quarta-feira, 25 de abril de 2018

Setúbal: Igreja do Antigo Convento de Jesus

Num passeio por Setúbal, a minha actual sede de município, chamou-me a atenção a Igreja do Antigo Convento de Jesus.



Este  que é um dos grandes tesouros da região, encontrava-se em avançado estado de degradação, pelo que foi adquirido pela Câmara Municipal, encontrando-se desde 2012, a ser alvo de obras de requalificação que possam devolver a este Monumento Nacional, a  sumptuosidade dum dos principais monumentos do estilo Manuelino em Portugal. 
Este Convento foi fundado por Justa Rodrigues Pereira, ama do rei D. Manuel I, em 1490. 



Em  1494, D. João II mandou ampliar o convento que, em 1496, já era  ocupado pelas Freiras Clarissas.
Em 1888, após a extinção das ordens religiosas, o edifício foi convertido no Hospital da Misericórdia, que ali funcionou até 1959.
Desde 1961, funciona no Convento, o Museu de Setúbal, onde podem ser apreciados  os principais tesouros artísticos da cidade.


A Igreja, de estilo gótico, tem um magnífico interior, onde se destacam belas colunas torsas feitas em pedra típica da Serra da Arrábida, que  suportam as três naves abobadadas. 



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

Poetas da Serra

Conhheci, no Facebook, Suma amiga com uma grande sensibilidade para a poesia, com a qual logo me identifiquei. Eis um dos seus poemas.

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Sentires


Há palavras… sorrisos…
Silenciosos abraços
Cheios de palavras 
Afetivas transparências
Pelos olhos passadas 
São turbulências
No meu íntimo a emergir…
Me envolvem na emoção
E eu me deixo seduzir…
Perco a noção dos passos
Deslizo sob nuvens de algodão
E chego a ver flores 
Flores… nas pedras do chão…
Respiro aromas…imagino cores… 
Qual borboleta… levanta asas…
Em planares sedutores
E eu!
Olhando-a…
Sem sair do mesmo lugar
Não tenho dúvidas
Também eu… me sinto voar…
São Pereira




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




terça-feira, 24 de abril de 2018

BOLO DE BACON

Ingredientes:
200 gr de bacon
150 gr de farinha de trigo
100 gr de mozarella light ou outro queijo ralado a gosto 
3 ovos 
1 cebola média/grande 
1 dl de azeite 
1,2 dl de leite 
1 colher de chá de fermento em pó 
Sal e pimenta qb
Preparação:

Unte uma forma de bolo inglês e pré-aqueça o forno a 180º. Corte a cebola em gomos (meias lulas) e cozinhe-a em metade do azeite até amolecer e começar a ficar transparente. Depois adicione o bacon em cubinhos e deixar cozinhar e libertar sabor por uns minutos, sem nunca deixar queimar. Depois de pronto, deixe arrefecer completamente. Depois de frio junte a farinha, o fermento, os ovos inteiros e vá misturando bem. Adicione o leite, o restante azeite e o queijo ralado. Tempere com sal e pimenta moída, volte a envolver toda a massa e deite na forma. Leve ao forno por 45 minutos. Quando cozido, desenforme e sirva em fatias num lanche ou como refeição principal, acompanhado de uma salada.

Foto de Elvira Nobre.


‎Fonte: Elvira Nobre em "Os Beirões no Facebook"





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!




segunda-feira, 23 de abril de 2018

Forcadas e Fonte Fria

Continuamos na freguesia de Matança e vamos conhecer alguns pormenores de duas aldeias que fazem parte desta freguesia.
São elas: Forcadas e Fonte Fria.
Forcadas é uma localidade de que não existe documentação sobre a sua origem, anterior ao 
século XVII, pelo que se pensa que tenha surgido a partir duma das quintas que abundavam na região.



No entanto, a existência duma necrópole medieval de sepulturas escavadas na rocha, conduz-nos à certeza de ter havido habitantes naquele local, por volta dos séculos IX ou X. Mas, mais antiga ainda, é a teoria de, nas proximidades, ter havido uma povoação do tempo dos romanos,  como comprovam  as várias peças de cerâmica de construção, ali descobertas.

