Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas.
(Victor Hugo)

Outono é também tempo de caça.
Antigamente a serra do Açor era povoada por animais de caça em abundância. Em Outubro, era normal verem-se grupos de caçadores devidamente equipados, acompanhados pelos seus cães, subirem as encostas da serra em busca de coelhos bravos, perdizes e lebres.
Quando chegavam com os animais caçados pendurados à cintura, era grande a algazarra provocada pela alegria dos cães entusiasmados com a caçada.

- Caçador (José Mendes) com os cães e os coelhos-
Com o passar dos anos, os animais de caça foram escasseando e, por se encontrarem em perigo de extinção, foram aplicadas novas regras, e criadas reservas, tendo por fim proteger as espécies.
Hoje em dia, os caçadores da região passam dias percorrendo a serra e, a maior parte das vezes, não caçam qualquer animal.
Há dias, quando estive no Sobral Magro, andava o meu pai à caça e eu tive que me deslocar a Avô. Na estrada entre o Sobral Magro e o Agroal, avistei um grupo perdizes. Abrandei a marcha e pude observá-las saltitando e correndo na berma até que levantaram vôo.

- Três das perdizes no Vale das Videiras, na berma da estrada -
Pessoalmente, este desporto não me entusiasma nada, no entanto o meu pai é caçador. Escusado será dizer que, houve uma grande risada quando o meu pai chegou a casa sem qualquer animal e eu lhe mostrei a fotografia com as perdizes, que eu tirei ali tão perto.
Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



