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quinta-feira, 9 de março de 2017

Braga - Roma Portuguesa IV

Termino, hoje, os posts dedicados ao património religioso bracarense, com outro bem conhecido Santuário.

Santuário do Sameiro

Consagrado a Nossa Senhora da Conceição é  conhecido  por Santuário da Senhora do Sameiro. 
A construção deste santuário mariano, teve o seu início em 1863, com a construção de um pedestal para colocar uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. 
Em 1870, erigiu-se uma capela para colmatar as exigências dos grande número de pessoas que  que afluíam ao local. Entretanto, este lugar era cada vez mais procurado pelos peregrinos e, em 1890, iniciou-se a construção duma Basílica, que apenas  ficou  concluída no século XX.
A Basílica 
 

A igreja tem características clássicas com a fachada principal de granito,  ladeada por duas torres sineiras ladeando o portal.  
O interior é  coberto por tectos em abóbada  na nave e em cúpula na capela-mor. Tem coro-alto e dois púlpitos.
 
O retábulo-mor é de inspiração barroca,  em mármore. 
Sobre o altar-mor, marca presença um valioso  sacrário de prata e uma imagem de Nossa Senhora, com uma valiosa coroa de 2,5 Kg em ouro maciço. 


Este Templo é rodeado por um conjunto de edifícios de apoio ao santuário, jardins, cruzeiro, fontes, capela de ex-votos, um magnífico parque...



Em frente do Templo, ergue-se uma escadaria  no alto da qual se avista uma das mais bonitas panorâmicas  sobre a cidade. Nesse local, existem dois altos pilares em granito, sobre os quais se erguem as imagens  da Virgem Maria e do Sagrado Coração de Jesus.
Sob a Basílica, foi construída uma cripta destinada a acolher os peregrinos que se deslocam ao  Santuário.
 



Obrigada pela sua presença. Volte sempre.


terça-feira, 7 de março de 2017

Braga - Roma Portuguesa II

Na cidade de Braga existem muitas igrejas e capelas, fazendo jus ao epíteto Cidade dos Arcebispos ou Roma portuguesa.
Vou continuar a divulgar as que tive a oportunidade de visitar. No entanto apenas as fotos de exterior são minhas. As do interior são tiradas da net.
Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia foi construída em 1560-1562, para albergar a irmandade da Misericórdia de Braga, que se encontrava instalada   numa das capelas do claustro da Sé.   
No século XVIII, a igreja foi quase totalmente renovada, resultando daí uma mistura de estilos arquitectónicos diferentes.
A igreja, construída em cantaria, tem a fachada principal  decorada  com bonitos pormenores arquitectónicos,  que envolvem um não menos belo portal, encimado pelo escudo  do Arcebispo D. Gaspar de Bragança e ladeado por dois pares de colunas. 
Embora menos trabalhada, a fachada lateral tem também um bonito portal.


O interior é formado  por uma só nave com tecto de madeira pintada.
Destaca-se na Capela-Mor um magnífico retábulo de talha dourada e, no altar-mor  uma  magnífica escultura de Nª. Sª. da Misericórdia.

Igreja do Hospital de São Marcos

No local onde se encontra actualmente este imponente edifício, funcionou no século  XII uma albergaria e um convento da Ordem dos Templários.
Quando o convento foi extinto, passou a ser utilizado como hospital.
A igreja, também conhecida por Igreja do Hospital, é do século XVIII.
Nessa altura, todo o edifício foi alvo de várias intervenções,  que lhe conferiram o  aspecto actual.

Na parte central deste conjunto arquitectónico destaca-se a bonita fachada da Igreja, ladeada por duas torres sineiras, entre as quais se encontra um nicho com  a imagem do patrono, S. Marcos. O edifício correspondente ao hospital é  encimado por uma balaustrada com  oito imagens  em tamanho natural, representando mártires e apóstolos.