Esta aldeia, como outras na região, foi também local de fixação dos judeus convertidos como testemunham as marcas daquele povo, em algumas das suas habitações.
Existe também um "nicho-oratório" que possivelmente datará do século XVIII. 




Seguimos agora a caminho da aldeia de Fonte Fria e vamos deparar com  a bonita capela barroca de São Miguel.


À entrada da Fonte Fria encontramos uma outra capela dedicada a Santa Eufemia, de estilo romano-gótico, que deve datar da época da  primeira dinastia. É uma capela  com um portal ogival e cachorrada com figuras animalescas na capela-mor.




Fontes: Wikipédia e Blogues de Algodres
Fotos da Internet






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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque é fim de semana: Matança


Porque é fim de semana, vamos continuar na descoberta  das  freguesias  do concelho  de  Fornos de Algodres e conhecer um pouco da freguesia de Matança.  




Esta é uma das mais antigas povoações do concelho, devendo   remontar à época dos romanos.
Situada numa região onde o povoamento humano tem mais de 5000 anos, como comprova a existência dum monumento megalítico perto desta localidade, a Anta das Corgas, ou Casa da Orca das Corgas
Existem também vestígios da civilização romana, havendo quem afirme que passava por esta antiga vila, uma via que ligaria Viseu a Trancoso. À entrada da povoação, existem ainda  duas  pontes medievais, provavelmente de fundação romana e perto duma delas  existem restos de uma calçada romana.



Matança foi sede de concelho a partir de 1270, data em que recebeu o primeiro foral concedido por  D. Afonso III,  sendo confirmado por  foral novo, dado por D. Manuel I, no século XVI. 
Este concelho, que pertencia à Comarca de Trancoso, só foi extinto em 1836, pela reforma liberal, mas ainda conserva o seu pelourinho, antigo símbolo da autonomia municipal,  situado na praça onde outrora se encontrava o edifício municipal.



A padroeira de Matança é Santa Maria Madalena.
A sua Igreja Matriz tem data desconhecida, mas provavelmente  datará dos séculos XIII ou XIV. 
Esta igreja que era já importante no tempo do Rei D. Dinis, que a taxou para a guerra contra os mouros em 40 libras, sofreu várias alterações  no século XVIII.
No exterior,  conserva ainda o  portal românico e algumas pedras sigladas caraterísticas da época medieval.

Em Matança podem ser visitados outros locais de interesse patrimonial

- Dólmen de Matança




Anta de câmara poligonal de nove esteios, dois dos quais apresentam vestígios de gravuras rupestres. Foi construído, provavelmente, entre 2900 a.C. e 2640 a.C.

- Ponte romana 



Constituída por dois arcos, que fazia ligação à calçada romana.

- Pelourinho



O monumento manuelino, que se pensa datar  do século XVI. Construído em granito, é constituído por uma coluna octogonal assente em degraus, com remate em capitel de gaiola. 


Esta freguesia inclui, além da sede de freguesia, os lugares de Fonte Fria e Forcadas que serão alvo do próximo post do Açor.


Fonte Wikipédia e blogues de Algodres
Fotos da Internet


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Coimbra: Portugal dos Pequenitos

O Portugal dos Pequenitos, localiza-se junto ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e é um parque temático destinado às crianças, principalmente.


Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto  e inaugurado em  8 de junho de 1940. Desde 1959, integra o património da Fundação Bissaya Barreto.
Este espaço lúdico-pedagógico, constitui uma mostra em tamanho reduzido do património português construído no país e no Mundo.

A construção deste espaço desenvolveu-se em três etapas:
A primeira fase, é formada por um conjunto de casas típicas portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região do país bem como o conjunto de Coimbra, onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade. Foi construída  entre 1938 e 1940.


A segunda fase é formada  pelos monumentos mais representativos, do nosso país.

