quarta-feira, 11 de abril de 2018

Coimbra: Sé Nova

A Sé Nova de Coimbra é a sede da Diocese de Coimbra, desde 1772.
Situado próximo da Universidade de Coimbra,  o edifício começou a ser construído em 1598, sendo inaugurado apenas em 1698. Inicialmente terá sido a Igreja do Colégio dos Jesuítas ou o Colégio das Onze Mil Virgens.


Na fachada da igreja notam-se dois estilos que marcam as épocas em que foram construídos. Na parte inferior,  maneirista, destacam-se  as estátuas de quatro santos jesuítas (Santo Inácio de Loyola, S. Luís Gonzaga, S. Francisco Xavier e S. Francisco de Borja). A parte superior tem decoração barroca e foi concluída apenas no século XVIII.


O interior tem uma só nave abobadada com capelas laterais. O transepto tem cúpula e lanternim. No transepto e na capela-mor enfatizam-se os magníficos retábulos de talha dourada, de finais do século XVII e princípios do século XVIII.
Nas capelas laterais, destacam-se também belos retábulos maneiristas e barrocos.



O cadeiral de pau preto da capela-mor, do século XVII e a pia baptismal de estilo gótico-manuelino, do século XVI foram trazidos da Sé Velha.



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terça-feira, 10 de abril de 2018

Coimbra: Sé Velha

A Sé Velha de Coimbra foi edificada no local onde antes existira um outro templo, onde também funcionava uma escola-seminário, sob a alçada do bispo D. Paterno e sendo governador D. Sesnando.
Esta igreja foi várias vezes destruída pelos ataques das tropas muçulmanas e, quando D. Afonso Henriques fez de Coimbra a capital do país, mandou construir aquele que é considerado o edifício de estilo românico mais importante do país.


A construção desta Igreja com características de fortaleza, deve ter começado em 1164, por iniciativa do bispo D. Miguel Salomão, que a ajudou a financiar.
Construída em calcário amarelo, é formada por três naves, transepto saliente e cabeceira tripartida.
O exterior, com as suas altas paredes, ameias e pequenas janelas, tem o aspecto dum pequeno castelo, que se justifica devido às lutas frequentes na época.



D. Sesnando, conde de Coimbra, foi sepultado neste local que, apesar de ainda não estar totalmente terminado, foi consagrado em 1184.



No interior do templo, destacam-se, a cabeceira, a torre-lanterna sobre o cruzeiro, a pia baptismal e os túmulos medievais entre outros...
Em 1185, ali foi  coroado rei de Portugal, D. Sancho I, filho de D. Afonso Henriques.



As obras foram continuando através dos tempos e, o claustro situado a sul da igreja, foi construído apenas no início do século XIII, durante o reinado de D. Afonso II.
No início do século XVI, foi construída a Porta Especiosa (renascentista), as naves foram decoradas com azulejos e  o absidíolo Sul foi modificado.
Merecem realce ainda, a Capela do Sacramento,  a Capela de D. Duarte de Melo e o  retábulo de talha dourada da capela-mor, em estilo gótico.


Após a expulsão dos Jesuítas, a sede episcopal foi transferida para a Sé Nova de Coimbra e esta Catedral foi esvaziada de grande parte do seu património e entregue   à Santa Casa da Misericórdia, passando a funcionar como Capela.
Em 1785 é ocupada pela Ordem Terceira de São Francisco e em 1816 pela paróquia de São Cristovão.




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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Coimbra: Universidade

Após a minha última deslocação a Coimbra, resolvi dedicar mais alguns posts a esta linda  cidade de que sempre gostei muito. Vamos visitar os seus locais mais emblemáticos. 
Sendo muitas vezes apelidada por "cidade dos estudantes", vamos começar pela  sua Universidade, a primeira fundada no país. 


Situada num local que se avista de longe, destacando-se no meio do casario, foi fundada pelo rei D. Dinis.
Funcionando umas vezes em Lisboa, outras em Coimbra, fixou-se definitivamente nesta última cidade, no Paço da Alcáçova, em 1537. Com o passar dos anos foram acrescentando novos edifícios ao Paço da Alcáçova, que passou a ser conhecido por "Paço das Escolas". Pelo seu interesse histórico e arquitectónico, destacam-se:
- A Porta Férrea


Data de 1633/34 e é a porta de entrada no Paço da Alcáçova.


- A Capela de São Miguel


Data provavelmente do século XVI, com estilo manuelino. 
O retábulo principal é de talha dourada, considerado uma obra prima do maneirismo português.
O órgão é de estilo barroco datado de 1733.

- O Colégio de São Pedro
Fundado em 1540, por D. Rodrigo de Carvalho, na Rua da Sofia, foi transferido para os aposentos dos infantes no Paço das Escolas, em 1574.