As Relíquias do corpo do Apóstolo e Bispo São Marcos, encontram-se envoltas em grande controvérsia, num magnífico sarcófago na capela-mor, para veneração dos fieis.


Capela dos Coimbras


A Capela dos Coimbras , também conhecida por Capela de Nª Sª da Conceição, foi edificada entre 1525 e 1528, paredes meias com a igreja de S. João  do Souto, no centro histórico de Braga.
Foi mandada construir pelo  eclesiástico  D. João Coimbra, proprietário da Casa dos Coimbras.
A fachada da Capela é de cantaria e tem forma de torre, ornamentada  com esculturas e janelas manuelinas.


O interior tem tecto em abóbada com as armas da família dos Lencastre e, no altar-mor, as armas de D. João Coimbra. As paredes são revestidas de painéis de azulejos.


 
 Igreja de São João do Souto


A primitiva Igreja de S. João do Souto foi erigida no século XII, doada ao arcebispo de Braga e, no século XVIII, foi  totalmente reconstruída.
É uma igreja  pequena de arquitectura simples, unida à Capela dos Coimbras.


O interior tem uma só nave,   com tecto em abóbada.  Tal coma acontece com as paredes exteriores, também as interiores são revestidas com azulejos. 
Os retábulos e alguns ornamentos são de talha dourada. A pia baptismal é de pedra e ali foi baptizado Francisco Sanchez, médico, filósofo e matemático bracarense, como comprova a placa afixada na parede exterior do templo.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre.





segunda-feira, 6 de março de 2017

Braga - Roma Portuguesa I

A cidade de Braga, também conhecida por Roma Portuguesa, ou a Cidade dos Arcebispos, é um dos maiores centros religiosos de Portugal, riquíssima em património religioso.
O post de hoje é dedicado a algumas das suas igrejas.

Sé Catedral 



A Sé de Braga situa-se em pleno  centro histórico  e é  a mais antiga catedral do país. 
A sua construção começou em 1070, obedecendo ao estilo românico. As obras prolongaram-se  por bastantes anos , sendo  mesmo bastante afectada pelo  terramoto de 1135. 
A longo dos tempos foi alvo de inúmeras obras de restauro, sofrendo a influência dos estilos arquitectónicos das épocas em que  se iam realizando.


A Sé Catedral de Braga  alberga os túmulos de Dom Henrique e Dona Teresa, pais de D. Afonso Henriques e um valioso espólio de peças de arte sacra. 

Igreja de Santa Cruz 

Este interessante templo, situado em pleno centro histórico de Braga, foi construído no século XVII. As obras tiveram o seu início em 1625 e a igreja ficou concluída com as duas torres sineiras em 1694.


Em 1734, estava em perigo de ruir e sofreu obras de restauro que terminaram   em 1739.
A fachada é   toda em pedra trabalhada e no interior destaca-se a talha dourada nos vários altares, órgão e púlpitos e os magníficos painéis de azulejos


Igreja do Pópulo


Esta igreja foi iniciada em 1596, por ordem do então arcebispo de Braga Frei Agostinho de Jesus, tendo como padroeira Santa Maria del Popolo, venerada pela Ordem de Santo Agostinho.
Junto à igreja foi construído  o Convento do Pópulo. 
A construção deste complexo prolongou-se por muitos anos, sendo reconstruído no final do século XVIII.
Com a extinção das Ordens Religiosas, o conjunto passou para a posse do Estado. A zona do Convento foi ocupada pelo  Regimento de Infantaria e, actualmente, encontram-se ali instalados alguns serviços da Câmara Municipal. 


O interior da igreja tem apenas uma nave, capela mor e capelas laterais. 
As paredes são revestidas com painéis de azulejos temáticos.