A terceira fase diz respeito à representação das antigas províncias ultramarinas portuguesas, concluída em finais da década de 1950.



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terça-feira, 17 de abril de 2018

Coimbra: Quinta das Lágrimas

Coimbra não é só monumentos. 
A cidade, que D. Afonso Henriques tornou capital do reino, tem muito mais para oferecer a quem a visita. Existem na cidade locais emblemáticos de visita obrigatória.
Um deles é a Quinta das Lágrimas.


Envolta num clima de romance e tragédia, esta quinta foi o palco da  história de amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro.  Era nos jardins da Quinta das Lágrimas, que D. Pedro se encontrava secretamente com D. Inês e  foi ali que terminou a história de amor dos dois amantes, quando os mercenários do rei  D. Afonso IV, assassinaram  D. Inês de Castro.



O jardim  é constituído por uma zona de mata, um autêntico museu vegetal, onde podem ser observadas  várias árvores vindas de diversos pontos do Mundo. Em tempos, era nesta mata que a família real caçava.
Mais tarde, o terreno passou para a posse da Universidade de Coimbra e de uma ordem religiosa.


Em 1730, a quinta foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, que mandou construir um palácio que foi destruído por um incêndio em 1879 e reconstruído no século seguinte, à semelhança dos antigos solares rurais portugueses, com biblioteca e capela.
Actualmente no palácio funciona uma unidade hoteleira.



Passeando pelo jardim, podemos encontrar a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas, o anfiteatro da Colina de Camões, o lago redondo rematado com pedra grossa, inspirado no lago das Lágrimas, que fica perto. 


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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coimbra: Mosteiro de Santa Clara

O Mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi fundado em 1283 por D. Mor Dias, uma nobre coimbrã para ser entregue às freiras clarissas. No entanto, a vontade desta dama nunca foi aceite.


Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento e conseguiu da Santa Sé, autorização para o seu  funcionamento.  Custeou a construção de  novos edifícios, num dos quais se recolheu após a morte de D. Dinis, para  dedicar o resto da sua vida à religião.


O Mosteiro destacava-se na época, pelo tamanho da igreja e do claustro e pela abóbada em pedra que cobre as três naves.
Situado junto à margem do Mondego, foi várias vezes invadido pelas águas do rio,  pelo que foi construído um  piso superior, conduzindo o primitivo ao abandono.
No entanto, em 1677, era fundado no Monte Esperança, um novo mosteiro, mandado construir por D. João IV, que ficou conhecido por Santa Clara-a-Nova, enquanto  o antigo passou a ser designado por Santa Clara-a-Velha. 
A partir dessa data, o Mosteiro original foi votado  ao   abandono, atingindo um avançado estado de ruína.


Recentemente, o conjunto de Santa Clara-a-Velha foi alvo de obras de recuperação, que puseram a descoberto um grande número de vestígios arqueológicos.

Actualmente, o Mosteiro está aberto ao público e põe à disposição dos visitantes, para além de visitas à igreja e às estruturas arqueológicas restauradas, um  Centro Interpretativo onde se pode apreciar o espólio descoberto. 


O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova tem estilo barroco e começou a ser construído em 1649. Em 1677, passou a albergar  as monjas clarissas.
Na igreja, guarda-se, no retábulo da capela-mor, a urna de prata e cristal, do séc. XVII, onde é venerado o corpo da Rainha Santa Isabel. O túmulo primitivo da padroeira da cidade, em pedra, construído em 1330, encontra-se no coro baixo da igreja. 



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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Porque é Fim de Semana: Infias

Porque é Fim  de Semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do concelho  de 
Fornos de Algodres e  vamos conhecer um pouco da freguesia de Infias, situada a poucos quilómetros da sede do município.