- A Biblioteca  


Foi mandada construir por D. João V, entre 1717 e 1725.  
Devido às riquezas vindas do Brasil, é uma esplendorosa  obra de estilo barroco.
Uma porta monumental dá acesso ao interior revestido por estantes forradas a folha de ouro e decoradas com motivos chineses.
Em destaque na Biblioteca, encontra-se o retrato de D. João V, o patrono desta biblioteca, uma das mais belas do país.


- A Torre 


Construída entre 1728 e 1733, tem 33,5 m de altura. No topo tem um relógio, um miradouro e vários sinos, sendo um deles chamado de "cabra", que era o que marcava a hora de despertar e recolher dos estudantes.

- A Via Latina 


 É uma varanda construída entre 1773 e 1777, situada na fachada principal do antigo Paço Real.


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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Porque É Fim de Semana: Algodres

Porque  é Fim  de Semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do  concelho de  Fornos de Algodres.
Hoje vamos dedicar-nos à freguesia de Algodres cuja origem é desconhecida. No entanto, foram encontrados   vestígios de vida na região, desde a  pré- história. 
Nas Inquirições de D. Afonso III aparecem várias referências à povoação de Algodres, destacando-se os nomes dos cavaleiros-fidalgos Afonso Fernandes e Mem Pichel, que ali  compraram à coroa, vinhas e casas foreiras. 
Algodres, recebeu a primeira  Carta de Foral de  D. Sancho I, em 1200. Em 1311, a povoação recebeu outro foral de D. Dinis e em 1514, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo.
A vigairaria de Algodres era do padroado real e foi uma comenda da Ordem de Cristo.   
Na Idade Média, o  concelho era extenso e correspondia ao território ocupado   pelo  actual concelho de Fornos de Algodres. 
Em 1821, a sede do concelho já se tinha transferido para Fornos e Algodres passou a freguesia,  constituída pelos lugares de Algodres, Furtado e Rancozinho.

O seu orago é Santa Maria Maior 



A Igreja de Santa Maria Maior, situa-se no centro da povoação e foi erigida,  no século XII.
Este  templo foi alvo de  várias obras ao longo dos tempos, pelo que obedece a vários estilos arquitectónicos, consoante a época em que  foram executadas. 
A fachada principal termina em frontão interrompido. Sobre este, ergue-se o campanário rematado por três pináculos. A torre, foi construída em 1777.

Tem planta longitudinal com uma só nave, capela-mor mais estreita e sacristia adossada à lateral direita.
O arco triunfal é ladeado por retábulos do início do séc. XVIII. A capela-mor é marcada pelo retábulo de talha dourada traçado maneirista com telas representando santos e pela imagem da padroeira que se pensa datar do século XIII.
Este templo foi classificado como Imóvel de Interesse Público. 
Existem na povoação outros templos religiosos dos quais destaco alguns:

- Igreja da Misericórdia



Foi fundada em 1621 e tem   arquitectura barroca. 
Tem planta longitudinal formada de nave e capela-mor. No interior destacam-se o arco triunfal de volta perfeita, os retábulos colaterais, de talha policroma rococó e o retábulo de talha dourada de estilo joanino da Capela-Mor.

- Capela de Nossa Senhora das Dores



Esta Capela situa-se à entrada da aldeia e para além da Capela tem ainda  um Calvário, com vários Passos e cruzes, que correspondem às paragens durante a procissão da Paixão. 
A capela tem planta longitudinal simples de nave única, antecedida por um alpendre aberto
No interior destaca-se o retábulo-mor neoclássico.
O calvário é composto por três cruzes assentes numa plataforma quadrangular, com plintos paralelepipédicos e, no cimo, cruzes latinas.

- Capela de Nossa Senhora do Campo



Esta Capela que data do século XVIII, tem planta longitudinal formada  por uma só nave antecedida por um alpendre aberto. No interior, destaque vai para um retábulo de talha barroca e, no exterior, para a sineira.


- Capela da Santa Bárbara



Situada no alto do monte da Santa Bárbara, a capela é ladeada por um adro, donde se pode desfrutar duma magnífica paisagem.

- Capela de Nossa Senhora da Saúde



Esta Capela fica situada num dos extremos da povoação.

Do Património não religioso, destaco:  

- O Pelourinho



Edificado no século XVI, localiza-se no meio da praça, junto à Igreja Matriz
Está classificado como Imóvel de Interesse Publico .

- Solar da Família Camelo Forte 




Solar que  pertenceu à família Camelo Fortes, até 1871, data em que faleceu  a última representante da família, D. Josefa Camelo Forte, passando os bens  para a família Falcão de Tondela.
Tem duas janelas de avental do século XVII. 

- Paços do concelho de Algodres


Este edifício onde funcionaram os antigos  Paços do Concelho, Tribunal e Cadeia,  terá sucedido ao  primitivo situado na Praça. Mais tarde, foi usado , por algum tempo, como solar da família Osório de Castro, como comprova   o brasão que hoje ostenta.