Igreja do Carmo 


A Igreja do Carmo situa-se, actualmente, na freguesia de São Vicente e pertence ao Convento dos Carmelitas.
O convento encontrava-se   no Largo das Carvalheiras, mas em 1654, foram iniciadas as obras de construção do novo convento e igreja no local actual.
Com a extinção das Ordens Religiosas, as instalações do convento foram ocupadas pelo Hospital Militar e, mais tarde, pelo Colégio Dublin. 
Actualmente uma parte é ocupada por um restaurante  outra pelos Padres Carmelitas Descalços que, entretanto, regressaram a Braga e outra pelo Núcleo Museológico do Carmo.

O interior da igreja tem  uma só nave , coro alto, dois púlpitos, dois altares no transepto e duas capelas laterais, para além da capela-mor, cujo retábulo é inspirado no  da igreja do Bom Jesus do Monte. 





Obrigada pela sua presença. Volte sempre.








terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Sesimbra

Sesimbra é uma  vila piscatória, banhada pelo Oceano Atlântico, pertencente ao distrito de Setúbal.
Sobre a história de Sesimbra, sabe-se que é de origem muito remota, pois existem vestígios da presença humana desde a Idade do Cobre.


O núcleo urbano teve o seu início no castelo pelo qual passaram vários povos invasores e, ao longo dos anos, foi  sofrendo  com as lutas, entrando em ruína.
D. Sancho I mandou reconstruir o castelo e  concedeu-lhe  foral em 1201.
Para que a região fosse  repovoada,   foram dadas terras aos pescadores e, no reinado de D. Dinis, foi fundada  uma pequena aldeia  junto ao mar, que passou a ser conhecida por Póvoa de Ribeira de Sesimbra.

A povoação foi-se desenvolvendo e, nos séculos seguintes, viria a ganhar grande  importância na construção naval. D. Manuel I concedeu o Foral Novo à vila em 1514 e mandou construir o forte    de São Valentim.
Durante o domínio Filipino, o forte foi atacado várias vezes e entrou em ruínas. Após a Restauração da Independência Nacional,  foi construído no mesmo local uma nova fortificação: o Forte de Santiago.

Durante o século XX, a povoação registou um acentuado desenvolvimento com o incremento  do turismo e, actualmente, Sesimbra é um dos locais mais procurados  pela sua tranquilidade,   pontos turísticos, paisagens e pela sua praia.

Do património de Sesimbra destacam-se:
Castelo
Igreja de Nossa Senhora do Castelo
Forte de Santiago
Capela do Espírito Santo dos Mareantes

Casa do Bispo
Igreja Matriz de Santiago

Museu do Mar
Museu Municipal
Pelourinho de Sesimbra

Capela da Santa Casa da Misericórdia
Cruz do Calvário
     


Obrigada pela sua presença. Volte sempre.













segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Seixo da Beira

Seixo da Beira é uma vila do concelho de Oliveira do Hospital.Como acontece com  muitas outras povoações não se conhece a data da fundação desta localidade, mas, os monumentos funerários existentes nos arredores, dão-nos a certeza de vida no final do Neolítico. 

Em 1514, a  povoação era conhecida por Seixo do Ervedal, como consta na carta de foral concedida por D. Manuel I, só sendo alterado em 1928. 

Foi vila e sede de concelho até 1836, data em que o concelho foi  extinto, sendo integrado no  concelho de Ervedal até 1855, ano em que este foi também extinto. A partir de então a freguesia  transitou  para o concelho  de Oliveira do Hospital onde se manteve até aos dias de hoje.  


A freguesia de Seixo da Beira, para além da sede de freguesia, é formada por Aldeia Formosa, Felgueira, Isolados, Pedras Ruivas, Póvoa da Barbeira, Seixas,  Sobreda e Vale Torto.
O padroeiro de Seixo da Beira é São Pedro e  a   igreja paroquial é  de granito, datado  do século XVI.
No interior as imagens são dos séculos XV, XVI e XVIII. 

    Do Património desta vila, para além da Igreja Matriz, destaco: 

    - Pelourinho

    O pelourinho desta povoação é de construção  posterior ao foral manuelino.


