma época remota.
Neste ambiente medieval, deixei-me envolver pela  neblina e  quase consigui vivenciar um passado muito distante. Imaginei  belas damas, com seu longos cabelos caindo em cachos de caracóis, sobre o decote de um rico e vistoso vestido de tecido brocado,   passeando lado a lado com garbosos fidalgos, chegados de uma qualquer cruzada e ouvindo  encantadas as façanhas  prodigiosas que eles narravam, das suas lutas contra os mouros.



À minha frente a porta principal do castelo convidou-me a entrar. Entrei, subi a rampa  e lá estavam o Convento (hoje estalagem) e a igreja  de Santiago.



À medida que percorria o castelo, apreciava  a natureza deslumbrante que me rodeava. Devido à sua situação privilegiada, o castelo de Palmela é um autêntico miradouro queoferecendo a quem o visita, uma paisagem de cortar a respiração.
Olhando para um lado, via uma das encostas da serra da Arrábida e as quintas situadas nos vales  no seu sopé.




À minha frente o estuário do rio Sado, a cidade de Setúbal e uma extensa área da planície alentejana , até onde  o céu nublado me permitia alcançar. 


Do outro lado , lá estavam dois moinhos de vento  que se erguem-se  sobranceiros  à lezíria ribatejana.



Para trás, conseguia avistar uma extensa região que, se não fossem as nuvens, me permitiriam ver o Tejo, Lisboa e  a serra de Sintra.
Olhando  para baixo pude ter  uma visão mais abrangente de Palmela,  dominada pela a sua igreja matriz.





E, com o céu a escurecer cada vez mais, iniciei o meu regresso, não sem antes tirar mais algumas fotografias deste castelo, que se encontra em bom estado de conservação, tanto devido ao funcionamento da Pousada como à dinâmica que a Câmara Municipal ali tem a desenvolvido tanto  no campo cultural como turístico.
Um dia vou voltar com  melhores condições climatéricas, para poder fazer fotografias que melhor traduzam a beleza do local. 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pelos Caminhos de Portugal: Palmela

Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendermos sempre. 
(Paulo Freire )


Mais uma vez, o dia acordou cinzento adivinhando chuva. Hoje tinha  uma consulta de oftalmologia em Palmela e saí de casa um pouco mais cedo, não fosse o tempo pregar-me alguma partida. No entanto, apenas caíram uns chuviscos e  cheguei ao meu destino muito antes do horário previsto.
Apesar de já conhecer bem a localidade, aproveitei  para dar umas voltinhas. A máquina fotográfica que sempre me acompanha, lá estava na mala e as fotos  saíram obrigatoriamente.



- Pelourinho -

Perde-se nos tempos a origem de Palmela mas, sabe-se que foram muitos os povos que por ali se fixaram, antes da sua conquista  aos mouros por D. Afonso Henriques, que a entregou à Ordem de Santiago e Espada, já possuidora duma grande parte do território entre o rio Tejo e Mértola (Baixo Alentejo).


- Monumento  alusivo à Rota dos Vinhos-

Em   1423, D. João I manda construir  um convento no castelo, que passa a ser a sede da Ordem  até à extinção das Ordens Militares. Esse convento encontra-se actualmente transformadado em  pousada de onde se pode usufruir duma vista panorâmica deslumbrante.



- Vista sobre a cidade de Setúbal e estuário do Sado -



- Coreto -

 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Fernão Ferro

Um local sustenta maior quantidade de vida quando ocupado por formas diversificadas.
(Charles Darwin)


Já várias vezes, referi o meu gosto por residir em Fernão Ferro pois, estando a meia hora de Lisboa, estou inserida numa localidade onde as características urbanas se misturam com o bucolismo dos espaços rurais que tanto aprecio.


Como é uma localidade que se desenvolveu bastante recentemente, lado a lado com as moradias e pequenos prédios ainda se podem encontrar terrenos cultivados, pinhais, regatos correndo livremente no seu leito, pomares com os mais variados frutos e rebanhos de cabras e ovelhas a pastar num terreno vazio ou passando na rua a caminho do curral.



Estou ciente que, com o passar dos anos, nesta região em plena   expansão,  o ambiente bucólico vai sucumbir às mãos do progresso e todos os terrenos devolutos vão dar lugar a prédios.



No entanto, a ruralidade inicial de Fernão Ferro ficará perpetuada na decoração de algumas das sua ruas, como se pode ver nas imagens que se seguem.









Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 2 de março de 2010

Regresso aos Cursos

Há três tipos de pessoas: as que fazem, as que vêem fazer, e as que perguntam o que aconteceu.
(John Newborn)





Hoje, já praticamente restabelecida,  regressei às minhas actividades normais, após um período já bastante prolongado para o meu hábito.


De novo, encontrei as minhas  amigas e colegas há  mais de 7 anos e,  confesso que já tinha saudades daquele animado convívio.
No site da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, em  http://www.fernaoferro.pt/ podem tomar conhecimento de algumas das actividades em que me tenho envolvido, desde que passei a residir nesta localidade.

A foto seguinte é de um dos meus trabalhos, que foi publicado no nº 32 da revista ArteIdeias Mãos de Fada.


Eis o original:




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






segunda-feira, 1 de março de 2010

Num dia de sol

Não há necessidade de escolher uma estação do ano predilecta. O que temos de fazer é desfrutar da beleza de cada uma delas.
(Evelyn Lauder)



Finalmente um dia bonito.
Estava já  farta de chuva, de vento, de frio, de estar em casa... Como é que eu, com uma gripe horrorosa,  podia sair para a rua?
Para ir ao médico, vesti-me como se fosse para a neve, toda entrapada em casacos, luvas, botas,  cachecol,... De vez em quando,  uma rabanada de vento levava-me o cachecol e o frio enregelava-me.
Mas hoje, o dia amanheceu sem nuvens e, da minha janela via as avezinhas num bailado estonteante da sebe para o muro e do muro para os pinheiros em frente. Contagiaram-me com a sua alegria e convidaram-me para uma saída até ao jardim.



Apesar do mau tempo, as roseiras já rebentaram e as orquídeas têm os seus botões prontos a abrir, para nos mostrar a sua beleza e colorido.



Após um cafezinho rápido, meti-me no carro e apressei-me a  fazer as minhas compras, pois amanhã já está previsto novo agravamento do estado do tempo. 
Em qualquer dos estabelecimentos em que entrava, a  conversa andava à volta do  mesmo. Chuva, inundações, derrocadas, tempestades e terramotos eram os temas principais. Umas pessoas discutiam o aquecimento global, outras falavam que a água estava em extinção,  mas numa coisa  todas  eram unânimes: já chega de chuva por uns tempos, até porque a Primavera está a chegar...
Enquanto ouvia as conversas,  passou-me pela cabeça uma pequena  pequena poesia que aparecia nos manuais  escolares no meu tempo de docência e que ainda sabia de cor:



Vem depressa, ó Primavera,
Que estamos à tua espera!
Vejo dispostos os teares
E armados os bastidores,
Que são para tu bordares
A ouro do sol e a cores:
Charnecas, várzeas, pomares,
Árvores novas e velhas,
De folhas verdes e flores,
Que dão o mel às abelhas
E a alegria aos lavradores…


Vem depressa, ó Primavera,
Que estamos à tua espera!
 
 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.