Não se conhece a origem desta povoação, mas deve ter sido muito importante durante a ocupação romana. A  comprovar o facto, foram encontrados importantes achados arqueológicos, como são os casos  duma lápide  dedicada ao deus Mercúrio  que se pode observar  na parede da igreja de São Pedro, os restos de templos, com os seus pórticos e escadarias, fragmentos de colunas, moedas romanas, mós e outros utensílios reveladores duma importante povoação, ou talvez duma cidade romana.
Em 1258, nas inquirições de D. Afonso III  já era feita referência a vários habitantes desta povoação.


Em 1320,  D. Dinis  taxou a igreja de S. Pedro de Infias, em 10 libras portuguesas para a guerra contra os Mouros, o que atesta a importância desta localidade na época. A acrescentar, sabe-se que ali passava a via romana Viseu-Celorico-Idanha-Mérida.
Nao se conhece nenhum foral concedido a Infias, mas em 1525, esta povoação era vila e concelho,  como aparece no Cadastro da População do Reino, mandado efectuar por D. Joao III: "...Vila e concelho de Enfiaens...".
O concelho foi extinto em 1836 e incorporado no de Fornos, que na altura  passou a chamar-se "Fornos de Algodres".



O orago de Infias é São Pedro.
A primitiva igreja de S. Pedro de Infias foi construída  provavelmente no século  XIV e dela já pouco resta. A  actual é muito mais recente.
A fachada supõe-se  ter sido construída do seculo XVI, mas a torre sineira é de meados do seculo XIX.
Tem planta longitudinal e é composta por uma só nave, capela-mor mais estreita e baixa e um campanário e sacristia adossados. 
No interior, destacam-se  um retábulo-mor tardo-barroco e o arco triunfal com  pilastras biseladas.
Nesta igreja, existe  uma pequena lapide romana, dedicada ao deus "MERCURIO", que possivelmente terá sido trazida dum outro local.

- Pelourinho




O pelourinho tem  características do estilo manuelino, semelhante a outros no mesmo concelho e terá sido erigido nas primeiras décadas do século XVI.




Fontes: Wikipédia e blogues de Algodres


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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Coimbra-Mosteiro de Santa Cruz

Hoje vamos iniciar uma descoberta pelos principais monumentos da cidade de Coimbra.
Começamos pelo  Mosteiro de Santa Cruz.
Fundado em 1131, no exterior das muralhas de Coimbra, sob o patrocínio de D. Afonso Henriques,   foi entregue à Ordem de Santo Agostinho.
D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I escolheram o Mosteiro para ali serem sepultados.


Santa Cruz foi berço dos primeiros estudos medievais em Portugal, tendo como um dos estudantes mais ilustres, Santo António, que ali aprofundou os seus estudos teológicos.
Nos séculos seguintes, Santa Cruz tornou-se num reputado centro cultural e intelectual do reino.
Do templo original, de estilo românico, já pouco resta, pois ao longo dos anos, as obras de que foi alvo, alteraram grande parte da sua arquitectura primitiva.


As principais foram realizadas durante o reinado de D. Manuel I. 
No interior do templo, a nave única e a capela-mor foram recobertas por uma abóbada manuelina de grande qualidade. Por volta de 1530, foi construído um coro-alto, sobre a entrada.  Foi também instalado, na capela-mor, um magnífico cadeiral, um dos raros da época manuelina ainda existentes no país.



Merecem igual destaque a construção dos túmulos reais, em estilo renascentista, na capela-mor da igreja, hoje Panteão Nacional.
No século XVIII instalou-se um novo órgão, em estilo barroco e as paredes da nave foram revestidos de azulejos azuis e brancos representando  passagens bíblicas.
A fachada do mosteiro foi ricamente decorada com duas colunas e elementos românicos, do século XVI.
A sacristia é do século XVII, com destaque para pinturas de Grão Vasco e Cristóvão de Figueiredo.

Nas traseiras, localizam-se:

- O Claustro do Silêncio



De estilo manuelino data do século XVI, e inclui quatro baixos-relevos, com cenas da Paixão.

- O Claustro da Manga


Situado no meio dum dos claustros do Mosteiro de Santa Cruz,  é uma  bela construção, outrora conhecida por Fonte da Manga.


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