    - Capela de S. Sebastião
    Capela pobre, modernizada, onde se destaca uma imagem gótica de S. Sebastião, em calcário, dos sécs.XV-XVI.

    - Capela de São João

    Esta Capela tem no seu interior imagens de dois santos: o padroeiro, João Batista e São Sebastião.

    - Capela de Nossa Senhora da Estrela

    Este templo foi construída em 1121, fora da povoação. A capela-mor é do séc.XIV. Tem uma escultura da Virgem com o Menino, de pedra,  gótica, dos séculos XV-XVI e o retábulo dourado com colunas torcidas, do princípio do séc. XVIII.
     
    - Monumentos Funerários
    Nos arredores da povoação existem duas antas, das cinco existentes no concelho de Oliveira do Hospital.
    A Anta de Curral dos Mouros, também conhecida por Anta da Sobreda,   é um monumento funerário megalítico com mais de 6 000 anos. Está  bastante destruída, faltando-lhe a cobertura   que protegia o interior da estrutura. 
    A Anta de Arcaínha ou Dólmen do Seixo da Beira é de todas as antas do concelho  a que se encontra em melhor estado de conservação. Pertence ao final do  período Neolítico. Em 2007, foi alvo de obras e foram encontradas várias peças de cerâmica, correspondentes à época de transição   da Idade do Cobre para a Idade do Bronze.

    Fotos da Net 


    Obrigada pela sua presença. Volte sempre.









    quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

    Nogueira do Cravo

    Nogueira do Cravo é uma povoação muito antiga, situada a 7 Km de Oliveira do Hospital, a sede do concelho.
    D. Sancho I doou a região a Mendo Pelágio, aio do futuro D. Afonso II, denominando-a por Couto de Nogueira.
    Pertenceu de seguida aos Bispos de Coimbra, recebendo primeiro foral em 1177. Este foral foi renovado    por D. Manuel I, em 1514. A partir dessa data, foi concelho  que apenas foi extinto em 1836, quando passou a sede de freguesia, integrada no  concelho de Oliveira do Hospital.
    O actual topónimo só passou a ser utilizado em finais  do século XVII.
    Da freguesia fazem ainda  parte as seguintes povoações: Senhor das Almas, Aldeia de Nogueira, Galizes,  Vendas de Galizes, Recta da Salinha,  Vale de Dona Clara  e Vilela. 
    Tal como aconteceu em Santa Ovaia, também nesta freguesia habitaram numerosos pedreiros que falavam entre si uma   linguagem própria "Os Verbos dos Arguinas".


    O orago da povoação é  Nossa Senhora da Expectação.
    A Igreja Paroquial, segundo a inscrição gravada   no cunhal da Igreja, data de 1806. Foi reconstruída no princípio do século XIX, seguindo a tradição setecentista.
    Do património de Nogueira do Cravo, para além da Igreja Matriz,   destaco entre outros: 

    - O Pelourinho
    Datado do século XVII, de estilo Manuelino, não se encontra no local primitivo. Não se sabe ao certo a data em que foi mudado para o sítio onde actualmente se encontra implantado.
     
    - A Casa da Calle

    Esta casa tradicional beirã,  datada de 1743, pertence à família Tinoco. 
    Segundo consta, o seu nome parece estar ligado a uma caleira que transportava água e que atravessava a propriedade.
    Nesta casa esteve algum tempo instalado Almada Negreiros, autor do projecto da lareira da casa e do jazigo da família, no cemitério de nogueira do Cravo.

    - A Casa dos Mouros
    Esta casa é uma habitação pouco comum por ser construída sobre um penedo.  
    Conta a lenda  que a casa foi construída pelos mouros numa só noite, e que o interior do penedo guarda um valioso tesouro. 

    - Capela de   de Santo António

    Esta capela de arquitectura singela, data do século XVIII, situa-se no Largo de Santo António.


       


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