- Património Arqueológico 


Em Algodres foram encontrados vários vestígios arqueológicos dos quais destaco:
. Estela de cabeceira de sepultura, circular com uma cruz em alto relevo; 
. Lagaretas ( tanques) escavadas na rocha que se pensa serem  lagares, utilizados na produção de azeite ou de vinho; 
. Fragmentos de cerâmica de construção;
. Ara Votiva na capela de S. Clemente na aldeia do Furtado.


Fonte: Wikipédia e blogues de Algodres

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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Festa Regionalista do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

Da Direcção do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, recebi o pedido de divulgação da seguinte notícia de mais uma das iniciativas deste grupo.

Festa Regionalista 2018
O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa vai levar a cabo mais um evento... Desta feita a Festa Regionalista 2018!Desde a sua fundação que esta festa tem praticamente acompanhado a existência do grupo e desta vez não é exceção. Sempre com o objetivo de angariar fundos para a manutenção do rancho (vocacionado para trajos, utensílios, instrumentos e ajudas nas despesas de deslocação e representação), este ano o cartaz é prometedor...Nos tempos que correm não é fácil para uma associação sem fins lucrativos sobreviver sem os seus sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos. Por isso e numa tentativa de recordar velhos tempos em que todos se reencontravam na Casa da Comarca de Arganil para conviver, elaborámos o seguinte programa, para o dia 15 de Abril:14h30m – Início do Baile com o Acordeonista Gonçalo Barata15h00m – Atuação do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa15h30m – Atuação dos Artistas PACO BANDEIRA, MICAELA E XANA CARVALHO16h30m – Atuação do Rancho Folclórico "Os Minhotos da Ribeira da Lage17h00m – Leilão18h00m – Continuação do Baile com Gonçalo Barata18h30m – Atuação dos Artistas MELÃO, JORGE GUERREIRO, RICARDO JOSÉ E SÉRGIO ROSSISalientamos que este ano, ao contrário dos anos anteriores, a Festa Regionalista será ao DOMINGO à tarde. Contudo, o local mantem-se: CASA DA COMARCA DE ARGANIL, em Lisboa.Conjugando deste modo o Folclore e a Etnografia com Artistas Conhecidos, Convívio, Diversão e ainda Serviço de Bar e Produtos Regionais, espera-se uma grande tarde de amizade e alegria.Venha reviver velhos tempos, venha passar um bom serão, venha ajudar o folclore e a etnografia, venha ajudar a representação arganilense em Lisboa, venha DIVERTIR-SE...O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa conta com a sua presença.
A direção



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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Licor Carolans


1 lata de leite condensado
1 medida da lata de whisky
1/2 pacote de natas
1 colher de chá rasa de café instantâneo
1 colher de chá rasa de chocolate em pó


Colocar todos os ingredientes numa garrafa, agitar bem e está pronto.



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terça-feira, 3 de abril de 2018

Recordação de Coimbra

Nos últimos tempos, sempre que me desloco a Coimbra,  a capital do distrito da minha aldeia, é para ir ao hospital. 
Hoje porém, tal não aconteceu e fui acompanhar o meu pai, para ele resolver os seus assuntos na cidade.


Enquanto esperava no carro, embarquei numa viagem ao passado  e passaram pela minha lembrança outros momentos, em que esperava também pelo meu pai, enquanto ele envidava esforços para conseguir obras que conduzissem a nossa aldeia para um futuro melhor. 
Eram horas e horas que eu e a minha mãe passávamos no carro. 
E como custavam a passar! E eu, ainda  criança, desesperava. 
Por vezes, a minha mãe levava-me para o jardim do Penedo da Saudade para eu ali me distrair e não a arreliar.


Mas valeu a pena. 
Hoje em dia, a aldeia possui as infraestruturas básicas e nela pode viver-se como se estivéssemos na cidade. 
Acabaram as viagens a pé, para nos deslocarmos, acabaram os candeeiros a petróleo para nos alumiar, acabaram as deslocações à fonte, com o cântaro à cabeça, acabaram os despejos nas estrumadas,...
Mas, agora que a aldeia tem boas condições de habitabilidade, estão a acabar as pessoas na povoação.



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Mario Quintana - Quem Sabe Um Dia



Quem Sabe um Dia

Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano

Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Páscoa na Aldeia


Mais uma Páscoa se passou e, uma vez mais, passei-a na minha aldeia. 
Como já vem sendo tradição, no Sábado, a Comissão de Melhoramentos organizou um almoço/convívio, que este ano registou uma grande participação de conterrâneos e amigos.
Desse evento, eis algumas fotografias.







No Domingo, foi o dia da tradição mais importante para os católicos, o Compasso. É nas aldeias, que se vive esta cerimónia religiosa, duma forma mais intensa. As casas da aldeia abrem as portas de par em par, para receberem o Senhor e beijarem a Cruz.



Após a cerimónia, as famílias reúniram-se à mesa, para então se deliciarem com o saboroso repasto, com as iguarias próprias da época.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!